{"id":2212,"date":"2009-12-09T13:00:00","date_gmt":"2009-12-09T13:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2009\/12\/09\/ifrs-efeitos-colaterais\/"},"modified":"2009-12-09T13:00:00","modified_gmt":"2009-12-09T13:00:00","slug":"ifrs-efeitos-colaterais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2009\/12\/09\/ifrs-efeitos-colaterais\/","title":{"rendered":"IFRS: Efeitos colaterais"},"content":{"rendered":"<div align=\"justify\"><span style=\"font-family:arial;\"><span style=\"color:#000000;\"><em>Estudo da FGV detalha de que forma as novas normas cont\u00e1beis influenciaram o lucro das companhias abertas nos anos de 2007 e 2008. Tend\u00eancia \u00e9 de alta com a ado\u00e7\u00e3o completa do IFRS.<\/em><\/p>\n<p>Assim que a nova lei cont\u00e1bil 11.638 foi editada, no fim de 2007, todos queriam saber quais seriam os efeitos da medida sobre os lucros das companhias brasileiras. Dois anos depois, um estudo da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV-EAESP)<strong> mostra que a ado\u00e7\u00e3o da primeira fase das mudan\u00e7as cont\u00e1beis teve impacto m\u00e9dio positivo de 8% nos resultados l\u00edquidos de 2007 e negativo de 7% em 2008<\/strong>. O trabalho revela ainda o efeito detalhado de cada um dos pronunciamentos cont\u00e1beis (CPCs) adotados at\u00e9 o ano passado sobre o lucro das empresas.<\/p>\n<p>Apesar do efeito m\u00e9dio negativo registrado em 2008, a conclus\u00e3o do estudo, coordenado pela professora Edilene Santana Santos, \u00e9 que<strong> a norma cont\u00e1bil brasileira antiga \u00e9 mais conservadora do que o padr\u00e3o internacional IFRS<\/strong>, que deve ser adotado por completo pelas companhias abertas a partir do balan\u00e7o do exerc\u00edcio fechado de 2010. <strong>Desta forma, portanto, a tend\u00eancia \u00e9 de lucros m\u00e9dios maiores a partir do ano que vem, com a segunda fase do processo de transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><\/strong>&#8220;\u00c9 algo complexo de se estimar. Mas se tudo se comportar como o esperado o lucro deve subir mais&#8221;, afirma Edilene, lembrando que outro estudo, que teve como refer\u00eancia o padr\u00e3o americano, apontou diferen\u00e7a positiva de 15% para os lucros em US Gaap, em rela\u00e7\u00e3o ao balan\u00e7o publicado conforme as regras brasileiras.<\/p>\n<p>Segundo a professora, que contou com a colabora\u00e7\u00e3o da doutoranda Laura Calixto e do estudante de gradua\u00e7\u00e3o Alexander Jusiwiak na pesquisa, <strong>a an\u00e1lise dos dados sugere que a queda verificada no ano passado teria sido provocada pela coincid\u00eancia do per\u00edodo de migra\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil com a maior crise internacional das \u00faltimas d\u00e9cadas<\/strong>. &#8220;Os \u00edndices que mudaram t\u00eam forte correla\u00e7\u00e3o com a crise global&#8221;, afirma Edilene.<\/p>\n<p>Desta forma, <strong>a aplica\u00e7\u00e3o de regras como o valor justo para instrumentos financeiros em um momento de baixa dos mercados teve um efeito negativo nos resultado, que provavelmente seria positivo em um ambiente de normalidade.<\/strong> O Ibovespa, por exemplo, tombou 41% no ano passado.<\/p>\n<p>Outro item que teria sido influenciado pela crise foi o fim do reconhecimento dos custos de emiss\u00e3o de a\u00e7\u00f5es no resultado. Essa mudan\u00e7a teve forte impacto positivo, de 191%, no resultado reconciliado de 2007. J\u00e1 em 2008, quando houve menos ofertas de a\u00e7\u00f5es por conta da turbul\u00eancia financeira, o efeito positivo foi bem menor, de 8,8%.<\/p>\n<p>O estudo, que foi financiado pela GV Pesquisas, teve como base a an\u00e1lise de 318 empresas abertas que publicaram os balan\u00e7os de 2007 e 2008 &#8211; foram exclu\u00eddas as institui\u00e7\u00f5es financeiras, que j\u00e1 adotavam parte dessas regras. Do total, 175 apresentaram notas explicativas com a reconcilia\u00e7\u00e3o dos resultados em pelo menos um dos anos avaliados.<\/p>\n<p>A pesquisa da FGV mostra que <strong>a amplia\u00e7\u00e3o do uso do m\u00e9todo de equival\u00eancia patrimonial, que passou a incluir todos os investimentos com participa\u00e7\u00e3o acima de 20% (e n\u00e3o apenas os relevantes), foi um dos CPCs que mais reduziram o lucro das companhias, com peso negativo de 22,6% em 2007 e de 2,6% em 2008. As limita\u00e7\u00f5es para o uso do ativo diferido tamb\u00e9m jogaram os resultados para baixo.<br \/><\/strong><br \/>Do lado positivo, destaque para os incentivos fiscais (que passam a ser contabilizados como receita), para o custo de transa\u00e7\u00e3o em emiss\u00e3o de t\u00edtulos e para a baixa na reserva de reavalia\u00e7\u00e3o (que muda a deprecia\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>\u00c9 importante ressaltar, no entanto, que <strong>h\u00e1 uma dispers\u00e3o relativamente grande nos dados coletados. Ou seja, algumas empresas est\u00e3o mais expostas aos efeitos negativos, mas n\u00e3o aos positivos e vice-versa. &#8220;A regra do incentivo fiscal, por exemplo, aumenta muito o resultado, mas em poucas empresas&#8221;,<\/strong> exemplifica a professora. <\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"justify\"><span style=\"font-family:Arial;\"><\/span> <\/div>\n<div align=\"justify\"><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\"><strong>Fonte<\/strong>:  Valor Econ\u00f4mico, 09.12.2009  &#8211; via CFC<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo da FGV detalha de que forma as novas normas cont\u00e1beis influenciaram o lucro das<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14,47,132,150],"tags":[],"class_list":["post-2212","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-analise-de-balanco","category-contabilidade-internacional","category-lei-das-sa","category-normas-contabeis"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2212","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2212"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2212\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2212"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2212"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2212"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}