{"id":1519,"date":"2014-05-06T19:31:11","date_gmt":"2014-05-06T22:31:11","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2014\/05\/06\/contabilidade-criativa-debate-conclui-que-governo-esconde-realidade-economica\/"},"modified":"2014-05-06T19:31:11","modified_gmt":"2014-05-06T22:31:11","slug":"contabilidade-criativa-debate-conclui-que-governo-esconde-realidade-economica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2014\/05\/06\/contabilidade-criativa-debate-conclui-que-governo-esconde-realidade-economica\/","title":{"rendered":"Contabilidade criativa: debate conclui que governo esconde realidade econ\u00f4mica"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: tahoma, geneva, sans-serif; font-size: 14px;\">O governo federal usa manobras cont&aacute;beis &ndash; que vem se convencionando chamar de &ldquo;<a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Contabilidade_criativa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">contabilidade criativa<\/a>&rdquo; &ndash; para esconder a expans&atilde;o da despesa p&uacute;blica, do d&eacute;ficit e da d&iacute;vida governamental. A conclus&atilde;o &eacute; do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) ap&oacute;s ouvir especialistas em finan&ccedil;as e transpar&ecirc;ncia p&uacute;blica em audi&ecirc;ncia p&uacute;blica promovida pela Comiss&atilde;o de Direitos Humanos (CDH) na manh&atilde; desta segunda-feira (5).<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:tahoma,geneva,sans-serif;\">O crescimento dos restos a pagar (despesas empenhadas, mas n&atilde;o pagas dentro do exerc&iacute;cio financeiro), a posterga&ccedil;&atilde;o de transfer&ecirc;ncias de receitas para estados e munic&iacute;pios e a prorroga&ccedil;&atilde;o de repasses do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) foram alguns dos pontos criticados durante o debate.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:tahoma,geneva,sans-serif;\">&ndash; A audi&ecirc;ncia mostrou com clareza que o governo est&aacute; usando artif&iacute;cios para esconder a realidade da economia. O povo vai votar nestas elei&ccedil;&otilde;es sem saber a realidade da economia. Essa contabilidade criativa se esgota. Eu temo que quando isso estourar a insatisfa&ccedil;&atilde;o popular ir&aacute; &agrave;s ruas com uma for&ccedil;a nunca vista antes &ndash; disse o senador.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:tahoma,geneva,sans-serif;\">Conforme dados apresentados pela Associa&ccedil;&atilde;o Contas Abertas, os restos a pagar (RAP) inclu&iacute;dos no Or&ccedil;amento de 2014 da Uni&atilde;o somam R$ 218,4 bilh&otilde;es, montante 23,6% maior que o do ano passado. Em 2013, esse montante foi de R$ 176,7 bilh&otilde;es. Apesar de os restos a pagar superarem os R$ 200 bilh&otilde;es, o governo s&oacute; tem &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o R$ 33,6 bilh&otilde;es de anos anteriores para gastar imediatamente. O valor refere-se aos valores j&aacute; processados. Ou seja: verbas que passaram pela fase de liquida&ccedil;&atilde;o e podem ser executadas a qualquer momento.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t <!--more-->  <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<strong><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:tahoma,geneva,sans-serif;\">Super&aacute;vit inflado<\/span><\/span><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:tahoma,geneva,sans-serif;\">De acordo com a jornalista Dyelle Menezes, da Associa&ccedil;&atilde;o Contas Abertas, a pr&aacute;tica do governo de prorrogar pagamentos previstos de um ano para o outro colaborou para elevar o resultado do super&aacute;vit prim&aacute;rio de 2013. O resultado prim&aacute;rio &eacute; a diferen&ccedil;a entre receitas e despesas do governo, excluindo-se da conta as receitas e despesas com juros.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:tahoma,geneva,sans-serif;\">&ndash; O resultado prim&aacute;rio foi inflado por manobras or&ccedil;ament&aacute;rias. Essa passagem do Or&ccedil;amento de um ano para o ano seguinte fere o princ&iacute;pio da anualidade do Or&ccedil;amento e forma um Or&ccedil;amento paralelo. Um exemplo disso &eacute; que dos R$ 42 bilh&otilde;es investidos no ano passado apenas 16 bilh&otilde;es eram do Or&ccedil;amento do ano. O restante era proveniente dos restos a pagar. Isso &eacute; uma bola de neve! &ndash; advertiu Dyelle.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:tahoma,geneva,sans-serif;\">Segundo a organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental, as contas do governo carecem de transpar&ecirc;ncia. Mesma opini&atilde;o manifestou Mansueto Almeida, especialista em finan&ccedil;as p&uacute;blicas do Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada (Ipea). Segundo ele, os restos a pagar vm sendo utilizados para inflar artificialmente o resultado prim&aacute;rio.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:tahoma,geneva,sans-serif;\">&ndash; O governo n&atilde;o paga, ele espera a virada do ano para pagar. &Eacute; muito claro que foi isso que ocorreu este ano. A despesa do setor p&uacute;blico em janeiro &eacute; menor do que a de dezembro. Neste ano, foi o contr&aacute;rio porque o governo represou v&aacute;rias das despesas de 2013 para janeiro de 2014. Resto a pagar &eacute; um problema porque o governo pode empenhar tudo que &eacute; obrigat&oacute;rio na &aacute;rea de educa&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de e ele pode atrasar bastante o pagamento &ndash; apontou.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<strong><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:tahoma,geneva,sans-serif;\">Caixa Econ&ocirc;mica Federal<\/span><\/span><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:tahoma,geneva,sans-serif;\">J&aacute; o diretor-executivo da Caixa Econ&ocirc;mica Federal (CEF), Paulo Henrique Bezerra, se limitou a negar que o banco tenha encerrado ilegalmente contas inativas e confiscado R$ 719 milh&otilde;es de recursos de depositantes da caderneta de poupan&ccedil;a no ano passado, quando cerca de 500 mil contas foram encerradas.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:tahoma,geneva,sans-serif;\">Os recursos dessas contas foram registrados como receitas operacionais, o que elevou o lucro l&iacute;quido da Caixa em R$ 420 milh&otilde;es no balan&ccedil;o de 2012 (depois do pagamento de tributos).<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:tahoma,geneva,sans-serif;\">Bezerra enfatizou que o encerramento ocorreu conforme as regras determinadas pelo Banco Central (BC) e pelo Conselho Monet&aacute;rio Nacional (CMN), sem nenhuma ilegalidade.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:tahoma,geneva,sans-serif;\">Ele sustentou tamb&eacute;m que nenhum cliente teve preju&iacute;zo e que o correntista pode reaver os recursos, com corre&ccedil;&atilde;o, assim que regularizar a situa&ccedil;&atilde;o cadastral. Entre 13 de janeiro e 30 de abril, foram pagos R$ 5 milh&otilde;es a 3.391 clientes que procuraram o banco. O valor corresponde a aproximadamente 0,7% do saldo e da quantidade de contas encerrada.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:tahoma,geneva,sans-serif;\">&ndash; Somente 0,7% procuraram a Caixa. Acreditamos que isso refor&ccedil;a a afirma&ccedil;&atilde;o que n&oacute;s fizemos aqui quanto aos esfor&ccedil;os adotados ao longo de dez anos para regulariza&ccedil;&atilde;o dessas contas. Os direitos dos clientes foram preservados ao longo de todo esse processo e continuam preservados &ndash; disse o diretor da Caixa.<\/span><\/span><\/div>\n<div> \t&nbsp;<\/div>\n<div> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:tahoma,geneva,sans-serif;\">Fonte: <a href=\"http:\/\/www12.senado.gov.br\/noticias\/materias\/2014\/05\/05\/contabilidade-criativa-debate-conclui-que-governo-esconde-realidade-economica\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ag&ecirc;ncia Senado, 05\/05\/2014<\/a><\/span><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo federal usa manobras cont&aacute;beis &ndash; que vem se convencionando chamar de &ldquo;contabilidade criativa&rdquo;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-1519","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-contabilidade-publica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1519","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1519"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1519\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1519"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1519"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1519"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}