{"id":886,"date":"2011-03-04T11:56:36","date_gmt":"2011-03-04T11:56:36","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2011\/03\/04\/recolhimento-de-tributo-nao-impede-acao-penal\/"},"modified":"2011-03-04T11:56:36","modified_gmt":"2011-03-04T11:56:36","slug":"recolhimento-de-tributo-nao-impede-acao-penal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2011\/03\/04\/recolhimento-de-tributo-nao-impede-acao-penal\/","title":{"rendered":"Recolhimento de tributo n\u00e3o impede a\u00e7\u00e3o penal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"> \tpor Laura Ignacio<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tA possibilidade de empres&aacute;rios escaparem de processos penais por crimes contra a ordem tribut&aacute;ria atrav&eacute;s do pagamento dos d&eacute;bitos, diretamente ou por parcelamentos fiscais, chegou ao fim ontem. A Lei do Sal&aacute;rio M&iacute;nimo &#8211; Lei n&ordm; 12.382 -, publicada na segunda-feira, trouxe essa novidade, que afeta a estrat&eacute;gia adotada para evitar poss&iacute;veis condena&ccedil;&otilde;es criminais. Pela norma, se o parcelamento n&atilde;o for efetuado antes do recebimento da den&uacute;ncia do Minist&eacute;rio P&uacute;blico pelo juiz (quando o magistrado diz se aceita ou n&atilde;o a abertura da a&ccedil;&atilde;o penal), por exemplo, o processo criminal passa a correr normalmente, ao contr&aacute;rio do que acontecia anteriormente.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tA Lei n&ordm; 10.684, de 2003, estabelecia que, se o tributo devido fosse pago, em qualquer fase do processo, o contribuinte se livrava da puni&ccedil;&atilde;o. &quot;A Lei n&ordm; 12.382 revoga tacitamente a previs&atilde;o da antiga norma&quot;, afirma o advogado Lu&iacute;s Carlos Torres, especialista em direito penal econ&ocirc;mico do escrit&oacute;rio Demarest &amp; Almeida. &quot;Em diversos casos de empres&aacute;rios dos quais cuidei nos &uacute;ltimos anos, o pagamento do tributo foi feito ap&oacute;s a den&uacute;ncia e extinguiu-se a punibilidade. Agora, isso mudar&aacute;.&quot;<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tPara o advogado Eduardo Reale, do escrit&oacute;rio Reale e Moreira Porto Advogados Associados, essa mudan&ccedil;a ter&aacute; influ&ecirc;ncia sobre a decis&atilde;o de v&aacute;rios empres&aacute;rios. Isso porque, segundo o advogado, eles ter&atilde;o que decidir rapidamente se querem pagar a d&iacute;vida ou correr o risco de enfrentar um processo penal. Quanto antes o pagamento for realizado, menos chance do Minist&eacute;rio P&uacute;blico apresentar uma den&uacute;ncia ao Judici&aacute;rio.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAs legisla&ccedil;&otilde;es dos programas de parcelamento Refis, Paes, Paex e Refis da Crise deixam claro que a ades&atilde;o ao parcelamento suspende a possibilidade de cobran&ccedil;a do valor parcelado. Tamb&eacute;m j&aacute; &eacute; pac&iacute;fico que o pagamento integral da d&iacute;vida extingue a punibilidade. A partir da entrada em vigor da nova lei, essa suspens&atilde;o s&oacute; acontecer&aacute; se o parcelamento for formalizado antes da den&uacute;ncia criminal. &quot;Isso dever&aacute; desestimular o parcelamento das d&iacute;vidas fiscais&quot;, afirma Reale. Assim que a Lei n&ordm; 11.941, de 2009, norma que criou o Refis da Crise, foi regulamentada, advogados come&ccedil;aram a ajuizar dezenas de pedidos de habeas corpus para livrar empres&aacute;rios da pris&atilde;o ou para suspender o tr&acirc;mite dos processos penais contra eles.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tOs parcelamentos estaduais e municipais tamb&eacute;m ser&atilde;o abrangidos pela nova lei. Segundo o advogado tributarista Marcelo Knopfelmacher, do escrit&oacute;rio Knopfelmacher Advogados, apesar de a lei ser federal, sua aplica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se limita aos parcelamentos relacionados a tributos da Uni&atilde;o. Assim, a medida pode refletir tamb&eacute;m na arrecada&ccedil;&atilde;o do ICMS e do ISS, por exemplo.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tA nova legisla&ccedil;&atilde;o aumenta a possibilidade de o Minist&eacute;rio P&uacute;blico promover a&ccedil;&otilde;es penais. Essa &eacute; a interpreta&ccedil;&atilde;o do procurador da Rep&uacute;blica, Uendel Domingues Ugatti, do Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Estado de S&atilde;o Paulo. &quot;Porque cria um marco temporal (den&uacute;ncia) que limita a possibilidade de suspender o poder punitivo do Estado&quot;, afirma. Por&eacute;m, o procurador explica que a nova lei s&oacute; ser&aacute; aplic&aacute;vel em rela&ccedil;&atilde;o a d&iacute;vidas fiscais constitu&iacute;das a partir do in&iacute;cio da sua vig&ecirc;ncia, ou seja, 1&ordm; de mar&ccedil;o. &quot;Assim, apenas as novas a&ccedil;&otilde;es penais poder&atilde;o ser baseadas nesse marco limitador.&quot; A&ccedil;&otilde;es penais em andamento n&atilde;o ser&atilde;o atingidas porque a lei penal s&oacute; retroage se for em benef&iacute;cio do acusado.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tO procurador chama a aten&ccedil;&atilde;o ainda para o dispositivo da Lei n&ordm; 12.382 que diz que o Fisco s&oacute; pode encaminhar representa&ccedil;&atilde;o fiscal para fins penais ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico ap&oacute;s a exclus&atilde;o do contribuinte do programa de parcelamento. &quot;Muitas vezes, o Fisco encaminha a representa&ccedil;&atilde;o fiscal ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico, antes da decis&atilde;o administrativa que formaliza a exclus&atilde;o do contribuinte inadimplente&quot;, diz..<\/p>\n<hr \/>\n<p> \t<strong>Fonte<\/strong>: Valor Econ&ocirc;mico, via <a href=\"http:\/\/4mail.com.br\/Artigo\/ViewFenacon\/005394022432527\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">FENACON<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<hr \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Laura Ignacio &nbsp; A possibilidade de empres&aacute;rios escaparem de processos penais por crimes contra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[56],"tags":[],"class_list":["post-886","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c49-crimes-tributarios"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/886","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=886"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/886\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=886"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=886"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=886"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}