{"id":2025,"date":"2010-04-19T08:30:00","date_gmt":"2010-04-19T08:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2010\/04\/19\/endividamento-pode-ser-bom\/"},"modified":"2010-04-19T08:30:00","modified_gmt":"2010-04-19T08:30:00","slug":"endividamento-pode-ser-bom","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2010\/04\/19\/endividamento-pode-ser-bom\/","title":{"rendered":"Endividamento pode ser bom"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color:#000000;\"><span style=\"font-family:arial;\"><strong>Por que maior endividamento pode n\u00e3o ser pior para a empresa?<\/strong> <\/span><br \/><\/span><\/p>\n<div align=\"right\"><span style=\"font-family:arial;font-size:85%;color:#000000;\">Por C\u00e9sar Tib\u00farcio<\/span><\/div>\n<p><span style=\"font-family:arial;\"><\/p>\n<div align=\"justify\"><span style=\"color:#000000;\">\u00c0s vezes \u00e9 comum associar endividamento com desempenho ruim para uma empresa. Talvez voc\u00ea tenha lido em algum livro de an\u00e1lise de balan\u00e7os que em endividamento, \u201cquanto maior, pior\u201d. Isto \u00e9 uma regra err\u00f4nea e perigosa, pois depende de cada caso.<\/p>\n<p>\u00c9 natural que numa situa\u00e7\u00e3o onde o endividamento est\u00e1 num n\u00edvel bem elevado que o risco da empresa \u00e9 tamb\u00e9m elevado. Mas isto tamb\u00e9m nem sempre \u00e9 verdadeiro. Uma situa\u00e7\u00e3o \u00e9 quando a empresa possui a possibilidade de ser socorrida por um acionista. \u00c9 o caso de uma empresa estatal, onde mesmo quando os n\u00edveis de endividamentos s\u00e3o elevados, o governo pode aportar mais capital. Tamb\u00e9m \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o onde a empresa faz parte de um grande grupo empresarial.<\/p>\n<p>Em certas situa\u00e7\u00f5es, baixo endividamento \u00e9 ruim. Se existe cr\u00e9dito dispon\u00edvel, com juros subsidiados, a capta\u00e7\u00e3o de empr\u00e9stimo pode ser muito vantajosa para a empresa. No passado, os usineiros tinham acesso a cr\u00e9dito farto, com baixo n\u00edvel de cobran\u00e7a. Nesta situa\u00e7\u00e3o, pegar recursos de empr\u00e9stimos era um \u00f3timo neg\u00f3cio: devia-se e n\u00e3o se pagava.<\/p>\n<p>A melhor resposta para a quest\u00e3o do endividamento talvez seja olhar um \u00edndice cl\u00e1ssico, criado por Modigliani e Miller. Estes dois autores afirmaram que o retorno dos acionistas \u00e9 obtido atrav\u00e9s da seguinte f\u00f3rmula:<\/p>\n<p>Retorno dos acionistas = Retorno do Ativo + (Retorno do Ativo \u2013 Custo dos Empr\u00e9stimos) x Endividamento<\/p>\n<p>\u00c9 uma f\u00f3rmula simples, mas muito rica em conte\u00fado. O retorno que os acionistas ir\u00e3o receber pelo capital que investiram na empresa depende do retorno que a empresa obt\u00e9m com seus ativos, da diferen\u00e7a entre este retorno e o custo do empr\u00e9stimo e o n\u00edvel de endividamento. Esta f\u00f3rmula recebe o nome de alavancagem.<\/p>\n<p>Imaginando que o retorno do ativo seja positivo, a diferen\u00e7a entre o retorno do ativo e o custo dos empr\u00e9stimos \u00e9 relevante. Se esta diferen\u00e7a \u00e9 positiva, quando maior o endividamento, maior o retorno para os acionistas. Isto \u00e9 exatamente o oposto do que diz alguns livros de an\u00e1lise de balan\u00e7os. <\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"justify\"><span style=\"font-family:Arial;color:#000000;\"><\/p>\n<hr \/>\n<p><\/span><\/div>\n<div align=\"justify\"><span style=\"font-family:Arial;\"><span style=\"color:#000000;\">Fonte: Blog<\/span> <a href=\"http:\/\/contabilidadefinanceira.blogspot.com\/2010\/04\/por-que-maior-endividamento-pode-nao.html\">Contabilidade Financeira<\/a><\/span><\/div>\n<div align=\"justify\"><span style=\"font-family:Arial;\"><\/p>\n<hr \/>\n<p><\/span><\/div>\n<div align=\"justify\"><span style=\"font-family:Arial;\"><span style=\"color:#000000;\"><strong>Coment\u00e1rio<\/strong>: este assunto \u00e9 abordado em nosso livro:<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"justify\"><span style=\"font-family:Arial;\"><\/span> <\/div>\n<div align=\"justify\"><span style=\"font-family:Arial;\"><\/span><\/div>\n<div align=\"right\"><span style=\"font-family:Arial;color:#330000;\"><em>A Alavancagem Financeira \u00e9 a medida que avalia a capacidade da empresa em utilizar encargos financeiros fixos para maximizar os efeitos da varia\u00e7\u00e3o do lucro. A for\u00e7a da Alavancagem Financeira pode aumentar o retorno dos investimentos dos acionistas e, freq\u00fcentemente, h\u00e1 vantagens fiscais associadas com a obten\u00e7\u00e3o de empr\u00e9stimos, por conta da possibilidade de dedu\u00e7\u00e3o no Imposto de Renda das despesas com os juros.Com o estudo da Alavancagem Financeira determina-se o grau de impacto nos resultados decorrentes da utiliza\u00e7\u00e3o de capitais de terceiros. <\/em><\/span><\/div>\n<div align=\"right\"><span style=\"font-family:arial;font-size:85%;color:#000000;\"><strong>Trecho do Cap\u00edtulo 13 &#8211; Estudo da Alavancagem<\/strong><\/span><\/div>\n<div align=\"justify\"><em><span style=\"font-family:Arial;color:#000000;\"><\/span><\/em><\/div>\n<div align=\"justify\"><span style=\"font-family:Arial;color:#000000;\"><\/span> <\/div>\n<div align=\"justify\"><span style=\"font-family:Arial;\"><span style=\"color:#000000;\">A segunda edi\u00e7\u00e3o do livro ser\u00e1 lan\u00e7ada no pr\u00f3ximo m\u00eas de maio. Saiba mais<\/span> <strong><a href=\"http:\/\/www.alcantara.pro.br\/livro\">aqui<\/a><\/strong><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que maior endividamento pode n\u00e3o ser pior para a empresa? Por C\u00e9sar Tib\u00farcio \u00c0s<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14,135],"tags":[],"class_list":["post-2025","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-analise-de-balanco","category-livros"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2025","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2025"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2025\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2025"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2025"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2025"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}