{"id":2359,"date":"2009-09-08T19:16:00","date_gmt":"2009-09-08T19:16:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2009\/09\/08\/bancos-nova-lei-para-ativos-e-passivos\/"},"modified":"2009-09-08T19:16:00","modified_gmt":"2009-09-08T19:16:00","slug":"bancos-nova-lei-para-ativos-e-passivos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2009\/09\/08\/bancos-nova-lei-para-ativos-e-passivos\/","title":{"rendered":"Bancos: Nova lei para ativos e passivos"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color:#000000;\"><span style=\"font-family:arial;\"><strong><span style=\"font-size:130%;\">Nova lei para ativos e passivos<br \/><\/span><\/strong><br \/><\/span><\/span><span style=\"color:#000000;\"><span style=\"font-family:arial;\"><em>G20 chega a consenso vago para limitar capacidade de bancos fazerem besteira; falta virar &#8220;lei&#8221; e valer, na pr\u00e1tica<br \/><\/em><br \/>O RESULTADO mais interessante e inesperado da reuni\u00e3o do G20 foi um acordo gen\u00e9rico sobre o capital m\u00ednimo dos bancos. No s\u00e1bado, em Londres, e no domingo, na Su\u00ed\u00e7a, autoridades econ\u00f4micas concordaram que \u00e9 preciso melhorar a quantidade e a qualidade do capital dos bancos. Al\u00e9m disso, ter\u00e3o de ser respons\u00e1veis pelos empr\u00e9stimos que fazem (isto \u00e9, manter parte deles em seus balan\u00e7os, em vez de os revenderem todos, de &#8220;securitiz\u00e1-los). Trata-se de dois dos problemas que deram origem \u00e0 s\u00e9rie de desastres financeiros de 2007\/2009. <\/span><\/span><br \/><span style=\"color:#000000;\"><span style=\"font-family:arial;\"><br \/>Embora conservadora e, se der certo, para 2012, \u00e9 uma reforma importante. Se houver acordo global, os bancos v\u00e3o ter de levantar mais capital (vender novas a\u00e7\u00f5es e\/ou torrar menos lucros, por exemplo). <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family:arial;color:#000000;\">Haver\u00e1 lobby ferrenho dos bancos, pois normas mais duras reduzem sua capacidade de emprestar, a princ\u00edpio, e elevam o custo de correr riscos (e lucrar mais). O primeiro teste do acordo ser\u00e1 na reuni\u00e3o de c\u00fapula do G20, dias 24 e 25, nos EUA. Do que trata essa discuss\u00e3o mortalmente enfadonha e desumana, mas importante? Imagine-se um banco muito elementar -um banco de jogo de brinquedo. Bancos, como outra firmas, t\u00eam ativos e passivos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family:arial;color:#000000;\">Suponha-se que nosso banco de brinquedo come\u00e7a com capital de 10 dinheiros (o &#8220;capital inicial&#8221; dos acionistas). A seguir, toma empr\u00e9stimos e\/ou recebe dep\u00f3sitos de correntistas equivalentes a 90 dinheiros (o dinheiro do correntista \u00e9 um passivo do banco) e empresta esses 90 dinheiros (os empr\u00e9stimos que o banco faz s\u00e3o seus ativos). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family:arial;color:#000000;\">Um modo de considerar o capital do banco \u00e9 medir a diferen\u00e7a entre o seu ativo (100) e o passivo (90): 10. Se o banco recebe de volta apenas 79 dos 90 dinheiros que emprestou, ter\u00e1 perdido 11 dinheiros, quantia superior ao seu capital. Em tese, o banco quebrou: isto \u00e9, n\u00e3o tem como cobrir suas &#8220;d\u00edvidas&#8221;, seu passivo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family:arial;color:#000000;\">Um grande problema \u00e9 como dar valor aos ativos e que tipo de coisa pode ser considerada &#8220;capital&#8221;: qual o seu valor e risco, e de quanto \u00e9 o capital m\u00ednimo adequado para um banco ser considerado seguro (isto \u00e9, qual a rela\u00e7\u00e3o entre capital e ativos). Quanto menor a exig\u00eancia de capital, em tese maior a capacidade de um banco fazer neg\u00f3cios e ganhar dinheiro; maior tamb\u00e9m o risco. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family:arial;color:#000000;\">O valor dos ativos depende, entre outros fatores, do seu risco (um empr\u00e9stimo a um bom pagador vale mais que o concedido a um caloteiro, para ser curto e grosso). Quanto mais estritas as normas para dar valor aos ativos, menor a capacidade de &#8220;alavancagem&#8221; do banco. Quem seguiu a crise financeira deve lembrar dos &#8220;ativos t\u00f3xicos&#8221;, como t\u00edtulos lastreados em presta\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias de pagamento incerto. Quanto valia tal ativo? Os bancos deram-lhes valor de fantasia. Quando come\u00e7ou o calote imobili\u00e1rio, o pre\u00e7o desses derivativos desabou. <\/span><br \/><span style=\"font-family:arial;color:#000000;\"><br \/>Ao mesmo tempo, a rela\u00e7\u00e3o entre os &#8220;empr\u00e9stimos&#8221; (neg\u00f3cios) feitos pelo banco e seu capital, dita alavancagem, era muito superior \u00e0 que se dizia segura. Ativos podres e capital ralo foram fatores da grande crise. Havia normas para dar valor a ativos, fixar capital m\u00ednimo etc. Mas autoridades amigas da banca fizeram vista grossa para in\u00fameros modos criativos de cumprir tais normais s\u00f3 para ingl\u00eas ver. <\/span><br \/><span style=\"font-family:arial;color:#000000;\"><\/span><br \/><span style=\"font-family:arial;color:#000000;\">Fonte: Folha de S. Paulo &#8211; 08\/09\/2009  <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova lei para ativos e passivosG20 chega a consenso vago para limitar capacidade de bancos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143,150],"tags":[],"class_list":["post-2359","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mercado-financeiro","category-normas-contabeis"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2359","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2359"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2359\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2359"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2359"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2359"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}