{"id":1865,"date":"2010-08-11T09:41:00","date_gmt":"2010-08-11T09:41:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2010\/08\/11\/alta-concentracao\/"},"modified":"2010-08-11T09:41:00","modified_gmt":"2010-08-11T09:41:00","slug":"alta-concentracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2010\/08\/11\/alta-concentracao\/","title":{"rendered":"Alta concentra\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div align=\"right\"><em><span style=\"font-size:85%;\">Valor Econ\u00f4mico, via CFC<br \/>Por Fernando Torres, de S\u00e3o Paulo<\/span><\/em> <\/div>\n<div align=\"justify\">Os tr\u00eas maiores contratos do setor garantiram \u00e0 PricewaterhouseCoopers (PwC) 69% do total de R$ 132,1 milh\u00f5es que ela faturou fazendo a auditoria de 33 companhias abertas entre as 200 maiores do pa\u00eds em 2009. Isso d\u00e1 uma ideia de como os grandes clientes s\u00e3o importantes nesse mercado. O Ita\u00fa Unibanco foi o que mais gastou com auditoria dos balan\u00e7os no ano passado: R$ 38,7 milh\u00f5es. O Bradesco aparece em segundo, com despesa de R$ 31,4 milh\u00f5es, e \u00e9 seguido pela mineradora Vale, que desembolsou R$ 21,1 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Petrobras, auditada pela KPMG, e Santander, pela Deloitte, completam a lista das cinco empresas abertas que mais pagaram aos auditores no ano passado.<\/p>\n<p>Os dados foram obtidos com informa\u00e7\u00f5es divulgadas pela primeira vez pelas companhias abertas brasileiras e que constam dos Formul\u00e1rios de Refer\u00eancia enviados \u00e0 Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM). O estudo considera a soma do que as empresas pagaram pela auditoria dos balan\u00e7os e tamb\u00e9m em outros servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Antes da divulga\u00e7\u00e3o desses dados no formul\u00e1rio, a \u00fanica informa\u00e7\u00e3o que havia sobre a divis\u00e3o do mercado de auditoria era o ranking da CVM, que mostra as maiores do setor por n\u00famero de clientes, entre as mais de 500 companhias abertas do Brasil.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros obtidos com base nos Formul\u00e1rios de Refer\u00eancia mostram que os bancos s\u00e3o destaque em termos de custo de auditoria. Al\u00e9m de terem centenas de bilh\u00f5es de reais em ativos e milhares de ag\u00eancias, eles ainda demandam servi\u00e7os espec\u00edficos por quest\u00f5es regulat\u00f3rias ligadas \u00e0 gest\u00e3o de risco. H\u00e1 ainda uma certa correla\u00e7\u00e3o entre porte e gasto com auditoria, embora haja algumas distor\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar que, entre as institui\u00e7\u00f5es financeiras, n\u00e3o existe mais rod\u00edzio de auditorias a cada cinco anos. Nas demais empresas abertas, sob fiscaliza\u00e7\u00e3o da CVM, a troca peri\u00f3dica de firmas est\u00e1 suspensa ao menos at\u00e9 o fim do processo de mudan\u00e7a cont\u00e1bil para o padr\u00e3o internacional, chamado de IFRS.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de mostrar concentra\u00e7\u00e3o maior entre as quatro grandes, o levantamento do Valor aponta uma configura\u00e7\u00e3o de mercado diferente daquela que aparece no ranking elaborado pela CVM. Enquanto a KPMG lidera o ranking oficial, com 99 clientes entre as companhias abertas, ela aparece na terceira posi\u00e7\u00e3o na pesquisa feita pelo jornal. A maior participa\u00e7\u00e3o de mercado entre as 200 empresas da lista do Valor est\u00e1 com a Deloitte, com 51 contratos. Somada com a Terco, a Ernst &amp; Young encosta na l\u00edder, com 50 contas.<\/p>\n<p>J\u00e1 a PwC, l\u00edder em receita, fica no quarto lugar tanto no levantamento do jornal como no da CVM em n\u00famero de clientes.<\/p>\n<p>No ranking por receita, a Deloitte ficou em segundo por esse quesito, com R$ 89,4 milh\u00f5es. A KPMG veio em terceiro lugar por esse crit\u00e9rio, com R$ 74,6 milh\u00f5es, mas deve ser superada pela soma da Ernst &amp; Young (R$ 68,7 milh\u00f5es) com a Terco (R$ 11,1 milh\u00f5es), que alcan\u00e7a R$ 79,8 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Segundo Henrique Luz, s\u00f3cio da PricewaterhouseCoopers, o mercado de capitais ainda incipiente no Brasil tira representatividade do ranking da CVM. &#8220;Nos EUA, das 500 maiores empresas, 99% s\u00e3o companhias abertas. No Brasil, das 500 maiores, s\u00f3 40% s\u00e3o cotadas em bolsa&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>J\u00e1 Charles Krieck, s\u00f3cio de auditoria da KPMG, que lidera o ranking da autarquia, tem outra vis\u00e3o. &#8220;\u00c9 claro que n\u00e3o \u00e9 coisa mais importante do mundo, porque nem todas as empresas s\u00e3o abertas. Mas ele \u00e9 interessante porque mostra o quanto de experi\u00eancia voc\u00ea tem nesse mercado e qual foi o crescimento nos \u00faltimos anos&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Sobre o movimento da concorrente Ernst &amp; Young com a Terco, os dois disseram ver a transa\u00e7\u00e3o como uma consequ\u00eancia da disputa pelo mercado, especialmente do segmento de pequenas e m\u00e9dias empresas, que eles tamb\u00e9m garantem que est\u00e3o disputando. &#8220;Seria totalmente inaceit\u00e1vel n\u00e3o olhar esse segmento no Brasil emergente&#8221;, diz Luz, da PwC.<\/p>\n<p>Para Krieck, da KPMG, \u00e9 uma vis\u00e3o errada achar que as quatro grandes do setor s\u00f3 t\u00eam clientes de grande porte. &#8220;Mais da metade dos nossos clientes s\u00e3o pequenas e m\u00e9dias&#8221;, diz o executivo.<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Valor Econ\u00f4mico, via CFCPor Fernando Torres, de S\u00e3o Paulo Os tr\u00eas maiores contratos do setor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[18],"tags":[],"class_list":["post-1865","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-auditoria-independente"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1865","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1865"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1865\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1865"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1865"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1865"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}