{"id":2099,"date":"2010-02-16T09:05:00","date_gmt":"2010-02-16T09:05:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2010\/02\/16\/auditorias-independentes-x-transparencia-2\/"},"modified":"2010-02-16T09:05:00","modified_gmt":"2010-02-16T09:05:00","slug":"auditorias-independentes-x-transparencia-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2010\/02\/16\/auditorias-independentes-x-transparencia-2\/","title":{"rendered":"Auditorias Independentes x transpar\u00eancia &#8211; 2"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\"><\/p>\n<p style=\"MARGIN: 1em 0px 3px\"><strong><span style=\"font-size:180%;\">Transpar\u00eancia de auditorias est\u00e1 no foco de reguladores<\/span><\/strong> <\/p>\n<p style=\"LINE-HEIGHT: 140%; MARGIN: 9px 0px 3px; FONT-FAMILY: Trebuchet MS, Arial, sans-serif; COLOR: #555; FONT-SIZE: 12px\"><span style=\"color:#000000;\">Mercado de capitais: Entidade que re\u00fane comiss\u00f5es de valores mobili\u00e1rios quer mais informa\u00e7\u00f5es sobre qualidade.<\/p>\n<p>Por Fernando Torres, de S\u00e3o Paulo<br \/>11\/02\/2010<\/p>\n<p>Os \u00f3rg\u00e3os reguladores internacionais consideram que a falta de transpar\u00eancia das auditorias \u00e9 uma quest\u00e3o que tem que ser atacada e estudam adotar uma s\u00e9rie de medidas para aumentar o n\u00edvel de divulga\u00e7\u00e3o sobre estrutura de governan\u00e7a, controle de qualidade e informa\u00e7\u00f5es financeiras das firmas do setor.<\/p>\n<p>Essa an\u00e1lise consta de uma consulta p\u00fablica aberta no fim do ano passado pela Iosco, entidade que re\u00fane as comiss\u00f5es de valores mobili\u00e1rios de todo o mundo. Os coment\u00e1rios dos interessados foram entregues at\u00e9 o \u00faltimo dia 15 de janeiro.<\/p>\n<p>A Iosco diz que \u00e9 particularmente importante ter informa\u00e7\u00f5es sobre a qualidade do trabalho das auditorias e sobre sa\u00fade financeira delas, em um cen\u00e1rio em que as quatro maiores empresas do setor &#8211; PricewaterhouseCoopers, Deloitte, Ernst &amp; Young e KPMG -, auditam os balan\u00e7os de 98% das 1,5 mil maiores empresas dos EUA e de 96% das 250 maiores companhias do Reino Unido, por exemplo. No Brasil, a concentra\u00e7\u00e3o \u00e9 de 58% entre as companhias abertas.<\/p>\n<p>A Iosco menciona que h\u00e1 d\u00favida se essa concentra\u00e7\u00e3o limita as op\u00e7\u00f5es das empresas e tamb\u00e9m se h\u00e1 o risco de haver uma falta de oferta de servi\u00e7o de auditoria para grandes corpora\u00e7\u00f5es se uma das quatro maiores &#8220;deixar o mercado&#8221;.<\/p>\n<p>Na lista de informa\u00e7\u00f5es que a Iosco sugere que poderiam ser divulgadas, \u00e9 poss\u00edvel fazer uma divis\u00e3o em quatro \u00e1reas: governan\u00e7a e controle; pessoal e treinamento: indicadores do resultado do trabalho; e informa\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n<p>De forma geral, as auditorias n\u00e3o veem problemas em divulgar mais informa\u00e7\u00f5es sobre os dois primeiros grupos, sobre governan\u00e7a e pessoal, que acreditam estar mais diretamente ligadas \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o da qualidade da auditoria.<\/p>\n<p>H\u00e1 mais resist\u00eancia, por\u00e9m, em fornecer informa\u00e7\u00f5es financeiras, como balan\u00e7o auditado das pr\u00f3prias auditorias, e tamb\u00e9m indicadores ligados ao resultado do trabalho, como a exist\u00eancia de lit\u00edgios judiciais ou de procedimentos disciplinares, dados sobre aceita\u00e7\u00e3o e rejei\u00e7\u00e3o de clientes, n\u00famero de balan\u00e7os republicados etc.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria Iosco, ao apresentar v\u00e1rias dessas sugest\u00f5es, questiona no relat\u00f3rio se essas informa\u00e7\u00f5es contribuiriam ou n\u00e3o para a melhora da qualidade do trabalho de auditoria, ou se poderiam ter benef\u00edcio limitado ao ou ser mal interpretadas.<\/p>\n<p>Ao analisar o caso sob o ponto de vista local, a presidente do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon), Ana Mar\u00eda Elorrieta, avalia que os auditores j\u00e1 s\u00e3o bastante transparentes com os reguladores e tamb\u00e9m com empresas clientes. &#8220;Conhe\u00e7o in\u00fameros casos em que o comit\u00ea de auditoria da companhia pede informa\u00e7\u00f5es sobre controle de qualidade da firma, antes ou depois da contrata\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma Elorrieta. Na vis\u00e3o dela, portanto, j\u00e1 existe essa transpar\u00eancia, embora apenas para os p\u00fablicos restritos.<\/p>\n<p>Para a presidente do Ibracon, a divulga\u00e7\u00e3o ampla dos demonstrativos financeiros, por exemplo, n\u00e3o contribui para a qualidade. &#8220;Na minha opini\u00e3o, ter uma alta lucratividade n\u00e3o significa qualidade na profiss\u00e3o de auditor.&#8221;<\/p>\n<p>A CVM participa do grupo t\u00e9cnico da Iosco que vai avaliar as sugest\u00f5es recebidas do mercado sobre esse assunto .Segundo Eduardo Manh\u00e3es, superintendente de rela\u00e7\u00f5es internacionais da autarquia, n\u00e3o h\u00e1 uma data pr\u00e9-determinada para que haja uma conclus\u00e3o. Mas se houver consenso na \u00e1rea t\u00e9cnica, um documento poder\u00e1 ser levado para aprova\u00e7\u00e3o de todos os membros da entidade, na reuni\u00e3o anual de junho. Se aprovada, a resolu\u00e7\u00e3o vira um princ\u00edpio e cada CVM local buscar\u00e1 adot\u00e1-lo.<\/p>\n<p><strong>Brasil pode ter \u00f3rg\u00e3o de supervis\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O Ibracon e o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) estudam a cria\u00e7\u00e3o de um \u00f3rg\u00e3o de supervis\u00e3o independente que fiscalize o trabalho dos auditores no pa\u00eds. &#8220;Acho que esse \u00e9 o caminho no Brasil neste momento&#8221;, afirma Ana Mar\u00eda Elorrieta, presidente do Ibracon, que diz que o tema tem sido debatido de forma preliminar e que envolve a Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM).<\/p>\n<p>O CFC \u00e9 respons\u00e1vel hoje por regulamentar o trabalho dos auditores no Brasil, mas como entidade de classe, tamb\u00e9m tem outras fun\u00e7\u00f5es. Um \u00f3rg\u00e3o desse tipo teria fun\u00e7\u00e3o similar \u00e0 do Public Company Accounting Oversight Board (PCAOB), que cumpre esse papel nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Esse novo \u00f3rg\u00e3o seria mais especializado na fiscaliza\u00e7\u00e3o do trabalho realizado pelas auditorias e seria formado n\u00e3o apenas por auditores, como \u00f3rg\u00e3os reguladores e tamb\u00e9m membros de comit\u00eas de auditoria de companhias abertas.<\/p>\n<p>A exist\u00eancia de um PCAOB brasileiro facilitaria tamb\u00e9m na transpar\u00eancia. Segundo o presidente da PwC, Fernando Alves, n\u00e3o haveria problema em se divulgar o balan\u00e7o auditado para um regulador, ou para um \u00f3rg\u00e3o como esse. Nos EUA, as firmas ser\u00e3o obrigadas a faz\u00ea-lo a partir de 2011.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais exig\u00eancias de transpar\u00eancia em discuss\u00e3o da Iosco, Alves diz que o n\u00edvel de informa\u00e7\u00e3o a ser aberta deve ser estratificada para cada p\u00fablico e ter como foco a qualidade do servi\u00e7o de auditoria. &#8220;Se n\u00e3o voc\u00ea faz um relat\u00f3rio imenso que n\u00e3o interessa para ningu\u00e9m. Divulgar tudo n\u00e3o \u00e9 significa qualidade&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Na mesma linha, Sergio Citeroni, s\u00f3cio de auditoria da Ernst &amp; Young, fala do risco de interpreta\u00e7\u00f5es erradas de informa\u00e7\u00f5es e cita o caso de recusa de cliente. &#8220;Acho que \u00e9 poss\u00edvel falar sobre as regras que se utiliza no processo de aceite e descontinuidade. Mas quando se revela o nome do cliente ou do ex-cliente, pode-se criar uma situa\u00e7\u00e3o arriscada&#8221;, diz. (FT)<\/p>\n<p><\/span><span style=\"color:#000000;\"><span style=\"font-size:180%;\"><strong>Faturamento em alta, apesar da crise<\/strong><\/p>\n<p><\/span>Nelson Niero e Fernando Torres, de S\u00e3o Paulo<br \/>11\/02\/2010<\/p>\n<p>As firmas de auditoria e consultoria brasileiras, ao contr\u00e1rio dos pares nos Estados Unidos e Europa, n\u00e3o t\u00eam do que reclamar da crise. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber se fecharam no azul, j\u00e1 que n\u00e3o divulgam os resultados, mas todas as seis maiores disseram ter elevado o faturamento. E, se j\u00e1 n\u00e3o estava ruim, a perspectiva para os pr\u00f3ximos anos \u00e9 de mais crescimento, apoiada no otimismo para a economia e em dois eventos de grande porte: Copa do Mundo e Olimp\u00edada.<\/p>\n<p>As &#8220;quatro grandes&#8221; &#8211; PwC, Deloitte, Ernst &amp; Young e KPMG &#8211; j\u00e1 t\u00eam equipes montadas para identificar oportunidades de neg\u00f3cios com a iniciativa privada e principalmente com o governo.<\/p>\n<p>Luiz Fraz\u00e3o, presidente da Ernst, estima investimentos p\u00fablicos de R$ 100 bilh\u00f5es ligados \u00e0 Copa do Mundo e Olimp\u00edada. &#8220;H\u00e1 neg\u00f3cios em v\u00e1rias frentes, n\u00e3o s\u00f3 em arena e hotelaria, mas em log\u00edstica e no trem de alta velocidade&#8221;, diz.<\/p>\n<p>A firma teve crescimento de 14% no faturamento no ano fiscal terminado em junho, apesar do impacto que a crise teve em clientes e fornecedores. Neste ano o crescimento deve ficar mais pr\u00f3ximo de 20%, com a recupera\u00e7\u00e3o mas r\u00e1pida do Brasil diante da crise.<\/p>\n<p>A Terco Grant Thornton vai buscar experi\u00eancia dos s\u00f3cios no exterior, que participam da montagem da Olimp\u00edada de Londres. A firma faturou, segundo seu presidente, Mauro Terepins, R$ 112 milh\u00f5es em 2009, 12% acima do ano anterior, com destaque para a \u00e1rea de gest\u00e3o de riscos &#8211; efeito colateral da crise. &#8220;A \u00e1rea dobrou de tamanho&#8221;, diz. Para 2010, aposta em um avan\u00e7o de 15% na receita total.<\/p>\n<p>J\u00e1 a BDO acha que h\u00e1 mais fuma\u00e7a que fogo e n\u00e3o v\u00ea grandes movimentos. &#8220;Todo mundo fala muito, mas ningu\u00e9m diz o que \u00e9. Pode ser que daqui dois ou tr\u00eas anos apare\u00e7a&#8221; diz Eduardo Pocetti, executivo-chefe. A BDO fechou 2009 com faturamento de R$ 103 milh\u00f5es, alta de 11% . Para 2010, prev\u00ea 15%, numa estimativa &#8220;conservadora&#8221;.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico &#8211;<\/span> <a href=\"http:\/\/www.fenacon.org.br\/pressclipping\/noticiaexterna\/ver_noticia_externa.php?xid=2838\">http:\/\/www.fenacon.org.br\/pressclipping\/noticiaexterna\/ver_noticia_externa.php?xid=2838<\/a> <\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Transpar\u00eancia de auditorias est\u00e1 no foco de reguladores Mercado de capitais: Entidade que re\u00fane comiss\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,187],"tags":[],"class_list":["post-2099","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-auditoria-independente","category-transparencia-contabil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2099","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2099"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2099\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2099"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2099"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2099"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}