{"id":2142,"date":"2010-01-25T14:01:00","date_gmt":"2010-01-25T14:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2010\/01\/25\/contabilidade-politica-2\/"},"modified":"2010-01-25T14:01:00","modified_gmt":"2010-01-25T14:01:00","slug":"contabilidade-politica-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2010\/01\/25\/contabilidade-politica-2\/","title":{"rendered":"Contabilidade &#038; Pol\u00edtica 2"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/_N0XeWoklEZg\/S12nBirVZ6I\/AAAAAAAAAvo\/0zvnrUKBsQg\/s1600-h\/5646466.jpg\"><img decoding=\"async\" style=\"margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 86px; height: 124px;\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/_N0XeWoklEZg\/S12nBirVZ6I\/AAAAAAAAAvo\/0zvnrUKBsQg\/s320\/5646466.jpg\" alt=\"\" id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5430680370608957346\" border=\"0\" \/><\/a><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;\" >Mais um exemplo demonstra que a pesquisa e o rigor cient\u00edfico n\u00e3o tem sido o forte na hora de estabelecer as &#8220;normas&#8221; cont\u00e1beis nos EUA, prevale o jogo de interesses. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;\" >As ci\u00eancias cont\u00e1beis h\u00e1 muito vem cedendo \u00e0s normas &#8220;pol\u00edticas&#8221; cont\u00e1beis. Veja post que fizemos em novembro do ano passado sobre este assunto: <\/span><a style=\"font-weight: bold; font-family: arial;\" href=\"http:\/\/analisedebalanco.blogspot.com\/2009\/11\/contabilidade-politica.html\">Contabilidade &amp; Pol\u00edtica<\/a><\/p>\n<hr  style=\"color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;\"><span style=\"font-size:130%;\"><span style=\"color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;font-family:arial;\" >Maus len\u00e7\u00f3is e tapetes sujos<\/span><\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: rgb(0, 0, 0); font-style: italic;font-family:arial;\" >Parte dos bancos americanos usa <span style=\"font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);\">legisla\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel <\/span>para esconder problemas e apresentar bons lucros. Outra parcela mostra preju\u00edzo com o objetivo de manter a salvadora verba p\u00fablica. Todos ainda t\u00eam medo de emprestar dinheiro<\/span><\/div>\n<p><span style=\"font-size:85%;\"><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;\" >por RICARDO ALLAN<\/span><br \/><\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;\" >A interrup\u00e7\u00e3o na concess\u00e3o de cr\u00e9dito \u00e9 o principal obst\u00e1culo para que a economia dos Estados Unidos volte a andar com as pr\u00f3prias pernas, dispensando o socorro do governo. Apesar de o Tesouro ter injetado quase US$ 205 bilh\u00f5es nos bancos, os empr\u00e9stimos n\u00e3o avan\u00e7am. Tanto a oferta como a procura pelo dinheiro ca\u00edram. As institui\u00e7\u00f5es financeiras n\u00e3o liberam os recursos porque ainda est\u00e3o em maus len\u00e7\u00f3is e temem a alta inadimpl\u00eancia. Os trabalhadores preferem pagar o que j\u00e1 devem. Com isso, o volume de financiamentos encolheu R$ 505 bilh\u00f5es durante a crise.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;\" >O estoque de cr\u00e9dito caiu (<a href=\"http:\/\/stat.correioweb.com.br\/cw\/EDICAO_20100124\/fotos\/_eua.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">veja quadro<\/a>) e os bancos ainda enfrentam problemas. Os lucros anunciados recentemente resultam de artif\u00edcio cont\u00e1bil. No meio de 2009, o Tesouro e o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) permitiram aos bancos atribuir valor a pap\u00e9is que haviam virado p\u00f3. Isso inflou os balan\u00e7os. A situa\u00e7\u00e3o real \u00e9 bem diferente. <span style=\"font-weight: bold;\"><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\">\u201cBoa parte desses lucros n\u00e3o deixa de ser uma maquiagem pelo afrouxamento generalizado das regras cont\u00e1beis. Ningu\u00e9m sabe ao certo o que est\u00e1 acontecendo de fato nos bancos\u201d<\/span>,<\/span> afirma a economista Alessandra Ribeiro, da Tend\u00eancias Consultoria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;\" >Na semana passada, tr\u00eas gigantes financeiros publicaram balan\u00e7os. O Bank of America, maior do pa\u00eds, anunciou lucro de US$ 6,28 bilh\u00f5es em 2009, volume 56,5% maior que o de 2008. O Citigroup, que tomou US$ 49 bilh\u00f5es em dinheiro p\u00fablico concedendo, em troca, 36% do seu capital ao Tesouro, anunciou preju\u00edzo de US$ 7,6 bilh\u00f5es no \u00faltimo trimestre. <span style=\"font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);\">\u201cAs manobras cont\u00e1beis continuam, mas o Citi pode se dar ao luxo de fazer um balan\u00e7o um pouco real porque o Tesouro est\u00e1 l\u00e1 dentro. Ningu\u00e9m tem medo de que ele quebre, pois o governo banca as opera\u00e7\u00f5es\u201d<\/span>, observa o chefe da Divis\u00e3o Econ\u00f4mica da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas Gomes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;\" >O JP Morgan Chase teve lucro de US$ 3,3 bilh\u00f5es no trimestre, mas com profundo preju\u00edzo nas \u00e1reas de hipotecas e cart\u00e3o de cr\u00e9dito. <span style=\"font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);\">\u201cN\u00e3o estou dizendo que o Bank of America ou o JP tenham feito isso, mas os bancos poder\u00e3o esconder por mais tempo os balan\u00e7os ruins. O dinheiro do Fed deu uma sobrevida a eles\u201d,<\/span> diz Gomes, ex-diretor do Banco Central. Alguns est\u00e3o ganhando dinheiro com aplica\u00e7\u00e3o de recursos em locais com juros mais altos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;\" >Segundo Gomes, o Fed comprou tantos t\u00edtulos hipotec\u00e1rios para limpar os balan\u00e7os dos bancos que os pr\u00f3prios ativos subiram de US$ 700 milh\u00f5es para US$ 2,4 trilh\u00f5es. Essa inje\u00e7\u00e3o de recursos no mercado serviu para dar mais tranquilidade aos investidores, evitando o risco de uma quebra em s\u00e9rie. Mas n\u00e3o resolveu o enxugamento do cr\u00e9dito. O volume emprestado na farra que resultou na crise ainda extrapola em muito o capital exigido pelas normas de prud\u00eancia aceitas internacionalmente e h\u00e1 uma parcela consider\u00e1vel de pap\u00e9is podres sem solu\u00e7\u00e3o. \u201cEles n\u00e3o v\u00e3o voltar a emprestar at\u00e9 se livrarem dos cr\u00e9ditos ruins. Ainda por cima, temem ficar sem fundos quando o Fed exigir seu dinheiro de volta\u201d, diz.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;font-family:arial;\" >O Tesouro emprestou<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;\" >US$ 204,9 bilh\u00f5es aos bancos em 732 opera\u00e7\u00f5es do Programa de Al\u00edvio de Ativos Problem\u00e1ticos (Tarp, na sigla em ingl\u00eas). Quem utilizou essa linha ficou sujeito a regras mais r\u00edgidas para a administra\u00e7\u00e3o dos ativos e a limita\u00e7\u00f5es nos pagamentos dos b\u00f4nus de desempenho aos executivos. As grandes institui\u00e7\u00f5es, como Bank of America, JP Morgan Chase, Wells Fargo, Goldman Sachs e Morgan Stanley, resolveram problemas circunstanciais e trataram de devolver logo os recursos (veja quadro). N\u00e3o queriam se submeter ao aperto do Fed, principalmente no que diz respeito \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o de pr\u00eamios a seus figur\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;font-family:arial;\" >Pend\u00eancias<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;\" >No \u00faltimo balan\u00e7o do Tesouro, na semana passada, as institui\u00e7\u00f5es j\u00e1 haviam devolvido<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;\" >US$ 121,9 bilh\u00f5es, restando uma conta de US$ 83 bilh\u00f5es pendente. Na avalia\u00e7\u00e3o de Alessandra Ribeiro, os bancos come\u00e7aram a lucrar com as pr\u00f3prias opera\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos meses, mas ainda est\u00e3o reconstituindo as bases de capital ap\u00f3s os estragos da crise. Num momento de desemprego em 10% e grande incerteza quanto ao n\u00edvel de renda do trabalhador, os administradores se preocupam com a inadimpl\u00eancia, que cresceu em todos os segmentos. Nos contratos subprime (sem garantias seguras), que detonaram toda a crise, o calote subiu 146,7%. No cr\u00e9dito ao consumo de forma geral, a alta foi de 27,6%.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;\" >Os analistas concordam que a recupera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito ser\u00e1 um processo longo, em meio ao qual a economia norte-americana come\u00e7ar\u00e1 a andar de forma aut\u00f4noma, sem o socorro governamental. Por enquanto, os financiamentos ao consumidor ca\u00edram pelo 10\u00b0 m\u00eas consecutivo, diminuindo US$ 17,5 bilh\u00f5es em novembro, o maior tombo desde o in\u00edcio dos registros, em 1943. O recuo foi de 8,5%. O movimento do cart\u00e3o de cr\u00e9dito encolheu 18,5%, o maior enxugamento desde 1974. Foi o 14\u00b0 m\u00eas seguido de retra\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o h\u00e1 sinal de revers\u00e3o dessa tend\u00eancia no m\u00e9dio prazo\u201d, diz Alessandra Ribeiro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;font-family:arial;\" >E EU COM ISSO<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;\" >Sozinho, o consumo dos trabalhadores norte-americanos \u00e9 respons\u00e1vel por 17,7% da economia global. Para que o planeta saia de vez da crise, \u00e9 fundamental que eles voltem a ter cr\u00e9dito para comprar. Assim, as exporta\u00e7\u00f5es dos emergentes para os EUA podem voltar a crescer, o que vai impulsionar a ind\u00fastria, o agroneg\u00f3cio, o emprego e a renda em pa\u00edses como o Brasil. (RA) <\/span><\/div>\n<hr  style=\"color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;\"><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;\" ><span style=\"font-size:85%;\"><span style=\"font-weight: bold;\">Fonte<\/span>: Correio Brasiliense, via <a href=\"http:\/\/www.fenacon.org.br\/pressclipping\/noticiaexterna\/ver_noticia_externa.php?xid=2684\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">FENACON<\/a> (24.01.2010) &#8211; grifos nossos<\/span><br \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais um exemplo demonstra que a pesquisa e o rigor cient\u00edfico n\u00e3o tem sido o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43,96,143,150],"tags":[],"class_list":["post-2142","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-contabilidade-criativa","category-fasb","category-mercado-financeiro","category-normas-contabeis"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2142","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2142"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2142\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2142"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2142"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2142"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}