{"id":1907,"date":"2010-07-15T08:34:00","date_gmt":"2010-07-15T08:34:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2010\/07\/15\/fazenda-estuda-novas-estrategias-de-cobranca\/"},"modified":"2010-07-15T08:34:00","modified_gmt":"2010-07-15T08:34:00","slug":"fazenda-estuda-novas-estrategias-de-cobranca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2010\/07\/15\/fazenda-estuda-novas-estrategias-de-cobranca\/","title":{"rendered":"Fazenda estuda novas estrat\u00e9gias de cobran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<div align=\"right\"><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;\"><em>Valor Econ\u00f4mico, 01\/07\/2010<br \/>Luiza de Carvalho, de Bras\u00edlia<\/em><\/span><\/div>\n<p><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;\"><\/p>\n<div align=\"justify\"><span style=\"color:#000000;\">A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) come\u00e7ou a definir de que forma pretende cobrar tributos de contribuintes beneficiados por decis\u00f5es judiciais das quais n\u00e3o cabem mais recursos, mas contr\u00e1rias a entendimentos do Supremo Tribunal Federal (STF). Ontem, na primeira audi\u00eancia p\u00fablica realizada para discutir a quest\u00e3o, ficou resolvido, por exemplo, que n\u00e3o haver\u00e1 cobran\u00e7a retroativa. Ao desconstituir a chamada &#8220;coisa julgada&#8221;, a senten\u00e7a perderia os efeitos a partir daquele momento. Isso quer dizer que o contribuinte n\u00e3o seria obrigado a devolver o tributo que deixou de pagar embasado na decis\u00e3o judicial transitada em julgado, mas teria que passar a recolher a partir da decis\u00e3o do Supremo.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"justify\"><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;\">A tentativa da Fazenda \u00e9 de estabelecer uma estrat\u00e9gia para suspender os efeitos dessas decis\u00f5es quando n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel ajuizar uma a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria (at\u00e9 dois anos ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado) &#8211; instrumento para questionar decis\u00f5es que n\u00e3o admitem mais recursos. &#8220;Isso vale para os dois lados, tanto para as decis\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 Fazenda, quanto para as desfavor\u00e1veis&#8221;, disse Fabr\u00edcio Da Soller, procurador-geral adjunto da Fazenda Nacional. Segundo ele, o Brasil possui uma elevada carga tribut\u00e1ria e um contribuinte desobrigado de recolher um tributo por decis\u00e3o judicial, em um ambiente concorrencial, especialmente com poucos atores, estaria em conflito com o princ\u00edpio da livre concorr\u00eancia e da isonomia. <\/span><\/div>\n<div align=\"justify\"><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;\">De acordo com o modelo apresentado pela PGFN, ser\u00e1 desnecess\u00e1rio recorrer novamente ao Judici\u00e1rio para desconstituir o que foi julgado. Segundo Jo\u00e3o Batista de Figueiredo, coordenador-geral de Representa\u00e7\u00e3o Judicial da Fazenda Nacional, por meio de um ato, a procuradoria daria publicidade \u00e0 decis\u00e3o do Supremo e de sua inten\u00e7\u00e3o de voltar a cobrar o tributo, o que ocorreria somente um m\u00eas ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o do ato. No caso de desconstitui\u00e7\u00e3o dos efeitos de decis\u00f5es julgadas de forma favor\u00e1vel \u00e0 Fazenda, bastaria o contribuinte deixar de recolher o tributo.<\/span><\/div>\n<div align=\"justify\"><span style=\"font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;\">A ideia, por\u00e9m, deve enfrentar a resist\u00eancia dos contribuintes. &#8220;A coisa julgada \u00e9 um direito fundamental do contribuinte&#8221;, afirmou o professor de direito tribut\u00e1rio da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), Heleno Torres, durante a audi\u00eancia p\u00fablica. Para o tributarista, a estrat\u00e9gia da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional poderia acarretar a perda de import\u00e2ncia dos ju\u00edzes de primeiro grau e dos tribunais de segunda inst\u00e2ncia, al\u00e9m de eternizar lit\u00edgios no Judici\u00e1rio que j\u00e1 estavam pacificados. Para o ministro do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), Teori Zavascki, n\u00e3o se trata de rescindir a senten\u00e7a, mas de reconhecer a perda de efic\u00e1cia diante da mudan\u00e7a do estado de direito.<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Valor Econ\u00f4mico, 01\/07\/2010Luiza de Carvalho, de Bras\u00edlia A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) come\u00e7ou a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[188],"tags":[],"class_list":["post-1907","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-tributos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1907","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1907"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1907\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1907"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1907"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1907"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}