{"id":926,"date":"2011-03-23T14:17:56","date_gmt":"2011-03-23T14:17:56","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2011\/03\/23\/stj-fixa-em-cinco-anos-prazo-para-fisco-cobrar-debito\/"},"modified":"2011-03-23T14:17:56","modified_gmt":"2011-03-23T14:17:56","slug":"stj-fixa-em-cinco-anos-prazo-para-fisco-cobrar-debito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2011\/03\/23\/stj-fixa-em-cinco-anos-prazo-para-fisco-cobrar-debito\/","title":{"rendered":"STJ fixa em cinco anos prazo para Fisco cobrar d\u00e9bito"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"> \tpor Ma&iacute;ra Magro | Valor Econ&ocirc;mico<br \/> \t22\/03\/2011<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\">A Corte Especial do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ) entendeu que o prazo para que o Fisco entre com uma a&ccedil;&atilde;o de cobran&ccedil;a de cr&eacute;ditos tribut&aacute;rios &eacute; de cinco anos ap&oacute;s a constitui&ccedil;&atilde;o desses valores &#8211; e n&atilde;o cinco anos e seis meses, conforme estipula a Lei de Execu&ccedil;&atilde;o Fiscal (Lei n&ordm; 6.830, de 1980). A decis&atilde;o chamou a aten&ccedil;&atilde;o das empresas, at&eacute; ent&atilde;o confusas quanto ao momento em que poderiam sofrer autua&ccedil;&otilde;es fiscais. Embora o julgamento tenha sido interpretado por alguns advogados como um ponto final na discuss&atilde;o, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) afirmou que ir&aacute; analisar a viabilidade de um recurso para o Supremo Tribunal Federal (STF).<\/span><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\">O motivo da confus&atilde;o &eacute; a diverg&ecirc;ncia apontada nos prazos de prescri&ccedil;&atilde;o previstos no C&oacute;digo Tribut&aacute;rio Nacional (CTN) e na Lei de Execu&ccedil;&atilde;o Fiscal (LEF). O artigo 174 do CTN estabelece que &quot;a a&ccedil;&atilde;o para a cobran&ccedil;a do cr&eacute;dito tribut&aacute;rio prescreve em cinco anos, contados da data da sua constitui&ccedil;&atilde;o definitiva&quot;. J&aacute; o artigo 3&ordm;, par&aacute;grafo 2&ordm; da LEF estabelece que a inscri&ccedil;&atilde;o na d&iacute;vida ativa suspende o prazo de prescri&ccedil;&atilde;o por 180 dias. Isso gerava o entendimento de que o prazo total de prescri&ccedil;&atilde;o seria de cinco anos e meio.<\/span><br \/> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\">Na semana passada, a Corte Especial do STJ afastou essa interpreta&ccedil;&atilde;o, ao declarar a inconstitucionalidade do dispositivo da LEF no que diz respeito aos cr&eacute;ditos tribut&aacute;rios. O relator foi o ministro Teori Albino Zavascki. &quot;O tribunal j&aacute; havia entendido que apenas leis complementares, como &eacute; o caso do CTN, podem regulamentar mat&eacute;rias relativas a prescri&ccedil;&atilde;o e decad&ecirc;ncia tribut&aacute;rias&quot;, afirma o advogado Luiz Eug&ecirc;nio Severo, do escrit&oacute;rio Bichara, Barata, Costa &amp; Rocha Advogados. Como a LEF &eacute; uma lei ordin&aacute;ria, ela n&atilde;o poderia modificar as previs&otilde;es do CTN. <\/span><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\">Para os ministros, no entanto, o prazo de cinco anos e seis meses continua valendo para os cr&eacute;ditos n&atilde;o tribut&aacute;rios cobrados em execu&ccedil;&atilde;o.<\/span><br \/> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\">De acordo com advogados tributaristas, existem muitos casos de autua&ccedil;&otilde;es feitas durante esse per&iacute;odo de 180 dias ap&oacute;s o prazo de prescri&ccedil;&atilde;o definido no CTN. O advogado Luiz Rog&eacute;rio Sawaya Batista, do escrit&oacute;rio Nunes &amp; Sawaya, aponta, contudo, que j&aacute; existiam precedentes da Justi&ccedil;a estabelecendo que a regra v&aacute;lida &eacute; a dos cinco anos. &quot;Mas ainda n&atilde;o havia clareza para os contribuintes, o que gerava inseguran&ccedil;a&quot;, afirma.<\/span><br \/> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\">Por conta dessa d&uacute;vida, a PGFN chegou a baixar uma orienta&ccedil;&atilde;o interna para que os procuradores n&atilde;o se valessem desses 180 dias extras para ajuizar a&ccedil;&otilde;es. &quot;Mas, para casos pret&eacute;ritos a essa orienta&ccedil;&atilde;o, vamos estudar a viabilidade de entrar com recurso extraordin&aacute;rio no STF ou apresentar recursos individuais&quot;, diz o procurador-geral adjunto da Fazenda Nacional, Fabr&iacute;cio Da Soller. <\/span><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\">De acordo com ele, se o &oacute;rg&atilde;o concluir que n&atilde;o h&aacute; possibilidades de modificar esse entendimento na Corte suprema, os procuradores ser&atilde;o orientados a n&atilde;o interpor recursos de decis&otilde;es semelhantes.<\/span><br \/> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\">Um segundo aspecto importante analisado pela Corte Especial do STJ &eacute; o momento em que a prescri&ccedil;&atilde;o se interrompe com a a&ccedil;&atilde;o do Fisco. Os ministros entenderam que, para processos anteriores a junho de 2005, a prescri&ccedil;&atilde;o s&oacute; para de correr a partir do momento da cita&ccedil;&atilde;o pessoal do devedor. Para processos posteriores a essa data, o ato que interrompe a prescri&ccedil;&atilde;o &eacute; o despacho do juiz que ordena a cita&ccedil;&atilde;o &#8211; como determinado pela Lei Complementar n&ordm; 118, editada naquele ano.<\/span><br \/> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\">A regra foi modificada com a percep&ccedil;&atilde;o de que, com frequ&ecirc;ncia, o devedor n&atilde;o era encontrado para cita&ccedil;&atilde;o e o prazo prescricional continuava correndo, com preju&iacute;zos para o Fisco.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Ma&iacute;ra Magro | Valor Econ&ocirc;mico 22\/03\/2011 A Corte Especial do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[165],"tags":[],"class_list":["post-926","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c50-processo-adm-tributario"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/926","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=926"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/926\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=926"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=926"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=926"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}