{"id":963,"date":"2011-04-14T12:30:06","date_gmt":"2011-04-14T12:30:06","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2011\/04\/14\/vale-a-pena-sonegar\/"},"modified":"2011-04-14T12:30:06","modified_gmt":"2011-04-14T12:30:06","slug":"vale-a-pena-sonegar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2011\/04\/14\/vale-a-pena-sonegar\/","title":{"rendered":"Vale a pena sonegar?"},"content":{"rendered":"<p> \t<span style=\"font-size: 16px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><strong>Vale a pena sonegar? Uma quest&atilde;o que deve ser pensada<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"right\"> \t<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><span style=\"font-size: 14px\">Por Tiziane Machado<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><span style=\"font-size: 14px\"><strong>Sonegar ou recolher todos os tributos n&atilde;o s&atilde;o alternativas entre si. As alternativas que existem s&atilde;o: planejar ou n&atilde;o planejar a empresa tributariamente <\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><span style=\"font-size: 14px\">Talvez este n&atilde;o seja exatamente o questionamento que o contribuinte brasileiro tem feito a si pr&oacute;prio. Mas a indigna&ccedil;&atilde;o pelo crescente aumento da carga tribut&aacute;ria, que compromete os resultados das empresas, associada &agrave; impunidade daqueles que cometem il&iacute;citos comprometedores da moral nacional, muitas vezes obriga o empres&aacute;rio a simplesmente n&atilde;o recolher exatamente o que deve.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><span style=\"font-size: 14px\">Por outro lado, a grande maioria dos cidad&atilde;os brasileiros desconhece o que vem a ser exatamente sonegar, quais as consequ&ecirc;ncias em raz&atilde;o da sua pr&aacute;tica e as informa&ccedil;&otilde;es que diariamente alimentam o banco de dados da Secretaria da Receita Federal e das Fazendas Estaduais e Municipais.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><span style=\"font-size: 14px\">Prestar declara&ccedil;&atilde;o falsa ou omiti-la do Fisco, omitir rendimentos ou opera&ccedil;&otilde;es em livros fiscais, alterar faturas ou notas fiscais, contabilizar despesas inexistentes atrav&eacute;s de notas fiscais frias, constituem crime de sonega&ccedil;&atilde;o fiscal. Se condenado, o cidad&atilde;o estar&aacute; sujeito &agrave; deten&ccedil;&atilde;o de seis meses a dois anos, al&eacute;m de multa de duas a cinco vezes o valor do tributo.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><span style=\"font-size: 14px\">Mas, ainda assim, o contribuinte pode se questionar: quais as chances de ser apanhado pelo Fisco? No caso de uma empresa, dentro de um universo de milhares cadastradas nos &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos, em que medida ser&atilde;o investigadas as informa&ccedil;&otilde;es prestadas e, se inexatas, apanhadas pelo Fisco?<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><span style=\"font-size: 14px\">Aos que ainda se questionam, a&iacute; v&atilde;o algumas informa&ccedil;&otilde;es que talvez n&atilde;o sejam conhecidas:<\/span><\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li> \t\t<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><span style=\"font-size: 14px\">As institui&ccedil;&otilde;es financeiras informam mensalmente, por CPF e CNPJ, todos os d&eacute;bitos de lan&ccedil;amentos em contas correntes &agrave; Receita Federal. Al&eacute;m disso, quando &eacute; solicitado pelas autoridades fazend&aacute;rias, os bancos entregam, independente de autoriza&ccedil;&atilde;o judici&aacute;ria, toda a movimenta&ccedil;&atilde;o financeira do investigado.<\/span><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li> \t\t<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><span style=\"font-size: 14px\">As administradoras de cart&otilde;es de cr&eacute;ditos, da mesma forma, s&atilde;o obrigadas a informar as compras efetuadas por seus titulares mensalmente, por CPF e CNPJ, quando os valores ultrapassam R$ 5.000,00 por pessoa f&iacute;sica e R$ 10.000,00 por pessoa jur&iacute;dica;<\/span><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li> \t\t<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><span style=\"font-size: 14px\">As imobili&aacute;rias, construtoras, incorporadoras e Cart&oacute;rios informam sobre todas as opera&ccedil;&otilde;es de comercializa&ccedil;&atilde;o de im&oacute;veis, identificando as partes envolvidas, o valor e a localiza&ccedil;&atilde;o da transa&ccedil;&atilde;o, ainda que tenha havido a intermedia&ccedil;&atilde;o de terceiros.<\/span><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><span style=\"font-size: 14px\">Todas essas informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o auditadas pelo Fisco. Havendo diverg&ecirc;ncias, uma luz amarela acende e o &oacute;rg&atilde;o arrecadador abre fiscaliza&ccedil;&atilde;o rigorosa e detalhada contra aquele contribuinte. Outra informa&ccedil;&atilde;o que pode ser &uacute;til &agrave;queles desavisados &eacute; que as Fazendas Estaduais e Municipais trocam constantemente informa&ccedil;&otilde;es com a Receita Federal e o INSS.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><span style=\"font-size: 14px\">Sonegar &eacute; crime! Omitir receita ou contabilizar despesa fict&iacute;cia &eacute; crime! Importar bens por pre&ccedil;os efetivamente n&atilde;o praticados, &eacute; crime! E cometer um crime n&atilde;o &eacute; uma alternativa para aqueles que sup&otilde;em auferir vantagens financeiras com a sua pr&aacute;tica.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><span style=\"font-size: 14px\">Qual seria, ent&atilde;o, a alternativa, questionam para aqueles empres&aacute;rios que se entediam lendo ou ouvindo as informa&ccedil;&otilde;es acima? Destinar de 25 a 30% do faturamento para o esgoto da arrecada&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria no Brasil? &#8211; indagam.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><span style=\"font-size: 14px\">Sonegar ou recolher todos os tributos n&atilde;o s&atilde;o alternativas entre si. As alternativas que existem s&atilde;o: planejar ou n&atilde;o planejar a empresa tributariamente.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><span style=\"font-size: 14px\">Antes de realizar um fato gerador de uma obriga&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria, o contribuinte deve planejar para que, sobre este fato, incida a menor carga tribut&aacute;ria poss&iacute;vel. N&atilde;o se trata aqui de simular fatos ou atos, mas sim de realiz&aacute;-los tendo o seu prop&oacute;sito negocial concretizado, mas de uma forma que sobre o mesmo n&atilde;o haja um &ldquo;desperd&iacute;cio&rdquo; tribut&aacute;rio. Esta &eacute; uma alternativa poss&iacute;vel, al&eacute;m de ser uma alternativa legal.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><span style=\"font-size: 14px\">O planejamento tribut&aacute;rio eficiente exige um conhecimento profundo e atualizado da legisla&ccedil;&atilde;o. Existem ferramentas e estrat&eacute;gias dispon&iacute;veis legalmente capazes de minimizar esse custo excessivo e o trabalho dos profissionais especializados consiste exatamente em disponibilizar o conhecimento necess&aacute;rio para que as empresas em ascens&atilde;o n&atilde;o comprometam seu fluxo financeiro e sua lucratividade. Ou seja, a iniciativa de realizar um planejamento tribut&aacute;rio &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o mais adequada contra o &ldquo;desperd&iacute;cio&rdquo;.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><span style=\"font-size: 14px\">A experi&ecirc;ncia adquirida durante anos estruturando projetos de planejamento tribut&aacute;rio para empresas de pequeno a grande porte, confirma cada vez mais a seguinte mensagem aos empres&aacute;rios: sonegar pode parecer economicamente interessante a princ&iacute;pio, mas, se a estrat&eacute;gia realizada ilegalmente for desmascarada pelo Fisco &ndash; e existem grandes e concretas chances de isso vir a ocorrer -, o preju&iacute;zo empresarial ser&aacute; infinitamente superior a todos os tributos pagos.<\/span><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p> \t<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><span style=\"font-size: 14px\">MACHADO, Tiziane. <strong>Vale a pena sonegar? Uma quest&atilde;o que deve ser pensada<\/strong>. Jornal Cont&aacute;bil. Dispon&iacute;vel em: &lt;http:\/\/www.jornalcontabil.com.br\/v2\/JC-News\/576.html&gt; Acesso em: 14 abr. 2011&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<hr \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vale a pena sonegar? Uma quest&atilde;o que deve ser pensada Por Tiziane Machado &nbsp; Sonegar<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[56],"tags":[],"class_list":["post-963","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c49-crimes-tributarios"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/963","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=963"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/963\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=963"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=963"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=963"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}