{"id":2943,"date":"2007-12-26T19:01:00","date_gmt":"2007-12-26T19:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2007\/12\/26\/novas-regras-contabeis-transparencia-e-agilidade\/"},"modified":"2007-12-26T19:01:00","modified_gmt":"2007-12-26T19:01:00","slug":"novas-regras-contabeis-transparencia-e-agilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2007\/12\/26\/novas-regras-contabeis-transparencia-e-agilidade\/","title":{"rendered":"Novas Regras Cont\u00e1beis : Transpar\u00eancia e Agilidade"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family:arial;\"><strong>Novas regras aumentam transpar\u00eancias e d\u00e3o agilidade para atualiza\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A contabilidade brasileira est\u00e1 a uma assinatura de ter sua alforria das amarras da lei. Falta apenas a san\u00e7\u00e3o do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva para que passe a vigorar a nova legisla\u00e7\u00e3o brasileira sobre o tema, aprovada ontem pelo Senado Federal, ap\u00f3s sete anos de tramita\u00e7\u00e3o no legislativo. A Lei das Sociedades por A\u00e7\u00f5es, reformada pelo projeto de lei 121\/2007 (antigo 3.741\/2000), n\u00e3o vincular\u00e1 mais o desenvolvimento das regras cont\u00e1beis \u00e0s morosas tramita\u00e7\u00f5es da lei. Ou seja, o pa\u00eds poder\u00e1 se atualizar \u00e0s discuss\u00f5es internacionais com maior agilidade.<\/p>\n<p>As mudan\u00e7as poder\u00e3o ser feitas com orienta\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM), Banco Central (BC) e demais ag\u00eancias reguladoras. Desde meados deste ano, por inciativa dos participantes, todos essas entidades est\u00e3o organizadas e reunidas no Comit\u00ea de Pronunciamentos Cont\u00e1beis (CPC) &#8211; criado, justamente, para dar agilidade e ordem ao tema, antes mesmo da aprova\u00e7\u00e3o da nova lei.<\/p>\n<p>Na rotina cont\u00e1bil das companhias abertas, muita coisa ter\u00e1 que ser alterada. &#8220;\u00c9 uma revolu\u00e7\u00e3o na forma como as empresas se comunicam com seus p\u00fablicos s\u00f3 compar\u00e1vel \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria Lei das S.A., em 1976&#8221;, comenta Fabio Cajazeira, s\u00f3cio e especialista em mercado de capitais da PricewaterhouseCoopers. Quando as novas regras entrarem em vigor, as empresas abertas ter\u00e3o de apresentar al\u00e9m dos tradicionais balan\u00e7os, uma demonstra\u00e7\u00e3o do fluxo de caixa e outra de valor adicionado.<\/p>\n<p>Esses novos documentos servem, respectivamente, para mostrar ao p\u00fablico o tr\u00e2nsito do dinheiro na companhia e o quanto de riqueza a empresa gerou no ano, refletindo sua contribui\u00e7\u00e3o no Produto Interno Bruto (PIB). O fluxo de caixa substituir\u00e1 a antiga Demonstra\u00e7\u00e3o de Origem e Aplica\u00e7\u00e3o de Recursos, a Doar.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um grande avan\u00e7o institucional&#8221;, diz Reginaldo Alexandre, vice-presidente da associa\u00e7\u00e3o paulista dos analistas de investimentos, a Apimec-SP. &#8220;A reforma aumenta o grau de transpar\u00eancia dos balan\u00e7os e, conseq\u00fcentemente, a seguran\u00e7a do investidor.&#8221;<\/p>\n<p>Alguns temas ter\u00e3o modifica\u00e7\u00e3o expressiva de tratamento. Habituadas a registrar ativos e passivos pelos seus custos, as companhias brasileiras ter\u00e3o de se adaptar ao conceito de valor de mercado. Com a reforma, at\u00e9 mesmo as aplica\u00e7\u00f5es e instrumentos financeiros, inclusive os vol\u00e1teis derivativos, ter\u00e3o de ser registrados pelo valor de negocia\u00e7\u00e3o. Os bens adquiridos, aqueles provenientes de fus\u00f5es, aquisi\u00e7\u00f5es e incorpora\u00e7\u00f5es de empresas, tamb\u00e9m ter\u00e3o de ser constantemente ajustados pelo valor prov\u00e1vel de realiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esses conceitos todos inaugurados na lei com a reforma visam promover a converg\u00eancia com o padr\u00e3o internacional de contabilidade, o IFRS, na sigla em ingl\u00eas. Esse padr\u00e3o, que vem ganhando cada vez mais espa\u00e7o no cen\u00e1rio nacional e internacional, trabalha essencialmente com a l\u00f3gica do valor de mercado. <\/span><br \/><span style=\"font-family:arial;\"><\/span><br \/><span style=\"font-family:arial;\">&#8220;Muda bastante diante da regra brasileira. N\u00e3o \u00e9 mais quanto a companhia pagou ou investiu de dinheiro pelo bem, mas sim quando o mercado atribui de valor a esse ativo&#8221;, explica Cajazeira. Segundo ele, cerca de 48% dos registros em IFRS devem ou podem ser feitos com base no valor de mercado.<\/p>\n<p>Apesar dos avan\u00e7os que vir\u00e3o, muito se perdeu durante a longa tramita\u00e7\u00e3o do projeto de lei no legislativo nacional. Inicialmente pensada para promover a converg\u00eancia das regras cont\u00e1beis brasileiras aos padr\u00f5es internacionais e, especialmente, para estender \u00e0s companhias fechadas de grande porte as mesmas obriga\u00e7\u00f5es das abertas quanto \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o do balan\u00e7o, a reforma perdeu boa parte das exig\u00eancias que seriam feitas \u00e0s sociedades limitadas.<\/p>\n<p>As companhias fechadas com patrim\u00f4nio l\u00edquido superior a R$ 240 milh\u00f5es ou faturamento bruto anual maior que R$ 300 milh\u00f5es, que inicialmente teriam de publicar balan\u00e7o, agora n\u00e3o mais ter\u00e3o essa exposi\u00e7\u00e3o. O texto original foi modificado durante a passagem pela C\u00e2mara dos Deputados. Resistiu apenas a obrigatoriedade de auditoria independente dos n\u00fameros, mesmo que para uso apenas interno.<\/p>\n<p>&#8220;Para mim n\u00e3o h\u00e1 motivo de comemora\u00e7\u00e3o. A perda dessa passagem \u00e9 algo que demorar\u00e1 mais 100 anos para ter outra oportunidade&#8221;, lamenta o professor Ariovaldo dos Santos, da Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Cont\u00e1beis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi). Alexandre, da Apimec, tamb\u00e9m lamenta as perdas, mas prefere ressaltar os pontos positivos, principalmente do ponto de vista do leitor das demonstra\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n<p>Ao colocar o Brasil oficialmente na trilha da harmoniza\u00e7\u00e3o das normas cont\u00e1beis no mundo, a nova lei traz diversas mudan\u00e7as que v\u00e3o facilitar a vida dos investidores, acad\u00eamicos, jornalistas e quem mais precise decifrar os n\u00fameros das empresas abertas.<\/p>\n<p>Um dos destaques \u00e9 a ado\u00e7\u00e3o da demonstra\u00e7\u00e3o de fluxo de caixa, um pedido antigo dos participantes do mercado. Por conta dessa press\u00e3o, v\u00e1rias empresas j\u00e1 publicam o demonstrativo. No entanto, lembra Alexandre, a lei vai for\u00e7ar uma padroniza\u00e7\u00e3o. &#8220;Algumas contas, como fluxo de financiamento e de investimento, podem variar segundo os crit\u00e9rios de cada empresa&#8221;, afirma. &#8220;Isso faz diferen\u00e7a.&#8221;<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o dos ativos pelo valor &#8220;recuper\u00e1vel&#8221; deve levar a uma limpeza nas contas. &#8220;\u00c9 razo\u00e1vel pensar que os ativos j\u00e1 est\u00e3o adequadamente avaliados, mas a lei cria uma obriga\u00e7\u00e3o de verifica\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica.&#8221; Al\u00e9m disso, ser\u00e1 criada uma conta de intang\u00edveis, em que ser\u00e1 registrada os valores de aquisi\u00e7\u00e3o de ativos como marcas.<\/p>\n<p>A pol\u00eamica, mas amplamente utilizada, reavalia\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea de ativos (muito usada por empresas em dificuldades para inflar o patrim\u00f4nio) fica proibida. <\/span><br \/><span style=\"font-family:arial;\"><br \/>Na conta de resultado, passam a ser registrados os benef\u00edcios fiscais que a empresa recebe e, como despesa, a remunera\u00e7\u00e3o de executivos em forma de a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><span style=\"font-size:85%;\"><strong>Fonte<\/strong>: Graziella Valenti e Nelson Niero, Valor Econ\u00f4mico&#8221; &#8211; 20\/12\/2007 &#8211; Editoria: Empresas &#8211; P\u00e1gina: B3<\/span><\/span><br \/><span style=\"font-size:78%;\"><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novas regras aumentam transpar\u00eancias e d\u00e3o agilidade para atualiza\u00e7\u00f5es A contabilidade brasileira est\u00e1 a uma<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[54,60,117,132,142,150],"tags":[],"class_list":["post-2943","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cpc","category-cvm","category-ifrs","category-lei-das-sa","category-mercado-de-capitais","category-normas-contabeis"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2943","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2943"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2943\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2943"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2943"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2943"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}