{"id":2103,"date":"2010-02-13T09:10:00","date_gmt":"2010-02-13T09:10:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2010\/02\/13\/auditorias-independentes-x-transparencia\/"},"modified":"2010-02-13T09:10:00","modified_gmt":"2010-02-13T09:10:00","slug":"auditorias-independentes-x-transparencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2010\/02\/13\/auditorias-independentes-x-transparencia\/","title":{"rendered":"Auditorias Independentes x transpar\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"COLOR: rgb(0,0,0)\"><\/span><span style=\"font-family:Arial;color:#000099;\">Fa\u00e7am o que eu digo, mas n\u00e3o o que eu fa\u00e7o, parece ser uma velha m\u00e1xima bem atual para o discurso de algumas das big four. Veja a mat\u00e9ria &#8230;.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><\/p>\n<div align=\"justify\"><span style=\"font-family:arial;\">Firma usa brecha da lei para n\u00e3o ser enquadrada como grande empresa e ter o pr\u00f3prio balan\u00e7o examinado.<\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size:130%;\">KPMG dribla auditoria<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-size:85%;\">Por Fernando Torres, de S\u00e3o Paulo<br \/>11\/02\/2010 &#8211; Valor Econ\u00f4mico<br \/><\/span><br \/>De forma contr\u00e1ria ao que foi feito pelas rivais PricewaterhouseCoopers (PwC), Deloitte e Ernst &amp; Young, a KPMG ser\u00e1 a \u00fanica entre as quatro grandes firmas de auditoria que n\u00e3o ter\u00e1 o pr\u00f3prio balan\u00e7o auditado, como consequ\u00eancia da Lei 11.638, publicada no fim de 2007. Essa legisla\u00e7\u00e3o determinou que as sociedades com receita bruta anual de acima de R$ 300 milh\u00f5es devem ter as demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis auditadas. O limite tamb\u00e9m vale para o conjunto de sociedades sob controle comum, caso das auditorias.<\/p>\n<p>Ao divulgar seu desempenho no \u00faltimo exerc\u00edcio fiscal, a KPMG informou ter registrado faturamento de R$ 492 milh\u00f5es entre outubro de 2008 e setembro de 2009. Apesar disso, a firma disse que n\u00e3o contratar\u00e1 um auditor.<\/p>\n<p>Segundo Pedro Melo, presidente da KPMG, a decis\u00e3o de n\u00e3o ter os n\u00fameros checados por outra firma do setor se deve \u00e0 leitura de que, por obriga\u00e7\u00e3o profissional, as diferentes \u00e1reas da empresa s\u00e3o operadas de forma individual e n\u00e3o s\u00e3o controladas pelos mesmos s\u00f3cios. A \u00e1rea de auditoria, por exemplo, \u00e9 de risco ilimitado e controlada s\u00f3 por contadores, o que n\u00e3o se repete em outras \u00e1reas.<\/p>\n<p>Ou seja, considerando separadamente as \u00e1reas de auditoria, de consultoria e de tributos, por exemplo, n\u00e3o se atinge o limite m\u00ednimo de R$ 300 milh\u00f5es de receita bruta. E n\u00e3o caberia a consolida\u00e7\u00e3o porque os s\u00f3cios controladores s\u00e3o diferentes.<\/p>\n<p>Segundo Melo, esses n\u00fameros ser\u00e3o analisados ano ap\u00f3s ano e a KPMG pretende seguir a regra de ter o balan\u00e7o auditado quando se considerar enquadrada.<\/p>\n<p>O presidente da KPMG tamb\u00e9m nega que a firma esteja numa posi\u00e7\u00e3o desconfort\u00e1vel por ter seguido um caminho diferente do escolhido pelas principais rivais. &#8220;N\u00e3o [estamos desconfort\u00e1veis] porque estamos seguindo a lei. N\u00e3o h\u00e1 nada fora da normalidade e h\u00e1 um respeito muito grande \u00e0s regras&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o de Melo, a decis\u00e3o das concorrentes de optar pela auditoria do pr\u00f3prio balan\u00e7o decorreu do fato de que elas j\u00e1 teriam atingido o limite m\u00ednimo de R$ 300 milh\u00f5es de receita de forma separada ou estariam pr\u00f3ximas disso. &#8220;O que a gente mais quer \u00e9 atingir o n\u00famero&#8221;, afirma o executivo.<\/p>\n<p>A brecha chegou a ser avaliada pelas rivais, mas a quest\u00e3o da imagem e do exemplo pesaram na decis\u00e3o. O presidente da Ernst &amp; Young, Luiz Fraz\u00e3o, diz que a empresa n\u00e3o est\u00e1 obrigada a ter o balan\u00e7o auditado. &#8220;Mesmo assim decidimos fazer porque \u00e9 uma boa pr\u00e1tica e pode ser necess\u00e1rio em algum momento, como em uma proposta p\u00fablica, para avaliar quais s\u00e3o as maiores firmas&#8221;, diz.<\/p>\n<p>De qualquer maneira, isso tamb\u00e9m n\u00e3o significa transpar\u00eancia para o p\u00fablico. A E&amp;Y n\u00e3o quis informar quanto faturou no \u00faltimo ano e tampouco revelou a auditoria escolhida.<\/p>\n<p>Mesmo aquelas que abrem algum dado se limitam ao faturamento. Com receita de R$ 770 milh\u00f5es no ano fiscal encerrado em junho passado, a PricewaterhouseCoopers escolheu a Hirashima &amp; Associados para auditar seu balan\u00e7o. A Deloitte, que teve receita de R$ 677 milh\u00f5es no ano fiscal terminado em maio, optou pela Nexia Villas Rodil.<\/p>\n<p>Em n\u00edvel internacional, a Iosco, entidade que re\u00fane as comiss\u00f5es de valores mobili\u00e1rios do mundo, est\u00e1 promovendo uma discuss\u00e3o para aumentar a transpar\u00eancia das empresas de auditoria, com foco na melhora da qualidade.<\/p>\n<p>Entre os pontos discutidos na consulta p\u00fablica iniciada no fim de 2009 est\u00e1 justamente a abertura maior dos dados financeiros. Mas a resist\u00eancia \u00e9 grande. Nos EUA, as grandes firmas ser\u00e3o obrigadas a divulgar, confidencialmente, o balan\u00e7o auditado para o PCAOB, \u00f3rg\u00e3o regulador do setor. <\/p><\/div>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fa\u00e7am o que eu digo, mas n\u00e3o o que eu fa\u00e7o, parece ser uma velha<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,187],"tags":[],"class_list":["post-2103","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-auditoria-independente","category-transparencia-contabil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2103","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2103"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2103\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2103"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2103"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2103"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}