{"id":1887,"date":"2010-07-27T08:45:00","date_gmt":"2010-07-27T08:45:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2010\/07\/27\/brasil-adota-ifrs-mas-nao-paga-conselho-que-emite-as-normas\/"},"modified":"2010-07-27T08:45:00","modified_gmt":"2010-07-27T08:45:00","slug":"brasil-adota-ifrs-mas-nao-paga-conselho-que-emite-as-normas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2010\/07\/27\/brasil-adota-ifrs-mas-nao-paga-conselho-que-emite-as-normas\/","title":{"rendered":"Brasil adota IFRS, mas n\u00e3o paga conselho que emite as normas"},"content":{"rendered":"<div align=\"justify\"><span style=\"font-family:arial;\"><span style=\"color:#000000;\"><strong>Contabilidade: Entidade depende de contribui\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias para manter<br \/>independ\u00eancia.<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-size:85%;\">Texto de Fernando Torres, Valor Econ\u00f4mico de 18\/06\/2010<\/span><\/p>\n<p>O Brasil quer ter uma posi\u00e7\u00e3o ativa e relevante dentro do Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (IASB, na sigla em ingl\u00eas), mas as empresas, entidades e o governo do pa\u00eds n\u00e3o doaram nem ao menos um centavo para custear as atividades do \u00f3rg\u00e3o durante o ano passado.<\/p>\n<p>O curioso \u00e9 que a aus\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es ocorre justamente agora, quando as companhias brasileiras passam a adotar obrigatoriamente as normas internacionais de contabilidade, conhecidas como IFRS.<\/p>\n<p>Fontes de financiamento est\u00e1veis, diversificadas e regulares s\u00e3o consideradas fundamentais para uma entidade como o IASB, para que ela se mantenha independente de press\u00f5es pol\u00edticas e econ\u00f4micas e possa definir as regras cont\u00e1beis com base em uma an\u00e1lise t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>Em 2008, a \u00fanica empresa brasileira que fez uma doa\u00e7\u00e3o foi a Brasil Telecom, no valor de 7,5 mil libras. Em 2007, Bradesco, Ita\u00fa, BrT, Vale, Petrobras e Bovespa contribu\u00edram, ao todo, com 133 mil libras para a funda\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel pelo IASB, que tem sede em Londres, e \u00e9 chamada de IASC Foundation.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio anual dessa funda\u00e7\u00e3o, que inclui seu resultado financeiro, foi divulgado ontem pela entidade. Ao todo, a IASC Foundation recebeu contribui\u00e7\u00f5es no valor de 16,6 milh\u00f5es libras em 2009, uma alta de 30% sobre o volume recebido um ano antes. Somadas as receitas com publica\u00e7\u00f5es, o faturamento total da entidade foi de 22,6 milh\u00f5es de libras no ano passado,<br \/>com crescimento de 14% sobre 2008.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s despesas com sal\u00e1rios dos funcion\u00e1rios, gastos com reuni\u00f5es e viagens e custos de publica\u00e7\u00f5es, a IASC Foundation fechou o exerc\u00edcio passado com um preju\u00edzo operacional de 307 mil libras. Considerando tamb\u00e9m o resultado obtido com a marca\u00e7\u00e3o a mercado de suas aplica\u00e7\u00f5es financeiras, a funda\u00e7\u00e3o encerrou 2009 com lucro l\u00edquido de 647 mil libras.<\/p>\n<p>Em 2008, apesar de o resultado operacional ter sido melhor, positivo em 528 mil libras, a IASC Foundation tinha registrado preju\u00edzo de 1,7 milh\u00e3o de libras, por conta de perdas com aplica\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n<p>Os maiores doadores de 2009, como de costume, foram as quatro grandes firmas de auditoria &#8211; PricewaterhouseCoopers, Deloitte, Ernst &amp; Young e KPMG -, que entregaram US$ 2 milh\u00f5es cada uma para a funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Considerando os pa\u00edses isoladamente, o que engloba doa\u00e7\u00f5es de governos, entidades do setor e empresas, os Estados Unidos aparecem como o maior contribuinte individual para a IASC Foundation, apesar de o pa\u00eds n\u00e3o adotar o IFRS nos seus balan\u00e7os.<\/p>\n<p>Entre os maiores doadores dos EUA aparecem os bancos Citi, J.P. Morgan, Bank of America, Goldman Sachs e Morgan Stanley, e tamb\u00e9m a ExxonMobil e a Pfizer.<\/p>\n<p>O IASB foi procurado, por meio de sua assessoria de imprensa, para comentar o resultado anual da IASC Foundation e tamb\u00e9m aus\u00eancia de doa\u00e7\u00f5es de empresas brasileiras, mas n\u00e3o respondeu.<\/p>\n<p>O Brasil possui hoje oito brasileiros na IASC Foundation, sendo que o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan \u00e9 um dos seus 22 curadores. S\u00e3o eles que indicam os 15 membros do IASB, entre os quais est\u00e1 atualmente um brasileiro, Amaro Gomes, ex-funcion\u00e1rio do Banco Central do Brasil.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o do professor da FIPECAFI Nelson Carvalho, que j\u00e1 ocupou uma das cadeiras do IASB, a participa\u00e7\u00e3o do Brasil dentro do \u00f3rg\u00e3o vem crescendo desde 1996. &#8220;Uma prova desse reconhecimento \u00e9 o memorando de entendimentos assinado em janeiro&#8221;, disse ele, referindo-se ao documento firmado pelo IASB, pelo Comit\u00ea de Pronunciamentos Cont\u00e1beis (CPC) e pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC).<\/p>\n<p>No Brasil, o \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela emiss\u00e3o de normas cont\u00e1beis usadas pelas companhias abertas, que \u00e9 o CPC, tamb\u00e9m n\u00e3o tem fonte de receita fixa. Atualmente, o Comit\u00ea usa a estrutura disponibilizada pelo CFC para realizar as suas reuni\u00f5es e atividades. A entidade de classe tem como receita as anuidades pagas pelos contadores.<\/span><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contabilidade: Entidade depende de contribui\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias para manterindepend\u00eancia. 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