Lembrando de Stephen Kanitz
Por Alexandre Alcantara
Como sempre somos surpreendidos quando figuras expoentes partem desta vida. Hoje foi um daqueles dias, quando soubemos do falecimento do Prof. Dr Stephen Kanitz, um extraordinário professor e pesquisador, tanta no campo da contabilidade quanto no campo da administração.
Em 2001 escrevemos um artigo por título “Termômetro de Insolvência“: Neste texto apresentamos uma breve visão histórica e analítica dos modelos estatísticos de previsão de insolvência no Brasil, centrado no desenvolvimento do famoso “Termômetro de Insolvência” criado por Kanitz na década de 1970. No artigo traço a origem dos modelo de credit scoring, ligando-o aos estudos pioneiros do Professor Lopes Sá na análise de milhares de balanços brasileiros na década de 1950, destacando a complexidade do processamento de dados antes da microinformática. Os modelos utilizam procedimentos estatísticos, como a análise discriminante, para correlacionar índices financeiros com o estado de solvência de uma organização, sendo ferramentas valiosas para decisões de crédito. No entanto, enfatizamos no artigo que a qualidade das demonstrações contábeis brasileiras tem sido um obstáculo histórico para a precisão desses modelos, como por exemplo problemas com fraudes e falta de consciência de princípios contábeis. Complemento a discussão é com a menção da criação do ranking “Melhores e Maiores” da Revista Exame em 1974 e com uma seleção de referências acadêmicas importantes sobre o tema.
Um de seus textos clássicos sobre auditoria tem por título “O Brasil não é um país intrinsecamente corrupto“, publicado originalmente na Revista Veja, edição 1600, ano 32, nº 22, de 2 de junho de 1999, página 21, com o título “A origem da corrupção“. Postamos aqui no site um trecho deste artigo em 2016 com o título “Auditoria e Corrupção“.
Outros textos do Stephen Kanitz podem ser lidos em seu Blog. Temos a esperança que ele seja mantido em atividade para pesquisas: https://blog.kanitz.com.br/