{"id":1598,"date":"2015-09-18T02:39:32","date_gmt":"2015-09-18T02:39:32","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2015\/09\/18\/empresario-que-culpou-o-contador-por-erro-vai-responde-por-crime-contra-a-ordem-tributaria\/"},"modified":"2015-09-18T02:39:32","modified_gmt":"2015-09-18T02:39:32","slug":"empresario-que-culpou-o-contador-por-erro-vai-responde-por-crime-contra-a-ordem-tributaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2015\/09\/18\/empresario-que-culpou-o-contador-por-erro-vai-responde-por-crime-contra-a-ordem-tributaria\/","title":{"rendered":"Empres\u00e1rio que culpou o Contador por erro vai responder por crime contra a ordem tribut\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14px;\">Tratando-se ent&atilde;o de tributo devido pela pessoa jur&iacute;dica, o autor ser&aacute; aquele que efetivamente exerce o comando administrativo da empresa. O fundamento levou a 8&ordf; Turma do Tribunal Regional Federal da 4&ordf; Regi&atilde;o a manter a condena&ccedil;&atilde;o do s&oacute;cio-propriet&aacute;rio de uma distribuidora de alimentos e a absolvi&ccedil;&atilde;o do seu contador. Ambos foram denunciados pelo crime de prestar declara&ccedil;&atilde;o falsa ao Fisco Federal, com o intuito de pagar menos impostos e manter a empresa no Simples.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:arial,helvetica,sans-serif;\">Na apela&ccedil;&atilde;o-crime encaminhada &agrave; corte, ap&oacute;s ser condenado no primeiro grau, o empres&aacute;rio alegou que o &lsquo;&lsquo;erro&rsquo;&rsquo; foi cometido pelo contador que presta servi&ccedil;os &agrave; distribuidora. Ou seja, seria ele o respons&aacute;vel pelas declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Receita Federal, que acabou detectando as disparidades de registro e, em decorr&ecirc;ncia, a sonega&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:arial,helvetica,sans-serif;\">O relator do recurso, desembargador Jo&atilde;o Pedro Gebran Neto, escreveu em seu voto que o mero inadimplemento de tributos n&atilde;o constitui crime. Para incluir determinada conduta na tipifica&ccedil;&atilde;o penal referida, &eacute; necess&aacute;rio que haja redu&ccedil;&atilde;o ou supress&atilde;o do tributo mediante emprego de fraude. E foi o que ocorreu no caso concreto, tanto que o d&eacute;bito com o Fisco, em novembro de 2009, chegou a R$ 1,1 milh&atilde;o.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:arial,helvetica,sans-serif;\">&lsquo;&lsquo;&Eacute; inequ&iacute;voco que a administra&ccedil;&atilde;o competia ao acusado. Ainda que as declara&ccedil;&otilde;es entregues &agrave; Receita tenham sido confeccionadas pelo contador, isso n&atilde;o isenta o acusado de responsabilidade. Dessa forma, n&atilde;o merece prosperar a tese da defesa de que a responsabilidade pelas condutas criminosas deve ser atribu&iacute;da ao contador da empresa&rsquo;&rsquo;, fulminou o desembargador-relator.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<strong><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:arial,helvetica,sans-serif;\">A den&uacute;ncia do MPF<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p> \t<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14px;\">O s&oacute;cio-administrador e o contador de uma distribuidora de alimentos sediada em Crici&uacute;ma (SC) foram denunciados pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal pelo crime tipificado no artigo 1&ordm; da Lei 8.137\/90 &mdash; suprimir ou reduzir tributo, ou contribui&ccedil;&atilde;o social e qualquer acess&oacute;rio, mediante as seguintes condutas: omitir informa&ccedil;&atilde;o ou prestar declara&ccedil;&atilde;o falsa &agrave;s autoridades fazend&aacute;rias; e fraudar a fiscaliza&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria, inserindo elementos inexatos ou omitindo opera&ccedil;&atilde;o de qualquer natureza em documento exigido pela lei fiscal.<\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:arial,helvetica,sans-serif;\">Conforme a a&ccedil;&atilde;o, nos anos-calend&aacute;rio de 2001, 2002 e 2003, a empresa optou fraudulentamente pelo sistema Simples, j&aacute; que n&atilde;o preenchia os requisitos que permitissem usufruir desse benef&iacute;cio, destinado &agrave;s pequenas e microempresas. Para isso, omitiu os valores reais de sua receita bruta, declarando valores menores. A fraude, no entanto, foi detectada pela Receita Federal, que constatou que os valores declarados estavam em descompasso com o montante informado nos livros de registros de sa&iacute;das. A den&uacute;ncia foi distribu&iacute;da &agrave; 1&ordf; Vara Federal de Crici&uacute;ma em abril de 2011.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:arial,helvetica,sans-serif;\">Em alega&ccedil;&otilde;es finais, o MPF reafirmou os fatos narrados na den&uacute;ncia, consistentes na conduta de induzir o Fisco Federal em erro. Pediu a condena&ccedil;&atilde;o do s&oacute;cio-gerente e a absolvi&ccedil;&atilde;o do contador. O primeiro, por ser administrador e quem fornecia as informa&ccedil;&otilde;es\/documenta&ccedil;&otilde;es &agrave; contabilidade; o segundo, por falta de provas de que tivesse orientado seu cliente na oculta&ccedil;&atilde;o de notas fiscais.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<strong><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:arial,helvetica,sans-serif;\">Senten&ccedil;a<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14px;\">Em senten&ccedil;a proferida no dia 18 de setembro de 2014, o juiz federal Germano Alberton Junior absolveu o contador, baseado nos argumentos expendidos pelo MPF nas alega&ccedil;&otilde;es finais.<\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:arial,helvetica,sans-serif;\">Em rela&ccedil;&atilde;o ao s&oacute;cio, o julgador escreveu na senten&ccedil;a que a instru&ccedil;&atilde;o probat&oacute;ria ratificou a sua conduta fraudulenta. Afinal, o r&eacute;u, no af&atilde; de diminuir tributos e contribui&ccedil;&otilde;es, omitia receitas, beneficiando-se irregularmente do regime Simples. O empregado do escrit&oacute;rio respons&aacute;vel pela contabilidade, citou o julgador, disse que o empres&aacute;rio apresentou notas que havia omitido da fiscaliza&ccedil;&atilde;o. Isso explica a diferen&ccedil;a entre os valores declarados pelo contribuinte e os registrados nos livros de sa&iacute;da da contabilidade, o que caracteriza sonega&ccedil;&atilde;o fiscal.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:arial,helvetica,sans-serif;\">O juiz n&atilde;o se deixou convencer pela tese de atipicidade da conduta, esgrimida pela defesa, sob o fundamento de que o r&eacute;u n&atilde;o possu&iacute;a conhecimentos t&eacute;cnicos com rela&ccedil;&atilde;o aos tributos. &lsquo;&lsquo;O r&eacute;u, na qualidade de empres&aacute;rio, tinha conhecimento de que deveria declarar ao Fisco a receita efetivamente auferida pela empresa. Sendo pela pessoa jur&iacute;dica, tinha o dever de cumprir fielmente com as obriga&ccedil;&otilde;es tribut&aacute;rias da empresa. O dolo, pois, est&aacute; presente&rsquo;&rsquo;, anotou na senten&ccedil;a.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:arial,helvetica,sans-serif;\">O s&oacute;cio-administrador acabou condenado a dois anos e quatro meses de reclus&atilde;o, em regime inicial aberto, e &agrave; pena de multa de 50 dias-multa, no valor unit&aacute;rio de um quinto do sal&aacute;rio m&iacute;nimo. Na dosimetria, a pena foi substitu&iacute;da por duas restritivas de direito &mdash; pagamento de R$ 10 mil, a t&iacute;tulo de presta&ccedil;&atilde;o pecuni&aacute;ria; e presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os comunit&aacute;rios, pelo prazo da condena&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:arial,helvetica,sans-serif;\">Clique <a href=\"http:\/\/s.conjur.com.br\/dl\/vara-federal-criciuma-sc-absolve.pdf\">aqui<\/a> para ler a senten&ccedil;a.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:arial,helvetica,sans-serif;\">Clique <a href=\"http:\/\/s.conjur.com.br\/dl\/trf-mantem-sentenca-absolveu-contador.pdf\">aqui<\/a> para ler o ac&oacute;rd&atilde;o.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:arial,helvetica,sans-serif;\">Fonte: <a href=\"http:\/\/www.contabeis.com.br\/noticias\/25395\/empresario-que-culpou-o-contador-por-erro-vai-responde-por-crime-contra-a-ordem-tributaria\/\">Jornal Cont&aacute;bil<\/a><\/span><\/span><\/p>\n<hr \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tratando-se ent&atilde;o de tributo devido pela pessoa jur&iacute;dica, o autor ser&aacute; aquele que efetivamente exerce<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[56],"tags":[],"class_list":["post-1598","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c49-crimes-tributarios"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1598","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1598"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1598\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1598"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1598"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1598"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}