{"id":2469,"date":"2009-07-01T15:19:00","date_gmt":"2009-07-01T15:19:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2009\/07\/01\/termos-terriveis-assombram-a-contabilidade\/"},"modified":"2009-07-01T15:19:00","modified_gmt":"2009-07-01T15:19:00","slug":"termos-terriveis-assombram-a-contabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2009\/07\/01\/termos-terriveis-assombram-a-contabilidade\/","title":{"rendered":"Termos terr\u00edveis assombram a contabilidade"},"content":{"rendered":"<div align=\"right\"><span style=\"font-family:arial;color:#000000;\">O aviso foi dado pelo professor Iran Siqueira Lima para a plateia ainda sonolenta que se preparava para o primeiro dia do evento sobre normas internacionais de contabilidade: &#8220;Preparem-se para os termos terr\u00edveis.&#8221;<\/p>\n<p>N\u00e3o que houvesse muitos ne\u00f3fitos entre os presentes, a maior parte contadores e analistas de investimentos com ouvidos afinados para novos estrangeirismos como &#8220;impairment&#8221;, algo que mesmo traduzido para &#8220;redu\u00e7\u00e3o ao valor recuper\u00e1vel de ativos&#8221; n\u00e3o faz o m\u00ednimo sentido para a maioria dos mortais.<\/p>\n<p>Mas o diretor-presidente da Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Cont\u00e1beis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) sabia do que estava falando. Mesmo para os acad\u00eamicos, n\u00e3o est\u00e1 f\u00e1cil digerir a avalanche (para usar outro estrangeirismo) de normas cont\u00e1beis que v\u00eam surgindo, uma ap\u00f3s outra, sob a reg\u00eancia do Comit\u00ea de Pronunciamentos Cont\u00e1beis (CPC), que re\u00fane representantes do mundo acad\u00eamico, das firmas de auditoria, do mercado de capitais e das companhias abertas.<\/p>\n<p>Desde janeiro de 2008, quando entrou em vigor a Lei 11.638 &#8211; que criou o CPC e reformou a antiga Lei 6.404, de 1976 -, foram 14 pronunciamentos, alguns de complexidade exaltada por mestres da contabilidade, como o de instrumentos financeiros. Tudo em nome do esperanto cont\u00e1bil, que uma dia ser\u00e1 resumido na sigla IFRS, os padr\u00f5es internacionais de informa\u00e7\u00f5es financeiras, em ingl\u00eas.<\/p>\n<p>Os &#8220;termos terr\u00edveis&#8221; criados pela regulamenta\u00e7\u00e3o da nova linguagem n\u00e3o ser\u00e3o em v\u00e3o, contemporizou o diretor-presidente da Fipecafi. &#8220;Tudo vai ficar mais simples para o investidor&#8221;, afirmou. Mas, pelo menos no curto prazo, as coisas n\u00e3o ser\u00e3o nada f\u00e1ceis para os analistas, os contadores das empresas e os auditores que assinam os balan\u00e7os.<\/p>\n<p>&#8220;Haver\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o do risco percebido e, consequentemente, do custo de capta\u00e7\u00e3o de recursos para as empresas&#8221;, disse Reginaldo Alexandre, presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec-SP), que, em parceria com a firma de consultoria e auditoria Ernst &amp; Young, promove o &#8220;Ciclo de Palestras &#8211; Lei 11.638 &#8211; Rumo ao IFRS&#8221;, na sede da Fipecafi, em S\u00e3o Paulo. Amanh\u00e3, o tema ser\u00e3o os efeitos nos impostos, algo que, como n\u00e3o poderia deixar de ser, vem preocupando as empresas.<\/p>\n<p>&#8220;Mais que conceituais, as mudan\u00e7as ter\u00e3o um efeito profundo nas companhias&#8221;, afirmou Sergio Ricardo Romani, s\u00f3cio da E&amp;Y.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 for\u00e7a de express\u00e3o. Tome como exemplo os v\u00e1rios pronunciamentos do CPC emitidos e ainda por vir, com temas sens\u00edveis como combina\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios e ativos contingentes. Cada um desses &#8220;CPCs&#8221;, como j\u00e1 s\u00e3o conhecidos, est\u00e1 intrinsicamente ligado a alguma outra sigla como IAS (que remete ao Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade, Iasb, respons\u00e1vel por toda essa ebuli\u00e7\u00e3o) ou algum IFRS.<\/p>\n<p>Mas o que dominou as discuss\u00f5es durante as palestras dedicadas aos setores de energia, telecomunica\u00e7\u00f5es e concess\u00f5es p\u00fablicas foi outro termo terr\u00edvel: o Ifric 12. A sigla vem do Comit\u00ea de Interpreta\u00e7\u00f5es das Informa\u00e7\u00f5es Financeiras Internacionais, um bra\u00e7o do Iasb que coloca em discuss\u00e3o p\u00fablica as mudan\u00e7as propostas nas normas.<\/p>\n<p>O n\u00famero 12 \u00e9 especialmente assustador para as concess\u00f5es p\u00fablicas, porque muda a forma de contabilizar os ativos. Afinal, eles s\u00e3o da empresa ou do poder concedente? Dependendo de algumas nuan\u00e7as, a tend\u00eancia do Iasb \u00e9 considerar que s\u00e3o de quem concede. O efeito pode ser devastador em balan\u00e7os de distribuidoras de energia, por exemplo, que podem se transformar de uma empresa de capital intensivo em uma prestadora de servi\u00e7os. &#8220;O assunto est\u00e1 gerando muita discuss\u00e3o na Europa e nos Estados Unidos&#8221;, alertou Marcos Quintanilha, s\u00f3cio da E&amp;Y. N\u00e3o h\u00e1 por que ser diferente no Brasil. <\/span><\/div>\n<p><span style=\"font-family:arial;color:#000000;\"><\/p>\n<div align=\"left\"><span style=\"font-size:85%;\">Fonte: por Nelson Niero, de S\u00e3o Paulo (01\/07\/2009), Valor Econ\u00f4mico, via <a href=\"http:\/\/201.76.44.125\/pressclipping\/noticiaexterna\/ver_noticia_externa.php?xid=992\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Fenacon<\/strong> <\/a><br \/><\/span><\/div>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aviso foi dado pelo professor Iran Siqueira Lima para a plateia ainda sonolenta que<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,54,113,117,120,132,150],"tags":[],"class_list":["post-2469","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-auditoria-independente","category-cpc","category-iasb","category-ifrs","category-impairment","category-lei-das-sa","category-normas-contabeis"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2469","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2469"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2469\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2469"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2469"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2469"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}