{"id":1997,"date":"2010-05-12T14:21:00","date_gmt":"2010-05-12T14:21:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2010\/05\/12\/contabilidade-x-economia\/"},"modified":"2010-05-12T14:21:00","modified_gmt":"2010-05-12T14:21:00","slug":"contabilidade-x-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2010\/05\/12\/contabilidade-x-economia\/","title":{"rendered":"Contabilidade x Economia"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;\" ><span style=\"font-size:85%;\">Recebi e reproduzo a seguir um e-mail que recebi do amigo Prof. Paulo Pires (UESB), comentando sobre o rec\u00e9m lan\u00e7ado livro &#8220;<strong><a href=\"http:\/\/analisedebalanco.blogspot.com\/2010\/05\/ifrs-livro-traz-criticas.html\">Normas Internacionais e Fraudes em Contabilidade &#8211; An\u00e1lise Cr\u00edtica Introdutiva Geral e Espec\u00edfica<\/a><\/strong>&#8220;, de autoria do Prof. Dr. Ant\u00f4nio Lopes de S\u00e1. O e-mail segue publicado ap\u00f3s concord\u00e2ncia do mesmo. Em tempo: o t\u00edtulo acima foi por nos escolhido, e n\u00e3o pelo autor.<\/span><\/span><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;\" ><span style=\"font-size:85%;\"> <\/p>\n<hr \/>\n<p><\/p>\n<div align=\"right\">Prof. Paulo Pires (UESB) <\/div>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;\" ><\/p>\n<div align=\"justify\">H\u00e1 algum tempo, paralelamente ao empenho do Prof. Lopes de S\u00e1, venho discutindo com colegas professores, principalmente de outras \u00e1reas (Hist\u00f3ria, Sociologia, Economia, Antropologia e Filosofia) sobre o papel da Contabilidade. Todos s\u00e3o un\u00e2nimes sobre a import\u00e2ncia da nossa Ci\u00eancia, no que tange ao conjunto de informa\u00e7\u00f5es que produzimos para entidades e usu\u00e1rios em geral do Sistema Cont\u00e1bil.<\/p>\n<p>Mas agora est\u00e1 ocorrendo um fen\u00f4meno que considero inteiramente equivocado: Est\u00e3o querendo por todos os meios ECONOMICIZAR a Contabilidade. Isso \u00e9 inteiramente esdr\u00faxulo. Os princ\u00edpios de Economia ou as suas t\u00e9cnicas de um modo geral n\u00e3o podem ser adaptadas \u00e0s da Contabilidade posto que trabalhamos sobre pilares de intensa objetividade. Ao passo que a ECONOMIA funciona &#8211; Deus sabe como &#8211; sobre uma seara enorme de conjecturas e refuta\u00e7\u00f5es (express\u00e3o que tomo emprestada de um t\u00edtulo de Karl Popper) que invariavelmente a leva para caminhos e descaminhos que os pr\u00f3prios economistas n\u00e3o sabem onde v\u00e3o dar.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m seria louco ao ponto de ignorar a import\u00e2ncia da transversaldade dos saberes. Longe disso. Acredito que a compreens\u00e3o dessas transversalidades \u00e9 que solidificam o conhecimento. Ao mesmo tempo insisto que se a Contabilidade quiser se manter como um conhecimento, uma ci\u00eancia s\u00f3lida, inerredavelmente ter\u00e1 que manter seus postulados, princ\u00edpios, normas e conven\u00e7\u00f5es intoc\u00e1veis. Ou seja, dever\u00e1 manter-se como uma Ci\u00eancia aut\u00f4noma, independente atendendo exclusivamente aos constructos l\u00f3gicos que emergem desses pilares. Caso contr\u00e1rio, tornar-se-\u00e1 como querem os economistas, os administradores e os financistas, um pequeno ap\u00eandice das outras ci\u00eancias.<\/p>\n<p>A Contabilidade Pura trabalha e apresenta componentes que demonstram &#8220;<strong>o que \u00e9 ou o que foi<\/strong>&#8220;, e nunca &#8220;<strong>o que deveria ser<\/strong>&#8220;. Isso \u00e9 coisa para fil\u00f3sofos e futur\u00f3logos da Economia. Na melhor das hip\u00f3teses podemos apresentar informa\u00e7\u00f5es projetivas por interm\u00e9dio da Contabilidade Gerencial. Mas querer fazer da Contabilidade tradicional <strong>uma mistura do fato ocorrido com o fato que poderia ter sido<\/strong>, \u00e9 um erro l\u00f3gico. O mais ing\u00eanuo dos seres humanos, dentro do uso de suas faculdades mentais, jamais aceitaria os pronunciamentos t\u00e9cnicos do CPC, tendo em vista eles representarem um conjunto de propostas que, j\u00e1 est\u00e1 provado historicamente, n\u00e3o deram certo nos Estados Unidos e muito menos na Europa.<\/p>\n<p>\u00c9 \u00f3bvio que essa tend\u00eancia de ECONOMICIZAR a Contabilidade, adv\u00e9m de um conjunto de pessoas (operadoras de Mercado) que querem mais e mais confundir o raio de vis\u00e3o dos que se aventuram em Investimentos.<\/p>\n<p>Quanto mais confundirem, melhor para eles. O fato \u00e9 que os meus colegas historiadores, fil\u00f3sofos, soci\u00f3logos, etc. &#8220;tiraram um sarro&#8221; da minha cara, perguntando por que as auditorias, as Controladorias, a Contabildade, a Administra\u00e7\u00e3o, as Finan\u00e7as ou a Economia das empresas e dos pa\u00edses n\u00e3o conseguiram impedir a &#8220;d\u00e9bacle&#8221; dos imp\u00e9ros capitalistas.<\/p>\n<p>Considero essa pergunta dos colegas excelente. Realmente nenhuma das ci\u00eancias do ramo de neg\u00f3cios impediu a queda e o fracasso dos Mercados. \u00c9 \u00f3bvio tamb\u00e9m que os MANGANG\u00d5ES que operam esse Mercado, n\u00e3o perderam nada. S\u00f3 os trouxas, os pequenos investidores ou as sociedades pagaram o Pato.<\/p>\n<p>O Neo-Liberalismo, imediatamente se ocupou de espalhar que a situa\u00e7\u00e3o ficou ruim, porque os governos n\u00e3o estavam tomando conta dos seus or\u00e7amentos e exigiram urgentemente um AJUSTE FISCAL (na realidade um APERTO FISCAL).<\/p>\n<p>O que se infere da crise de 2008 \u00e9 que mais uma vez o Mercado \u00e9 bom para privatizar LUCROS e melhor ainda para socializar PREJUIZOS.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito, mesmo com a Lei Sarbannes &#8211; Oxley (2002), n\u00e3o foi poss\u00edvel evitar a quantidade de fraudes nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Querem saber? Acho que o problema n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 de planejamento, registro, execu\u00e7\u00e3o e controle. A coisa transcende a isso e cai no espa\u00e7o da \u00c9TICA.<\/p>\n<p>Um abra\u00e7o para todos e acho que devemos fazer umas mesas redondas para discutirmos e criticarmos as debilidades das Ci\u00eancias Cont\u00e1beis. <\/p><\/div>\n<p><\/span><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;\" ><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size:85%;\">O autor: <strong>Prof. Paulo Fernando de Oliveira Pires<\/strong>, graduado em Ci\u00eancias Cont\u00e1beis pelo Instituto de Brasileiro de Contabilidade (1979) , especializa\u00e7\u00e3o em Contabilidade pelo Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas &#8211; RJ (1982) , mestrado em Contabilidade Gest\u00e3o Empresarial pelo Funda\u00e7\u00e3o Visconde de Cair\u00fa (2002) e aperfeicoamento em Contabilidade pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de Minas Gerais (1986), Coordenador Curso Ci\u00eancias Cont\u00e1beis da Univ. Estadual Sudoeste da Bahia &#8211; UESB &#8211; Vit\u00f3ra da Conquista &#8211; BA. <\/span><span style=\"font-size:85%;\">Contador da Empresa Municipal de Urbaniza\u00e7\u00e3o de Vit\u00f3ria da Conquista.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recebi e reproduzo a seguir um e-mail que recebi do amigo Prof. Paulo Pires (UESB),<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46,47,54,76,175],"tags":[],"class_list":["post-1997","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-contabilidade-gerencial","category-contabilidade-internacional","category-cpc","category-economia","category-sarbanes-oxley"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1997","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1997"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1997\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1997"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1997"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1997"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}