{"id":889,"date":"2011-03-04T12:15:34","date_gmt":"2011-03-04T15:15:34","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2011\/03\/04\/decisoes-locais-colocam-lingua-universal-em-risco\/"},"modified":"2011-03-04T12:15:34","modified_gmt":"2011-03-04T15:15:34","slug":"decisoes-locais-colocam-lingua-universal-em-risco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2011\/03\/04\/decisoes-locais-colocam-lingua-universal-em-risco\/","title":{"rendered":"Decis\u00f5es locais colocam &#8216;l\u00edngua universal&#8217; em risco"},"content":{"rendered":"<blockquote><p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><strong><i>Decis&otilde;es locais colocam &#39;l&iacute;ngua universal&#39; em risco<\/i><\/strong><\/span><\/span><\/p><\/blockquote>\n<blockquote style=\"text-align: right\"><p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><i>por Nelson Niero | De S&atilde;o Paulo &#8211; Valor Econ&ocirc;mico &#8211; 2 de mar&ccedil;o de 2011<\/i><\/span><\/span><\/p><\/blockquote>\n<blockquote style=\"text-align: right\"><p> \t&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<blockquote><p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><i>Est&aacute; ruim, mas est&aacute; bom. Em ess&ecirc;ncia, &eacute; mais ou menos isso que os auditores independentes v&atilde;o escrever nos pareceres sobre os balan&ccedil;os das construtoras.<\/p>\n<p> \tPelo tempo que se gastou na discuss&atilde;o sobre quando se deve reconhecer a receita de venda de um im&oacute;vel, a press&atilde;o foi grande. O lobby das construtoras interessadas nas benesses cont&aacute;beis do sistema anterior n&atilde;o &eacute; surpresa. O que pode ser mais dif&iacute;cil de entender &eacute; a posi&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o de Valores Mobili&aacute;rios (CVM), guardi&atilde; da boa informa&ccedil;&atilde;o financeira.<\/p>\n<p> \tO fato &eacute; que se decidiu pela cria&ccedil;&atilde;o de uma vertente das Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS, na sigla em ingl&ecirc;s) de acordo com o Comit&ecirc; de Pronunciamentos Cont&aacute;beis brasileiro. Com isso, os balan&ccedil;os s&oacute; ser&atilde;o compar&aacute;veis com os das construtoras da Mal&aacute;sia e da &Iacute;ndia. J&aacute; &eacute; uma evolu&ccedil;&atilde;o, diriam os mais otimistas.<\/p>\n<p> \tOs arautos do IFRS, que discutem os destinos da l&iacute;ngua universal da contabilidade em Cannon Street, no cora&ccedil;&atilde;o financeiro de Londres, t&ecirc;m quest&otilde;es maiores com as quais se preocupar desde que os banqueiros resolveram culpar os contadores pela crise financeira. Ainda assim, eles sabem que pequenas rachaduras podem causar grandes estragos.<\/p>\n<p> \tA grande promessa do IFRS &eacute; dar aos investidores o poder da compara&ccedil;&atilde;o. Idealmente, significa colocar numa planilha os n&uacute;meros das principais empresas globais de um dado setor e tirar conclus&otilde;es consistentes sobre eles. Se for preciso salpicar asteriscos para fechar a conta, os c&eacute;ticos, principalmente nos Estados Unidos, n&atilde;o v&atilde;o deixar barato.<\/p>\n<p> \t<\/i><\/span><\/span> \t <!--more-->  \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><i>Fazer com que o maior mercado de capitais do mundo adote o IFRS &eacute; de longe o maior desafio para que a promessa se cumpra. H&aacute; cr&iacute;ticos o bastante no pa&iacute;s fazendo campanha para que isso nunca aconte&ccedil;a.<\/p>\n<p> \tO americano Dennis Nally, presidente mundial da auditoria PwC, disse em entrevista recente ao Valor que acredita na necessidade de se caminhar para um sistema &uacute;nico. No entanto, &eacute; preciso garantir que haja consist&ecirc;ncia dos padr&otilde;es. &quot;&Eacute; crucial a quest&atilde;o da independ&ecirc;ncia do processo de ado&ccedil;&atilde;o das normas em rela&ccedil;&atilde;o a press&otilde;es pol&iacute;ticas, por exemplo&quot;, afirmou. &quot;Se cada pa&iacute;s puder modificar as normas, ent&atilde;o voltamos ao ponto de partida.&quot;<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><i>&nbsp;<\/i><\/span><\/span><\/p><\/blockquote>\n<blockquote>\n<p> \t\t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><i><span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Via Blog <a href=\"http:\/\/contabilidadefinanceira.blogspot.com\/2011\/03\/jeitinho-2.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Contabilidade Financeira<\/a>&nbsp;<\/span><\/span><\/i><\/span><\/span><\/p>\n<p> \t\t&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n<hr \/>\n<blockquote><p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><i><strong>Contabilidade : Empresas poder&atilde;o manter regras anteriores na elabora&ccedil;&atilde;o dos balan&ccedil;os<\/strong> <\/i><\/span><\/span><\/p><\/blockquote>\n<blockquote style=\"text-align: right\"><p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><i><a href=\"http:\/\/4mail.com.br\/Artigo\/ViewFenacon\/005393000000000\"><font color=\"#5588aa\">Valor Econ&ocirc;mico<\/font><\/a> &#8211; Denise Carvalho e Fernando Torres | De S&atilde;o Paulo &#8211; 2\/3\/2011<\/i><\/span><\/span><br \/> \t&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<blockquote><p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><i>As auditorias chegaram a um consenso e n&atilde;o devem fazer ressalvas nos balan&ccedil;os das incorporadoras imobili&aacute;rias brasileiras que ainda adotarem as regras de contabilidade antigas para registrar no balan&ccedil;o o reconhecimento de receitas de vendas de im&oacute;veis na planta. Esse &eacute; um dos &uacute;ltimos temas de pol&ecirc;mica envolvendo a ado&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o internacional de contabilidade, o IFRS, pelo Brasil.<\/p>\n<p> \t(&#8230;) Isso quer dizer que as auditorias v&atilde;o dar parecer &quot;limpo&quot; &#8211; que significa em conformidade com a lei &#8211; para as incorporadoras que apresentarem seus n&uacute;meros no chamado m&eacute;todo POC (sigla em ingl&ecirc;s do termo Percentage of Conclusion).<\/p>\n<p> \tPor esse crit&eacute;rio, as empresas imobili&aacute;rias reconhecem a receita de venda de im&oacute;veis residenciais de acordo com o percentual de andamento da obras.<\/p>\n<p> \tNa pr&aacute;tica, o consenso &quot;permite&quot; &agrave;s auditorias contrariar o entendimento mais comum sobre o modelo cont&aacute;bil internacional IFRS, que passou a ser obrigat&oacute;rio no Brasil nos balan&ccedil;os referentes a 2010 e que s&atilde;o divulgados agora. No padr&atilde;o IFRS, as incorporadoras costumam reconhecer a receita da venda de um im&oacute;vel toda de uma vez, no momento da entrega das chaves.<\/p>\n<p> \tEssa regra &eacute; obrigat&oacute;ria mesmo para as empresas que tenham recebido parcela significativa do pagamento das vendas dos im&oacute;veis durante as obras.<\/p>\n<p> \t(&#8230;) Conforme pessoas a par das reuni&otilde;es que levaram as auditorias e a CVM a um consenso sobre os pareces, em vez de afirmar que os demonstrativos desobedecem os padr&otilde;es do IFRS, conforme determina&ccedil;&atilde;o do Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (Iasb), os auditores afirmar&atilde;o que as normas seguem o IFRS, de acordo com as regras do Comit&ecirc; de Pronunciamentos Cont&aacute;beis.<\/p>\n<p> \tTraduzindo ao p&eacute; da letra, o consenso deve evitar o desgaste das auditorias com os clientes, por conta de ressalvas, e com a CVM, que permitiu &agrave;s incorporadoras usar o padr&atilde;o POC.<\/p>\n<p> \tDurante todo o ano de 2010, as incorporadoras imobili&aacute;rias brasileiras pressionaram os agentes reguladores para que a publica&ccedil;&atilde;o dos balan&ccedil;os seguindo o padr&atilde;o IFRS fosse prorrogada ou que as regras cont&aacute;beis fossem mantidas. Venceu a segunda op&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> \tO que est&aacute; por tr&aacute;s da resist&ecirc;ncias das incorporadoras em adotar o reconhecimento da receita nas chaves &eacute; o impacto que as novas regras provocariam nos seus resultados. Segundo estudo feito pelo banco Credit Suisse, em outubro de 2010, o percentual de queda nos resultados das empresas variaria entre 21% e 33% sobre as previs&otilde;es do banco para 2011. O decl&iacute;nio m&eacute;dio seria de 28%.<\/p>\n<p> \t(&#8230;) Caso o Ifric chegue &agrave; conclus&atilde;o sobre essa pol&ecirc;mica e se manifeste, o Brasil deve adotar essa determina&ccedil;&atilde;o, seja quando for. Se ficar claro que o reconhecimento da receita deve ser feito pelo POC, os auditores poder&atilde;o dizer que os balan&ccedil;os seguem o IFRS conforme emitido pelo Iasb. A &ecirc;nfase, ent&atilde;o, deixa de constar no parecer.<\/p>\n<p> \tCaso contr&aacute;rio, caber&aacute; &agrave;s empresas mudar a contabilidade para registrar a receita somente no momento da entrega das chaves, se n&atilde;o quiserem ter parecer adverso dos auditores.<\/i><\/span><\/span> \t<\/p>\n<hr \/>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decis&otilde;es locais colocam &#39;l&iacute;ngua universal&#39; em risco por Nelson Niero | De S&atilde;o Paulo &#8211;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[117],"tags":[],"class_list":["post-889","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ifrs"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/889","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=889"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/889\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=889"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=889"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=889"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}