{"id":1943,"date":"2010-06-18T08:00:00","date_gmt":"2010-06-18T08:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2010\/06\/18\/auditoria-conversas-abertas\/"},"modified":"2010-06-18T08:00:00","modified_gmt":"2010-06-18T08:00:00","slug":"auditoria-conversas-abertas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2010\/06\/18\/auditoria-conversas-abertas\/","title":{"rendered":"Auditoria: conversas abertas"},"content":{"rendered":"<div align=\"justify\"><span style=\"font-family:arial;font-size:85%;color:#000000;\">Por Rachel Sanderson, do Financial Times, de Londres<br \/>15\/06\/2010<\/span><\/div>\n<p><span style=\"color:#000000;\"><\/p>\n<div align=\"justify\"><span style=\"font-family:arial;\">As firmas de auditoria precisar\u00e3o divulgar parte das discuss\u00f5es privadas que mant\u00eam com clientes do setor de bancos, com base nas propostas que dever\u00e3o ser publicadas nessa semana, cuja inten\u00e7\u00e3o \u00e9 aprimorar a utilidade dos servi\u00e7os de auditoria na esteira da crise do setor banc\u00e1rio.<\/p>\n<p>As propostas apresentadas pelo Instituto de Contadores Certificados da Inglaterra e do Pa\u00eds de Gales <strong>surgem em resposta a questionamentos por parte do Comit\u00ea de Investiga\u00e7\u00e3o do Tesouro (no parlamento ingl\u00eas) e na Comiss\u00e3o Europeia sobre o valor das auditorias prestadas, posto que elas fracassaram na miss\u00e3o de alertar para os riscos que levaram \u00e0 crise banc\u00e1ria.<br \/><\/strong><br \/>Por seu turno, <strong>os auditores costumam argumentar que seus pareceres n\u00e3o s\u00e3o uma garantia de que aquela empresa n\u00e3o ter\u00e1 problemas no futuro<\/strong>, mas apenas que os dados do balan\u00e7o est\u00e3o apresentados adequadamente e que foram checados.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que as sugest\u00f5es dever\u00e3o despertar fortes emo\u00e7\u00f5es, \u00e0 medida que auditores graduados nas quatro grandes firmas de auditoria &#8211; PricewaterhouseCoopers, Deloitte, Ernst &amp; Young e KPMG &#8211; <strong>se opuseram a essas propostas, argumentando que fornecer uma an\u00e1lise mais detalhada dos riscos relativos \u00e0 sa\u00fade financeira de um banco poder\u00e1 elevar seu risco de serem processados.<br \/><\/strong><br \/>As propostas dever\u00e3o servir de apoio a uma atualiza\u00e7\u00e3o de supervis\u00e3o conjunta nesse m\u00eas realizada pela Financial Services Authority (FSA, \u00f3rg\u00e3o regulador do sistema financeiro no Reino Unido) e pelo Financial Reporting Council (\u00f3rg\u00e3o regulador independente do Reino Unido incumbido de promover a confian\u00e7a nos relat\u00f3rios e governan\u00e7a corporativa), que detalhar\u00e1 falhas de firmas de auditoria durante a crise e que recomendou mudan\u00e7as na governan\u00e7a.<\/p>\n<p>O Instituto disse que sua <strong>sindic\u00e2ncia de seis meses para apurar o valor das auditorias dos bancos revelou que os investidores estavam especialmente insatisfeitos com os pareceres dos auditores.<\/strong> O processo interno envolvido foi percebido como de ajuda para manter os executivos dos bancos sob controle, mas os investidores sentiram que o parecer era apenas um exerc\u00edcio burocr\u00e1tico desprovido de valor.<\/p>\n<p>Ian Coke, diretor da Faculdade de Servi\u00e7os Financeiros do Instituto, disse que essas conclus\u00f5es revelaram que, se havia &#8220;uma grande li\u00e7\u00e3o [decorrente da crise]&#8221; para os auditores aprenderem, era a de que ser\u00e1 preciso fazer mais para explicar o valor dos pareceres dos auditores. &#8220;[Tornar] mais informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel sobre as discuss\u00f5es privadas mantidas entre auditores e bancos poder\u00e1 elevar o valor atribu\u00eddo \u00e0s auditorias e aumentar a confian\u00e7a do mercado&#8221;, diz Coke.<\/p>\n<p>Outras sugest\u00f5es incluem realizar uma auditoria completa nos balan\u00e7os do primeiro semestre (e n\u00e3o apenas uma revis\u00e3o limitada), e uma auditoria dos informes divulgados pelos bancos acerca dos riscos enfrentados pelos seus neg\u00f3cios. Coke disse que est\u00e1 ciente de que isso poder\u00e1 elevar a carga de trabalho dos auditores.<\/p>\n<p>O Instituto disse que, de forma geral, as auditorias e os reguladores das firmas de auditoria se sustentaram bem na crise. As reformas efetuadas na profiss\u00e3o ap\u00f3s a quebra da Enron suportaram &#8220;seu primeiro tese de peso&#8221;.<\/p>\n<p>Mesmo assim, ele disse que s\u00e3o necess\u00e1rias mudan\u00e7as adicionais nas normas de regulamenta\u00e7\u00e3o, informes financeiros e de auditoria. O documento diz, por exemplo, que os bancos forneceram informa\u00e7\u00e3o &#8220;fragmentada&#8221; sobre riscos. Um relat\u00f3rio resumido sobre os fatores de risco, que fosse auditado, atenderiam melhor os investidores, disse o relat\u00f3rio.<strong> O Instituto sugere tamb\u00e9m que os comit\u00eas de auditoria das empresas precisam ter um novo guia de boas pr\u00e1ticas.<br \/><\/strong><br \/>O relat\u00f3rio criticou os \u00f3rg\u00e3os reguladores, por estes n\u00e3o atribu\u00edrem suficiente valor ao di\u00e1logo com os auditores. Ele disse que \u00e9 preciso tomar provid\u00eancias para transform\u00e1-lo num processo de m\u00e3o dupla.<\/p>\n<p>Com base na pesquisa feita no Reino Unido, os resultados s\u00e3o acompanhados de perto na Europa e nos EUA, onde as investiga\u00e7\u00f5es dos \u00f3rg\u00e3os reguladores para apurar as pr\u00e1ticas das auditorias vem tomando impulso.<\/div>\n<p><\/span><span style=\"font-family:arial;\"><\/p>\n<div align=\"justify\">\n<hr \/>\n<\/div>\n<p><\/span><\/p>\n<div align=\"justify\"><span style=\"font-family:arial;font-size:85%;\"><strong>Fonte<\/strong>: Valor Econ\u00f4mico, <\/span><\/span><a href=\"http:\/\/www.fenacon.org.br\/pressclipping\/noticiaexterna\/ver_noticia_externa.php?xid=3755\"><span style=\"font-family:arial;font-size:85%;color:#000099;\"><strong>FENACON<\/strong><\/span><\/a><span style=\"color:#000000;\"><span style=\"font-family:arial;\"><span style=\"font-size:85%;\"> (grifos nossos)<\/span><\/div>\n<p><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Rachel Sanderson, do Financial Times, de Londres15\/06\/2010 As firmas de auditoria precisar\u00e3o divulgar parte<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,102,143],"tags":[],"class_list":["post-1943","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-auditoria-independente","category-fraudes","category-mercado-financeiro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1943","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1943"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1943\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1943"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1943"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1943"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}