{"id":866,"date":"2011-02-09T11:37:38","date_gmt":"2011-02-09T11:37:38","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2011\/02\/09\/para-que-servem-as-auditorias\/"},"modified":"2011-02-09T11:37:38","modified_gmt":"2011-02-09T11:37:38","slug":"para-que-servem-as-auditorias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2011\/02\/09\/para-que-servem-as-auditorias\/","title":{"rendered":"Para que servem as auditorias?"},"content":{"rendered":"<p> \t<em><span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Uma recente onda de esc&acirc;ndalos cont&aacute;beis coloca em xeque o trabalho dos&nbsp;&nbsp; auditores externos &ndash; contratados justamente para avalizar a&nbsp; contabilidade de seus clientes<\/span><\/span><\/em><br \/> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right\"> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">por Lucas Amorim da Exame<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Revista Exame &#8211; 24\/01\/2011<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Num audit&oacute;rio lotado na sede da&nbsp; Comiss&atilde;o de Valores Mobili&aacute;rios, no centro do&nbsp; Rio de Janeiro, advogados de 14 ex-executivos e ex-conselheiros da&nbsp; Sadia debateram no dia 14 de dezembro a responsabilidade sobre as opera&ccedil;&otilde;es com derivativos que trouxeram preju&iacute;zo de 2,6 bilh&otilde;es de reais e quase quebraram a companhia em 2008. Depois de um dia inteiro de julgamento, o ex-diretor financeiro Adriano Ferreira recebeu como puni&ccedil;&atilde;o o impedimento de administrar companhias abertas pelos pr&oacute;ximos 3 anos. Nove conselheiros, entre eles a empres&aacute;ria Luiza Helena Trajano, uma das donas do Magazine Luiza, receberam multas que variam de 200 000 reais a 400 000 reais. &ldquo;Eles falharam ao permitir opera&ccedil;&otilde;es acima do limite estabelecido pela companhia&rdquo;, diz Alexsandro Broedel Lopes, relator do processo.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Como &eacute; de imaginar a decis&atilde;o da CVM incomodou os conselheiros. &ldquo;Todo mundo errou&rdquo;, diz Roberto Faldini, ex-conselheiro que acabou inocentado no julgamento porque havia assumido uma cadeira no conselho da Sadia poucos dias antes do estouro do esc&acirc;ndalo. &ldquo;Por isso mesmo, estranhamos o fato de os auditores n&atilde;o terem sido sequer indiciados.&rdquo;<\/span><\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">A KPMG, auditora da companhia entre 2004 e 2008, nunca fez ressalvas sobre o risco das opera&ccedil;&otilde;es com derivativos em seus pareceres anuais. Segundo a CVM, a apura&ccedil;&atilde;o da conduta dos auditores ainda est&aacute; em curso.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">O debate em tomo do rombo na Sadia (empresa que viria a se unir logo depois &agrave; Perdig&atilde;o para formar a Brasil Foods) &eacute; mais um dos v&aacute;rios esc&acirc;ndalos financeiros dos &uacute;ltimos anos que colocam em d&uacute;vida o papel das firmas de auditoria(veja mais detalhes ao final do artigo).<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Nos &uacute;ltimos tempos, tr&ecirc;s outras grandes empresas sofreram perdas bilion&aacute;rias com fraudes ou irregularidades cont&aacute;beis &ndash; Aracruz, Carrefour e PanAmericano -, todas avalizadas por auditorias independentes. Estima-se que companhias desse porte paguem algo em torno de 5 milh&otilde;es de reais ao ano para contar com o servi&ccedil;o de auditores. Com tanto dinheiro na mesa, seria f&aacute;cil supor que o carimbo dessas firmas representasse uma garantia de que investidores e acionistas poderiam confiar nas informa&ccedil;&otilde;es divulgadas nos balan&ccedil;os. Mas n&atilde;o &eacute; bem isso o que acontece. De acordo com a legisla&ccedil;&atilde;o, descobrir fraudes n&atilde;o &eacute; papel das auditorias. Sua fun&ccedil;&atilde;o &eacute; esquadrinhar as contas dos clientes para verificar se a contabilidade est&aacute; em ordem. E s&oacute;. Ainda assim, essa tarefa esbarra numa limita&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica &ndash; o volume assombroso de documentos gerado pelas grandes empresas. Para revis&aacute;-los, os auditores trabalham por amostragem. Pin&ccedil;am alguns dados e checam com fornecedores, bancos e outras &aacute;reas da companhia se as informa&ccedil;&otilde;es est&atilde;o corretas. Desse modo, encontrar uma fraude isolada pode ser t&atilde;o dif&iacute;cil quanto tirar o bilhete premiado na loteria. &ldquo;Se um administrador conhecer os meandros e quiser burlar o sistema, pode ter sucesso&rdquo;, diz Jorge Menegassi, presidente da Ernst&amp;Young Terco. &ldquo;Nosso trabalho &eacute; criterioso, mas nunca vai ser infal&iacute;vel.&rdquo;<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">As estat&iacute;sticas mostram que s&atilde;o raras as situa&ccedil;&otilde;es em que essas firmas percebem alguma irregularidade nesse sentido. Uma pesquisa da KPMG avaliou que em apenas 2% dos casos uma fraude &eacute; apontada pela auditoria.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Quem identifica com mais freq&uuml;&ecirc;ncia os rombos s&atilde;o os filtros criados pelas pr&oacute;prias companhias &ndash; de canais para receber den&uacute;ncias de funcion&aacute;rios a auditorias internas. Fortalecer esses &oacute;rg&atilde;os foi justamente a solu&ccedil;&atilde;o da Brasil Foods para evitar ter novas surpresas em seus balan&ccedil;os. Hoje, a companhia tem uma estrutura de controle mais complexa do que a Sadia ou a pr&oacute;pria Perdig&atilde;o possu&iacute;am. Cerca de 30 funcion&aacute;rios e conselheiros participam de um conjunto de inst&acirc;ncias de controle &ndash; entre elas, o rec&eacute;m-criado comit&ecirc; de riscos financeiros, al&eacute;m dos tradicionais comit&ecirc; de auditor, auditoria<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">&Eacute; o dobro da equipe que a Sadia possu&iacute;a. &ldquo;A perda com os derivativos nos fez aumentar a lupa&rdquo;, diz Roberto Faldini, que, ap&oacute;s a fus&atilde;o com a Perdig&atilde;o. manteve uma cadeira no conselho da Brasil Foods. Al&eacute;m de contar com os&nbsp; controles internos, um n&uacute;mero crescente de empresas contrata firmas especializadas em investiga&ccedil;&otilde;es que fazem uma verdadeira devassa em suas opera&ccedil;&otilde;es. A subsidi&aacute;ria brasileira da Kroll, por exemplo, l&iacute;der nesse mercado, teve um aumento de 35% no n&uacute;mero de investiga&ccedil;&otilde;es em 2010.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">&Eacute; curioso que a natureza de uma atividade centen&aacute;ria ainda seja alvo de discuss&atilde;o. A primeira firma especializada em auditar contas foi criada por william WeJch Deloitte, em Londres, em 1845. As concorrentes vieram nos anos seguintes, a reboque da cobran&ccedil;a de impostos com base no lucro das companhias. Com a expans&atilde;o global das companhias inglesas, a pr&aacute;tica de auditoria se espalhou pelo mundo.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">No Brasil, a atividade chegou na d&eacute;cada de 10, junto com as primeiras multinacionais, e tornou-se obrigat&oacute;ria para as companhias abertas nos anos 70.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Atualmente, o setor &eacute; dominado por um grupo batizado de Big Four, composto das multinacionais Deloitte, Ernst&amp;Young, KPMG e PricewaterhouseCoopers. Trata-se de um neg&oacute;cio bilion&aacute;rio.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Em 2010, a l&iacute;der Deloitte, por exemplo, faturou 26,6 bilh&otilde;es de d&oacute;lares no mundo &ndash; desse total, algo em torno de 400 milh&otilde;es de d&oacute;lares teve origem no Brasil.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Nos Estados Unidos, o cerco &agrave;s atividades de empresas de auditoria vem aumentando. O ponto de inflex&atilde;o nesse sentido foi a cria&ccedil;&atilde;o da Lei Sarbanes-Oxley nos Estados Unidos, em 2002, que passou a impingir multas mais pesadas a administradores, conselheiros e, conforme o caso, auditores. Desde dezembro do ano passado, a Ernst&amp;Young est&aacute; sendo investigada pelo estado de Nova York por supostamente ajudar o banco Lehman Brothers a maquiar seus balan&ccedil;os &ndash; a quebra da institui&ccedil;&atilde;o foi a base da crise financeira de 2008. A multa pode se igualar ao valor que a Ernst&amp;Young recebeu desde 2001 pelos pareceres emitidos para o banco: 150 milh&otilde;es de d&oacute;lares.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">No Brasil, os casos ainda s&atilde;o raros. O mais recente aconteceu em dezembro, quando a CVM multou a KPMG e dois de seus auditores, num total de 700 000 reais, pela falta de uma ressalva nos resultados do segundo trimestre de 2008 da Perdig&atilde;o. O mundo de muitos lucros e poucos riscos parece estar chegando ao fim tamb&eacute;m para os auditores.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><strong><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Sadia<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">auditoria: KPMG<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">O caso: a Sadia teve preju&iacute;zo de 2,6 bilh&otilde;es de reais com seis opera&ccedil;&otilde;es de derivativos acima do permitido em sua pol&iacute;tica financeira, em 2008. Em dezembro passado, um ex-executivo e nove ex-conselheiros da empresa foram multados pela CVM, num total de 2,6 milh&otilde;es de reais &ndash; entre eles Walter Fontana Filho, ex-presidente do conselho.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t<strong><span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">PanAmericano<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">auditoria: Deloitte<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">O caso: em novembro, o Banco Central descobriu um rombo de 2,5 bilh&otilde;es de reais no balan&ccedil;o do PanAmericano, banco at&eacute; ent&atilde;o presidido por Luiz Sandoval e auditado pela Deloitte havia nove anos. O BC ainda est&aacute; investigando as responsabilidades.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><strong><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Aracruz<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">auditoria: Deloitte<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">O caso: em outubro de 2008, a companhia anunciou perdas de 2,1 bilh&otilde;es de dol&aacute;res por opera&ccedil;&otilde;es com derivativos que ultrapassaram os limites estabelecidos em suas regras. Dois ex-executivos e sete ex-integrantes do conselho e dos comites de auditoria e finan&ccedil;as ser&atilde;o julgados pela CVM.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><strong>Carrefour<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">auditoria: Deloitte<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">O caso: o Carrefour anunciou em novembro, perdas de 1,2 bilh&atilde;o de reais por receitas que foram incorporadas, mas jamais entraram em caixa. De acordo com o jornal frances LE FIGARO, o varejista dever&aacute; processar a Deloitter por n&atilde;o identificar as perdas.<\/span><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p> \t<span style=\"color: #ff0000\"><strong><span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Coment&aacute;rios:<\/span><\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">O assunto n&atilde;o &eacute; novidade, confira outra mat&eacute;ria da pr&oacute;rpria Exame de 1996: <\/span><\/span><\/p>\n<ul>\n<li> \t\t<a href=\"http:\/\/Afinal, para que servem as auditorias?\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Afinal, para que servem as auditorias?<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<hr \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma recente onda de esc&acirc;ndalos cont&aacute;beis coloca em xeque o trabalho dos&nbsp;&nbsp; auditores externos &ndash;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15],"tags":[],"class_list":["post-866","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-auditoria-contabil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/866","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=866"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/866\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=866"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=866"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=866"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}