{"id":2149,"date":"2010-01-20T10:49:00","date_gmt":"2010-01-20T10:49:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2010\/01\/20\/pais-vai-mapear-a-sua-riqueza\/"},"modified":"2010-01-20T10:49:00","modified_gmt":"2010-01-20T10:49:00","slug":"pais-vai-mapear-a-sua-riqueza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2010\/01\/20\/pais-vai-mapear-a-sua-riqueza\/","title":{"rendered":"Pa\u00eds vai mapear a sua riqueza"},"content":{"rendered":"<div><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\"><span style=\"font-size:100%;\"><span style=\"font-family:Times New Roman;\"><span><strong><\/strong><\/span><\/span><\/span><span> <\/p>\n<div>\n<p align=\"justify\">Fazenda prepara nova contabilidade para quantificar  patrim\u00f4nio da Uni\u00e3o. A meta \u00e9 dar valor a ativos como Amaz\u00f4nia e pr\u00e9-sal  <br \/><\/em><br \/>No que depender do ministro interino da Fazenda, Nelson Machado, o  Brasil corrigir\u00e1 uma grande distor\u00e7\u00e3o quando se faz a contabilidade p\u00fablica. Em  vez de os n\u00fameros se restringirem ao fluxo de recursos &#8211; gastos e receitas,  deficits e superavits -, como se faz hoje, o governo passar\u00e1 a mostrar para a  sociedade o tamanho exato do patrim\u00f4nio do pa\u00eds. Segundo Machado, h\u00e1 um  desconhecimento total sobre as propriedades p\u00fablicas simplesmente porque nada  est\u00e1 contabilizado por seu valor real. &#8220;N\u00e3o sabemos sequer a quantidade de  terrenos pertencentes \u00e0 Uni\u00e3o e o quanto eles valem&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>A ideia,  explica Machado, \u00e9 ter uma contabilidade patrimonial p\u00fablica como a feita pelo  setor privado. Ou seja, olhar para os n\u00fameros do governo e v\u00ea-los como os de uma  empresa, cujo patrim\u00f4nio ganha ou perde valor. Com isso, a Uni\u00e3o poder\u00e1,  inclusive, cobrar dos gestores p\u00fablicos como eles administram os bens  pertencentes ao governo, se a deprecia\u00e7\u00e3o (perda de valor) est\u00e1 indo ou n\u00e3o al\u00e9m  do aceit\u00e1vel. &#8220;Esse avan\u00e7o da contabilidade p\u00fablica \u00e9 importante para iluminar  outras \u00e1reas do conhecimento, que est\u00e3o apagadas. \u00c9 preciso dar valor aos ativos  p\u00fablicos, para ajudar a definir a deprecia\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 importante para que o  gestor p\u00fablico se importe com o patrim\u00f4nio p\u00fablico, e n\u00e3o s\u00f3 com o Or\u00e7amento, se  vai ter ou n\u00e3o dinheiro para gastar&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Machado reconhece, por\u00e9m, que  esse foco limitado dos gestores p\u00fablicos decorre da op\u00e7\u00e3o por uma contabilidade  voltada exclusivamente para a quest\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria e o fluxo de caixa. &#8220;Quando  se olha para uma entidade privada, voc\u00ea v\u00ea os ativos, que s\u00e3o bens e direitos. E  v\u00ea os passivos, as obriga\u00e7\u00f5es. Isso n\u00e3o existe no governo. Por isso, a ideia da  contabilidade patrimonial, que mostrar\u00e1, de fato, qual o real patrim\u00f4nio l\u00edquido  do governo&#8221;, assinala. &#8220;O setor p\u00fablico tem hoje o seu ativo e o seu passivo.  Tem, tamb\u00e9m, o seu Or\u00e7amento, que, se for superavit\u00e1rio, aumenta o patrim\u00f4nio  l\u00edquido (PL), e, se for deficit\u00e1rio, o diminui&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>Essa l\u00f3gica  atual n\u00e3o representa, contudo, a realidade, acredita o ministro interino da  Fazenda, pois, quando se olha apenas as demonstra\u00e7\u00f5es de resultados (DREs), isto  \u00e9, o lucro e o preju\u00edzo, deixa-se de capturar movimenta\u00e7\u00f5es que n\u00e3o passaram  pelo Or\u00e7amento. Um exemplo \u00e9 a venda de terrenos. &#8220;Tem uma quantidade enorme de  ativos p\u00fablicos que n\u00e3o s\u00e3o controlados. Digamos que 50% das terras da Amaz\u00f4nia  perten\u00e7am \u00e0 Uni\u00e3o. \u00d3timo, mas quanto vale isso? Eu mesmo n\u00e3o tenho a menor  ideia. Ningu\u00e9m calcula isso&#8221;, frisa. &#8220;A hora, ent\u00e3o, \u00e9 de acordar e botar isso  no balan\u00e7o, porque as empresas j\u00e1 fazem isso.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Vis\u00e3o de  empresa<\/strong><br \/>A desejada contabilidade patrimonial ter\u00e1, no entanto, que  ser discutida com a sociedade, com os contadores e com os \u00f3rg\u00e3os de controle. &#8220;O  mundo est\u00e1 discutido esse tema e o Brasil n\u00e3o pode ficar de fora&#8221; assinala  Machado. &#8220;Temos que ter uma vis\u00e3o empresarial. Uma companhia que explora uma  mina calcula n\u00e3o s\u00f3 os custos e os lucros provenientes da explora\u00e7\u00e3o, mas quanto  vale a mina explorada. Isso faz parte das novas regras de contabilidade. E serve  para preservar a empresa&#8221;, destaca.<\/p>\n<p>Ele vai al\u00e9m: &#8220;Imagine o caso de essa  empresa ter um novo presidente e ele visar um lucro maior. Certamente, ele  aumentar\u00e1 a explora\u00e7\u00e3o dessa mina. Mas, de fato, n\u00e3o aumentou o lucro, pois s\u00f3  antecipou os ganhos dos pr\u00f3ximos anos&#8221;. Esse exemplo, acredita o ministro  interino da Fazenda, encaixa-se nas discuss\u00f5es sobre o pr\u00e9-sal, que, espera-se,  agregar\u00e1 muita riqueza ao pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Endividamento<br \/><\/strong>Apesar  de n\u00e3o ser o objetivo principal, Machado admite que a contabilidade ter\u00e1 impacto  na d\u00edvida p\u00fablica. &#8220;O mercado financeiro internacional tem diversas formas de  medir o risco (proveniente do endividamento p\u00fablico), como o rating. Por isso,  n\u00e3o quero fazer uma rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito. Agora, \u00e9 interessante  registrarmos tudo no nosso balan\u00e7o&#8221;, afirma, &#8220;Quanto valem as nossas florestas?  Quanto vale o Aqu\u00edfero Guarani? Quanto vale isso para a gente e para as nossas  futuras gera\u00e7\u00f5es? Isso tem que ser levado a p\u00fablico. A sociedade tem que ser  informada&#8221;, complementa.<\/p>\n<p>T\u00e9cnico respeitado e entusiasta do tema, Machado  faz quest\u00e3o de frisar que a converg\u00eancia entre a contabilidade p\u00fablica e a  privada n\u00e3o \u00e9 um projeto do atual governo, mas de pa\u00eds. &#8220;N\u00e3o estamos falando de  um neg\u00f3cio que estar\u00e1 pronto amanh\u00e3 e que ter\u00e1 reflexo amanh\u00e3. \u00c9 projeto de  pa\u00eds. E o importante \u00e9 sair do campo conceitual e partir para a  a\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Petr\u00f3leo<br \/><\/strong>O termo pr\u00e9-sal refere-se a um  conjunto de rochas localizadas em grande parte do litoral brasileiro, com  potencial para a gera\u00e7\u00e3o e ac\u00famulo de petr\u00f3leo. Convencionou-se chamar de  pr\u00e9-sal porque forma um intervalo de rochas que se estende por baixo de uma  extensa camada de sal, que em certas \u00e1reas da costa atinge espessura de at\u00e9 2  mil metros. O termo pr\u00e9 \u00e9 utilizado porque, ao longo do tempo, essas rochas  foram sendo depositadas antes da camada de sal. A profundidade total dessas  rochas, que \u00e9 a dist\u00e2ncia entre a superf\u00edcie do mar e os reservat\u00f3rios de  petr\u00f3leo abaixo da camada de sal, pode chegar a mais de 7 mil  metros.<\/p>\n<p><strong>Meta \u00e9 fazer mais com menos<br \/><\/strong>A contabilidade  patrimonial \u00e9 apenas uma das pontas do processo de transforma\u00e7\u00e3o que est\u00e1 em  andamento no governo para melhorar a qualidade dos gastos p\u00fablicos, dar maior  transpar\u00eancia \u00e0s a\u00e7\u00f5es dos gestores e agilizar a cobran\u00e7a de tributos. Para  isso, diz o ministro interino da Fazenda, Nelson Machado, foram definidos tr\u00eas  marcos como bandeiras, os chamados macroprocessos, que dar\u00e3o um choque de  profissionaliza\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e1quina federal.<\/p>\n<p>Do ponto de vista financeiro e  or\u00e7ament\u00e1rio, a meta \u00e9 medir o custo das a\u00e7\u00f5es do governo. A libera\u00e7\u00e3o de  recursos do Or\u00e7amento privilegiar\u00e1 aqueles que fizerem mais com menos. &#8220;Trata-se  de uma mudan\u00e7a de cultura, voltada para a efici\u00eancia. Acredito que uma das  coisas que o sistema de custos pode ajudar \u00e9 trabalhar n\u00e3o com a dota\u00e7\u00e3o  or\u00e7ament\u00e1ria em si, mas com as quantidades produzidas, os custos de cada \u00f3rg\u00e3o  do governo&#8221;, afirma Machado. &#8220;Esse \u00e9 um desafio que temos que enfrentar&#8221;,  acrescenta.<\/p>\n<p>De nada, por\u00e9m, adiantar\u00e1 uma boa estrutura de custos se o  governo n\u00e3o resolver as defici\u00eancias na cobran\u00e7a de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios. &#8220;Hoje,  o recebimento de d\u00edvidas dos contribuintes pode demorar cinco minutos ou 50  anos. Isso acontece porque todos os atores envolvidos &#8211; a Receita Federal,  a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e o Conselho Administrativo de  Recursos Fiscais (Carf) &#8211; olham o peda\u00e7o do mesmo elefante. E, na hora em  que cada um busca o melhor para a sua unidade, n\u00e3o necessariamente \u00e9 o melhor  para o todo&#8221;, ressalta.<\/p>\n<p><strong>Unifica\u00e7\u00e3o<br \/><\/strong>A meta \u00e9 integrar  toda a m\u00e1quina arrecadat\u00f3ria do ponto de vista tecnol\u00f3gico. Assim, um  contribuinte que tenha um problema de d\u00e9bito tribut\u00e1rio simplificar\u00e1 o processo.  Em vez de ele ter que pagar uma parte para a Receita e outra para a PGFN, em  tempos diferentes, o desembolso ser\u00e1 de uma s\u00f3 vez e em um \u00fanico local. &#8220;Por  tr\u00e1s disso, h\u00e1 um enorme trabalho de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o, de unifica\u00e7\u00e3o da  base de dados e de conceitos. N\u00e3o importa quem esteja cobrando. O cr\u00e9dito  tribut\u00e1rio \u00e9 um s\u00f3&#8221;, explica Machado. Com isso, acredita ele, ganhar\u00e3o o cidad\u00e3o  e o governo. O primeiro, por se livrar de pend\u00eancias. O segundo, por receber  mais r\u00e1pido &#8211; em m\u00e9dia, em um ano em vez dos quatro anos atuais.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<hr \/>\n<p align=\"justify\"><strong>Fonte<\/strong>: Por Deco Bancillon, Vicente Nunes &#8211;  <span>Correio Braziliense, V<\/span>ia Ag\u00eancia de Not\u00edcias  CFC<\/p>\n<\/div>\n<p><\/span><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fazenda prepara nova contabilidade para quantificar patrim\u00f4nio da Uni\u00e3o. A meta \u00e9 dar valor a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48,150],"tags":[],"class_list":["post-2149","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-contabilidade-publica","category-normas-contabeis"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2149","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2149"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2149\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2149"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2149"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2149"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}