{"id":1916,"date":"2010-07-08T17:36:00","date_gmt":"2010-07-08T17:36:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2010\/07\/08\/auditoria-eua-e-brasil-credibilidade-sob-suspeita\/"},"modified":"2010-07-08T17:36:00","modified_gmt":"2010-07-08T17:36:00","slug":"auditoria-eua-e-brasil-credibilidade-sob-suspeita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2010\/07\/08\/auditoria-eua-e-brasil-credibilidade-sob-suspeita\/","title":{"rendered":"Auditoria: EUA e Brasil &#8211; Credibilidade sob suspeita"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\"><strong><span style=\"font-size:100%;\">Depois da Deloitte, fiscal americano levanta problemas em auditoria da BDO<\/span><\/strong><br \/>Nelson Niero, de S\u00e3o Paulo<br \/>02\/07\/2010<\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\"><\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\">O \u00f3rg\u00e3o fiscalizador da contabilidade americano encontrou supostas falhas de auditoria em trabalho feito pela BDO Auditores Independentes em 2007.<\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\"><\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\">O relat\u00f3rio, publicado no site do Conselho de Supervis\u00e3o de Contabilidade de Companhias Abertas (PCAOB, em ingl\u00eas), \u00e9 o segundo sobre auditorias feitas no Brasil de empresas com registro no mercado americano.<\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\"><\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\">H\u00e1 duas semanas, o PCAOB divulgou um relat\u00f3rio que critica a auditoria da Deloitte em dois de seus clientes. A firma contestou as conclus\u00f5es, alegando diferen\u00e7as de interpreta\u00e7\u00e3o.<\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\"><\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\">A inspe\u00e7\u00e3o na BDO, na \u00e9poca ainda chamada BDO Trevisan, foi feita entre 30 de abril e 4 de maio de 2007 e foi focada num \u00fanico cliente. O PCAOB n\u00e3o revela o nome da empresa.<\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\"><\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\">&#8220;Foi positivo como a primeira inspe\u00e7\u00e3o de uma firma do nosso porte&#8221;, disse ao Valor M\u00e1rcio Peppe, s\u00f3cio respons\u00e1vel pela \u00e1rea de risco da BDO. &#8220;Encaramos as cr\u00edticas como sugest\u00f5es.&#8221; Uma segunda checagem j\u00e1 foi feita no ano passado, cujo resultado \u00e9 esperado para 2011, informou.<\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\"><\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\">Dos quatros pontos ressaltados pelo \u00f3rg\u00e3o americano, tr\u00eas se referem a descontos dados pelo cliente da BDO a fornecedores que teriam sido registrados erroneamente no balan\u00e7o. Outra quest\u00e3o levantada foi o que o PCAOB considerou procedimentos insuficientes para avaliar as contas a receber (pagamentos em dinheiro e por meio magn\u00e9tico) desse cliente. <\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\"><\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\">&#8220;Os descontos entraram no balan\u00e7o como despesas, mas a equipe do PCAOB achou que deveriam entrar como uma redu\u00e7\u00e3o da receita de vendas&#8221;, afirmou. &#8220;\u00c9 uma discuss\u00e3o de enquadramento, com resultado zero, sem efeito no lucro ou preju\u00edzo do per\u00edodo.&#8221;<\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\"><\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\">Na inspe\u00e7\u00e3o da Deloitte, o PCAOB fez observa\u00e7\u00e3o semelhante sobre o registro de um desconto dado a um fornecedor pela companhia auditada. A mudan\u00e7a tamb\u00e9m n\u00e3o alterava o resultado l\u00edquido e foi considerada &#8220;uma quest\u00e3o de apresenta\u00e7\u00e3o&#8221; pela Deloitte.<\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\"><\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\">Quanto \u00e0s cr\u00edticas sobre a checagem das contas a receber, Peppe discorda da conclus\u00e3o. &#8220;Auditoria trabalha por amostragem&#8221;, disse. &#8220;Fizemos exames em mais de 60% do saldo das contas, o que \u00e9 bastante significativo.&#8221;<\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\"><\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\">O PCAOB foi criado pela Lei Sarbanes-Oxley, de 2002, na esteira dos grandes esc\u00e2ndalos cont\u00e1beis do come\u00e7o da d\u00e9cada passada nos Estados Unidos. Antes, o setor era autorregulado.<\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\"><\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\">Desde ent\u00e3o, as firmas de auditoria americanas e aquelas com clientes que acessam o mercado americano est\u00e3o sujeitas a inspe\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas do \u00f3rg\u00e3o privado dos EUA. Esse tipo de interfer\u00eancia em trabalhos locais vem encontrando resist\u00eancia em alguns pa\u00edses.<\/span><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\"> <\/p>\n<hr \/>\n<p><\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\"><strong><span style=\"font-size:100%;\">Resist\u00eancia dentro e fora de casa<\/span><\/strong><br \/>Rachel Sanderson, Financial Times, de Londres<br \/>02\/07\/2010<\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\"><\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\">Por pouco o Conselho de Supervis\u00e3o de Contabilidade de Companhias Abertas (PCAOB) n\u00e3o fechou as portas. Na segunda-feira, a Suprema Corte decidiu por cinco votos a quatro que o \u00f3rg\u00e3o criado pela lei Sarbanes-Oxley poderia continuar existindo nos moldes atuais, com pequenas altera\u00e7\u00f5es.<\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\"><\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\">Os autores do processo, um grupo chamado Fundo da Livre Iniciativa e uma empresa de auditoria de Nevada, alegavam que o PCAOB violou uma cl\u00e1usula da Constitui\u00e7\u00e3o americana que d\u00e1 ao presidente poder para nomear autoridades p\u00fablicas. O PCAOB est\u00e1 sob o comando da comiss\u00e3o de valores mobili\u00e1rios americana, a SEC.<\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\"><\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\">Aparentemente, o objetivo mais amplo era derrubar integralmente a Lei Sarbanes-Oxley ou paralisar a PCAOB.<\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\"><\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\">A exist\u00eancia do \u00f3rg\u00e3o \u00e9 controvertida entre os pol\u00edticos favor\u00e1veis a menor interfer\u00eancia governamental nos EUA e entre alguns contadores que n\u00e3o gostam de seus amplos poderes fiscalizadores. A miss\u00e3o do PCAOB, de criar regras que &#8220;possam ser necess\u00e1rias ou convenientes ao interesse dos cidad\u00e3os ou para a prote\u00e7\u00e3o dos investidores&#8221;, custou \u00e0 economia quase US$ 1 trilh\u00e3o, de acordo com um estudo do American Enterprise Institute e da Brookings Institution. O benef\u00edcio \u00e9, supostamente, proteger os investidores.<\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\"><\/span><br \/><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\">O PCAOB tamb\u00e9m se defrontou com oposi\u00e7\u00e3o na Europa e na China, onde est\u00e1 impedida de realizar s inspe\u00e7\u00f5es em empresas n\u00e3o americanas que t\u00eam a\u00e7\u00f5es negociadas em bolsas americanas. Na pr\u00f3xima semana, a Uni\u00e3o Europeia dever\u00e1 suspender sua oposi\u00e7\u00e3o a inspe\u00e7\u00f5es da PCAOB na Europa, depois de adiar a vota\u00e7\u00e3o na sexta-feira passada para aguardar a decis\u00e3o da Suprema Corte.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico, via FENACON <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois da Deloitte, fiscal americano levanta problemas em auditoria da BDONelson Niero, de S\u00e3o Paulo02\/07\/2010O<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,60,102],"tags":[],"class_list":["post-1916","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-auditoria-independente","category-cvm","category-fraudes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1916","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1916"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1916\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1916"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1916"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1916"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}