{"id":833,"date":"2010-12-16T12:56:02","date_gmt":"2010-12-16T15:56:02","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2010\/12\/16\/previa-de-adocao-do-ifrs-sugere-aumento-do-lucro\/"},"modified":"2010-12-16T12:56:02","modified_gmt":"2010-12-16T15:56:02","slug":"previa-de-adocao-do-ifrs-sugere-aumento-do-lucro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2010\/12\/16\/previa-de-adocao-do-ifrs-sugere-aumento-do-lucro\/","title":{"rendered":"Pr\u00e9via de ado\u00e7\u00e3o do IFRS sugere aumento do lucro"},"content":{"rendered":"<p><strong>Contabilidade: Entre 28 empresas que j\u00e1 usam as novas regras, 57% registram melhora no resultado. Impacto no patrim\u00f4nio l\u00edquido \u00e9 mais equilibrado.<\/strong><\/p>\n<p>Por Fernando Torres, de S\u00e3o Paulo (Valor Econ\u00f4mico, via <a href=\"http:\/\/4mail.com.br\/Artigo\/ViewFenacon\/004107016481876\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">FENACON<\/a>)<br \/>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Entre as cem maiores companhias abertas brasileiras n\u00e3o financeiras, 29 adotaram as novas regras cont\u00e1beis antecipadamente. Os n\u00fameros s\u00e3o de estudo feito pela Ernst &amp; Young Terco. Na amostra existente at\u00e9 agora, o lucro l\u00edquido aumentou em 57% dos casos, enquanto houve estabilidade em 14% e queda em 28%. Quando se olha o patrim\u00f4nio l\u00edquido, o resultado foi mais equilibrado. A nova regra gerou incremento de PL para 46% das empresas e redu\u00e7\u00e3o em 43%. Entre as empresas que tiveram aumento no lucro, em 44% dos casos a alta foi maior do que 10%. Nos casos de baixa, o impacto foi menor, com 37% dos casos com efeito negativo maior do que 10%.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Apesar de os resultados at\u00e9 agora mostrarem efeitos mais positivos que negativos, Paul Sutcliffe, s\u00f3cio da \u00e1rea de auditoria da EY, diz que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dizer que esse \u00e9 o cen\u00e1rio mais prov\u00e1vel para as demais empresas. &#8220;O IFRS \u00e9 mais baseado em valor justo. N\u00e3o se pode dizer que o valor tem tend\u00eancia de aumentar ou de diminuir, mas de ser mais vol\u00e1til que o custo hist\u00f3rico&#8221;, explica o especialista.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Questionado sobre o que leva as empresas a se antecipar \u00e0 exig\u00eancia da Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM), que obriga a publica\u00e7\u00e3o do balan\u00e7o de acordo com as novas normas somente a partir das demonstra\u00e7\u00f5es financeiras do exerc\u00edcio fechado de 2010, Sutcliffe diz que elas o fazem porque j\u00e1 est\u00e3o bem organizadas, com seguran\u00e7a sobre os n\u00fameros e crit\u00e9rios usados, ou ainda, diante da relev\u00e2ncia do ajuste, para acabar com as d\u00favidas do mercado sobre o impacto nos resultados e no patrim\u00f4nio.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o exemplo, segundo ele, das empresas de papel e celulose. As tr\u00eas maiores do setor, Fibria, Suzanoe Klabin, j\u00e1 publicaram os n\u00fameros conforme as novas regras. Todas tiveram eleva\u00e7\u00e3o significativa no patrim\u00f4nio l\u00edquido, que subiu 83%, 79% e 98%, respectivamente. O registro a valor justo das florestas e tamb\u00e9m do imobilizado explica boa parte da diferen\u00e7a.<\/p>\n<p>J\u00e1 no resultado, o impacto n\u00e3o foi uniforme. Enquanto na Fibria houve uma expressiva melhora, a mudan\u00e7a foi praticamente neutra para a Suzano e reduziu em 24% o lucro da Klabin no per\u00edodo de janeiro a setembro de 2009.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A Fibria teve a maior diferen\u00e7a, com a \u00faltima linha do balan\u00e7o do primeiro trimestre de 2009 saindo de um preju\u00edzo de R$ 5,8 milh\u00f5es para lucro l\u00edquido de R$ 1,26 bilh\u00e3o. O reconhecimento pelo valor justo da participa\u00e7\u00e3o de 12,5% que a empresa possu\u00eda na Aracruz antes da incorpora\u00e7\u00e3o justifica o ajuste.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Na outra ponta da tabela, a empresa com maior impacto negativo em termos de resultado no estudo da Ernst &amp; Young Terco foi a OGX, empresa de petr\u00f3leo de Eike Batista. O preju\u00edzo dos nove primeiros meses de 2009 subiu de R$ 33 milh\u00f5es pela regra anterior para uma perda de R$ 119 milh\u00f5es com o IFRS.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o est\u00e1 no pagamento baseado em a\u00e7\u00f5es, que \u00e9 bastante relevante na empresa &#8211; ainda pr\u00e9-operacional &#8211; e passou a ser registrado no resultado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ao comentar o ritmo de ado\u00e7\u00e3o das novas regras, o s\u00f3cio da EY destaca que, na amostra de cem empresas observadas, cerca de 20 n\u00e3o tinham como se antecipar por conta de discuss\u00f5es que ainda ocorriam entre auditores e empresas sobre a melhor interpreta\u00e7\u00e3o das normas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o caso das incorporadoras imobili\u00e1rias e tamb\u00e9m de empresas que atuam com concess\u00f5es p\u00fablicas, como as de energia el\u00e9trica e operadoras de rodovias e ferrovias.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>As discuss\u00f5es terminaram na semana passada, e o Comit\u00ea de Pronunciamentos Cont\u00e1beis (CPC) deve publicar, em breve, ap\u00f3s aprova\u00e7\u00e3o da CVM, duas orienta\u00e7\u00f5es sobre os temas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, segundo Danilo Sim\u00f5es , s\u00f3cio de auditoria da KPMG, essas empresas vinham trabalhando com cen\u00e1rios alternativos e discutindo com os auditores quais as melhores pr\u00e1ticas. &#8220;Talvez essas empresas tenham sido prejudicadas pela complexidade do tema no caso pr\u00e1tico da ind\u00fastria em que operam&#8221;, diz.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>As demais 50 empresas, de acordo com o s\u00f3cio da EY, poderiam ter usado a nova regra, mas preferiram aguardar. &#8220;N\u00e3o \u00e9 grande surpresa. Antecipar \u00e9 um luxo. Todo mundo est\u00e1 correndo, ningu\u00e9m previu o trabalho que esse projeto ia dar&#8221;, afirmou Sutcliffe, acrescentando que a maior parte delas j\u00e1 est\u00e1 com quase tudo pronto.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Mas ele diz que existem ainda dois outros grupos de empresas. O primeiro \u00e9 formado principalmente por empresas de segunda linha, que est\u00e3o na fase final para terminar o trabalho. O segundo grupo re\u00fane as empresas retardat\u00e1rias, menores, que ainda nem come\u00e7aram a avalia\u00e7\u00e3o das novas normas cont\u00e1beis. &#8220;O administradora da empresa pensa, &#8216;n\u00e3o tenho ativos biol\u00f3gicos, nem fundo de pens\u00e3o, n\u00e3o pago op\u00e7\u00f5es de a\u00e7\u00f5es&#8217; e cruza os dedos para n\u00e3o ter problemas&#8221;, diz ele.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m do efeito no resultado e no patrim\u00f4nio l\u00edquido, Ramon Jubels, s\u00f3cio de auditoria da KPMG, destaca que o IFRS muda a maneira de a empresa apresentar seus resultados ao investidor. &#8220;A exig\u00eancia de se divulgar os resultados por segmentos, por exemplo, \u00e9 uma mudan\u00e7a enorme&#8221;, afirma. Segundo ele, n\u00e3o houve resist\u00eancia das empresas ao novo padr\u00e3o cont\u00e1bil, apenas discuss\u00f5es t\u00e9cnicas sobre algumas normas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/static.valoronline.com.br\/sites\/default\/files\/imagecache\/media_library_bigimage\/\/images\/16sa-100-contabil-d9.jpg\" border=\"0\" width=\"400\" height=\"346\" style=\"border: black 1px solid;\" \/><\/p>\n<hr \/>\n<p>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contabilidade: Entre 28 empresas que j\u00e1 usam as novas regras, 57% registram melhora no resultado.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14,117],"tags":[],"class_list":["post-833","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-analise-de-balanco","category-ifrs"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/833","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=833"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/833\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=833"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=833"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=833"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}