{"id":944,"date":"2011-04-01T03:00:00","date_gmt":"2011-04-01T03:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2011\/04\/01\/brasileiro-leva-17-anos-para-pagar-impostos\/"},"modified":"2011-04-01T03:00:00","modified_gmt":"2011-04-01T03:00:00","slug":"brasileiro-leva-17-anos-para-pagar-impostos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2011\/04\/01\/brasileiro-leva-17-anos-para-pagar-impostos\/","title":{"rendered":"Brasileiro leva 17 anos para pagar impostos."},"content":{"rendered":"<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><strong><span id=\"ctl00_ContentPlaceHolder1_LabelResumo\">Al&eacute;m de complexa, a carga tribut&aacute;ria do Pa&iacute;s ainda inclui impostos bizarros&nbsp;pagos at&eacute; &agrave; fam&iacute;lia real portuguesa.<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span>Por <span id=\"ctl00_ContentPlaceHolder1_LabelAutor\">Renato Carbonari Ibelli<\/span><span id=\"ctl00_ContentPlaceHolder1_LabelData\"> &#8211; 21\/3\/2011 &#8211; 20h06<\/span>&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"> \t<span style=\"font-size: 14px\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span id=\"ctl00_ContentPlaceHolder1_LabelTexto\">Nunca o contribuinte brasileiro pagou tanto em impostos e contribui&ccedil;&otilde;es como agora. Um indicador disso &eacute; o painel do&nbsp; Impost&ocirc;metro da Associa&ccedil;&atilde;o Comercial de S&atilde;o Paulo (ACSP), que atingiu ontem a cifra de R$ 300 bilh&otilde;es. Esse&nbsp; &eacute; o montante total arrecadado pelas tr&ecirc;s esferas administrativas (municipal, estadual e federal) desde o in&iacute;cio deste ano.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span>Existem atualmente 63 tributos regulares no Pa&iacute;s. Segundo c&aacute;lculos do Instituto Brasileiro de Planejamento Tribut&aacute;rio (IBPT), em toda a sua vida, o brasileiro destina o equivalente a 17 anos de sal&aacute;rios apenas para pagar impostos. Anualmente, s&atilde;o 148 dias trabalhando para o Le&atilde;o. E essa conta pode aumentar, uma vez que est&aacute; nos planos do governo apresentar ao Pa&iacute;s o 64&deg; tributo regular &ndash; a Contribui&ccedil;&atilde;o Social Para a Sa&uacute;de (CSS) (leia mais nesta p&aacute;gina).<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span>A cria&ccedil;&atilde;o de impostos para resolver problemas financeiros pelo governo n&atilde;o &eacute; uma exclusividade brasileira (veja texto ao lado). A raz&atilde;o pela qual o Pa&iacute;s se esfor&ccedil;a em criar taxas pode estar relacionada &agrave; relativa facilidade de se estabelecer cobran&ccedil;as novas. &quot;Criar impostos sempre foi mais f&aacute;cil do que controlar os gastos p&uacute;blicos&quot;, opinou o presidente do IBPT, Jo&atilde;o Eloi Olenike.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span>Al&eacute;m de impor ao contribuinte a obriga&ccedil;&atilde;o de pagar mais impostos, o Brasil tamb&eacute;m se caracteriza pela perenidade dos j&aacute; existentes. H&aacute; taxas cuja exist&ecirc;ncia se arrasta pela hist&oacute;ria do Pa&iacute;s &ndash; algumas das quais bastante anacr&ocirc;nicas e peculiares.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span><strong>Coroa portuguesa &ndash; <\/strong>Um exemplo &eacute; o laud&ecirc;mio.&nbsp; Ele surgiu no per&iacute;odo colonial, quando Portugal passou a distribuir lotes aos colonos dispostos a vir ao Brasil por meio de um regime denominado enfiteuse. Por meio desse sistema, embora as terras ainda pertencessem &agrave; monarquia, elas poderiam ser negociadas por quem tivesse o dom&iacute;nio &uacute;til do terreno. Entretanto, caso estes vendessem seus lotes, teriam de pagar uma taxa &agrave; coroa portuguesa de Lisboa.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span>Apesar de o Pa&iacute;s ter conquistado a independ&ecirc;ncia em 1822, o laud&ecirc;mio permaneceu, e at&eacute; hoje vigora como tributo federal obrigat&oacute;rio. Quem adquire im&oacute;vel no litoral est&aacute; sujeito a ele. At&eacute; mesmo fora da orla litor&acirc;nea ele pode ser eventualmente cobrado &ndash; como &eacute; feito com rela&ccedil;&atilde;o aos im&oacute;veis localizados nas proximidades do Pateo do Collegio, na regi&atilde;o central de S&atilde;o Paulo.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span>Do arrecadado com esse tributo mon&aacute;rquico, 30% vai para a Uni&atilde;o, 60% para a Igreja Cat&oacute;lica e o restante para os Orleans e Bragan&ccedil;a &ndash; a fam&iacute;lia imperial brasileira. Alguns especialistas consideram o laud&ecirc;mio n&atilde;o um tributo, mas sim uma esp&eacute;cie de aluguel pago a quem, de fato, deteria a propriedade dessas terras e im&oacute;veis, que seriam&nbsp; a Uni&atilde;o, a Igreja e a fam&iacute;lia real.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span><strong>Estados &ndash;<\/strong> Entre os 63 tributos aos quais os brasileiros est&atilde;o sujeitos n&atilde;o est&atilde;o inclu&iacute;das as tarifas espec&iacute;ficas de cada estado e munic&iacute;pio &ndash; e que tamb&eacute;m se mostram curiosas. No Estado de S&atilde;o Paulo, por exemplo, vigora a lei 11.221\/ 2002, tamb&eacute;m conhecida como a Lei da Pesca. Ela determina que o pescador amador &ndash; ou seja, qualquer pessoa que resolva sentar &agrave; sombra de uma &aacute;rvore com uma vara de pescar na m&atilde;o &ndash; pague a Taxa de Fiscaliza&ccedil;&atilde;o e Servi&ccedil;os Diversos (TFSD), cujo valor &eacute; de at&eacute; dez Unidades Fiscais do Estado de S&atilde;o Paulo (Ufesp), ou cerca de R$ 174,50. A&nbsp; mesma lei ainda pro&iacute;be que se pesque o peixe dourado &ndash; e, se por acaso um deles for fisgado, deve ser solto imediatamente, sob pena de severa multa.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span>Em Apucarana, no Paran&aacute;, outra taxa peculiar est&aacute; sendo arquitetada pelo poder executivo. Para resolver a situa&ccedil;&atilde;o de pen&uacute;ria pela qual passam os cemit&eacute;rios do munic&iacute;pio, a prefeitura quer taxar os propriet&aacute;rios dos lotes. A proposta tem revoltado a popula&ccedil;&atilde;o local, pois a prefeitura j&aacute; cobra uma taxa pelos funerais e pelas vendas de caix&otilde;es.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span>Essa profus&atilde;o de taxas e contribui&ccedil;&otilde;es brasileiras, que por vezes sobrep&otilde;e-se e acumulam-se, punindo ainda mais os contribuintes, levou o tributarista Kiyoshi Harada a considerar que o Pa&iacute;s vive imerso em um &quot;regime de inconstitucionalidade eficaz&quot;.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span>&quot;N&atilde;o importa a legalidade, o Supremo est&aacute; validando tudo o que chega a ele. Somente dez anos depois observa-se a inconstitucionalidade, mas o que foi pago pelo contribuinte n&atilde;o &eacute; restitu&iacute;do&quot;, ponderou.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span>Com esse apetite desmedido pelo dinheiro do contribuinte, o Fisco comprova a c&eacute;lebre frase de Benjamin Franklin (1706-1790) &ndash; a de que, na vida, as &uacute;nicas certezas poss&iacute;veis s&atilde;o a morte e os impostos. <\/span><\/span><\/p>\n<div id=\"materia\">\n<hr \/>\n<p> \t\t<span style=\"font-size: 14px\"><span><strong>Fonte<\/strong>: <a href=\"http:\/\/www.dcomercio.com.br\/materia.aspx?id=64897&amp;canal=22\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Di&aacute;rio do Com&eacute;rcio<\/a><\/span><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p> \t\t<span style=\"font-size: 14px\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\">&nbsp;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al&eacute;m de complexa, a carga tribut&aacute;ria do Pa&iacute;s ainda inclui impostos bizarros&nbsp;pagos at&eacute; &agrave; fam&iacute;lia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[31],"tags":[],"class_list":["post-944","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c73-carga-tributaria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/944","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=944"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/944\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=944"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=944"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=944"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}