{"id":1402,"date":"2013-03-05T15:44:43","date_gmt":"2013-03-05T15:44:43","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2013\/03\/05\/o-peso-do-imposto-de-renda-sobre-as-pessoas-fisicas\/"},"modified":"2013-03-05T15:44:43","modified_gmt":"2013-03-05T15:44:43","slug":"o-peso-do-imposto-de-renda-sobre-as-pessoas-fisicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2013\/03\/05\/o-peso-do-imposto-de-renda-sobre-as-pessoas-fisicas\/","title":{"rendered":"O peso do Imposto de Renda sobre as pessoas f\u00edsicas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 16px\"><strong><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">O Fisco, ganhando sempre<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.alcantara.pro.br\/novo\/images\/stories\/cargatributaria.jpg\" style=\"width: 218px; float: left; height: 155px\" \/>O necess&aacute;rio ajuste de contas do contribuinte com o Fisco, que dever&aacute; ser feito em mar&ccedil;o e abril, poderia ser apenas uma tarefa extra dos brasileiros com renda regular se, ao seu final, muitos que se dessem ao trabalho de fazer algumas contas n&atilde;o constatassem que pagar&atilde;o proporcionalmente mais Imposto de Renda (IR) do que pagaram no ano anterior. Tem sido assim pelo menos desde 1996. &Eacute; verdade que, hoje, o contribuinte perde para o Fisco menos do que perdia na d&eacute;cada passada. Mas, de maneira impercept&iacute;vel para muitos, a carga tribut&aacute;ria sobe sempre.&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">&Eacute; conhecido o mecanismo pelo qual &#8211; por omiss&atilde;o deliberada ou por corre&ccedil;&atilde;o insuficiente &#8211; o governo aumenta a tributa&ccedil;&atilde;o sobre a renda. Trata-se da n&atilde;o corre&ccedil;&atilde;o, como ocorreu entre 1996 e 2001, ou da corre&ccedil;&atilde;o insuficiente, como ocorre desde 2007, da tabela do Imposto de Renda, que define o enquadramento dos contribuintes nas diferentes al&iacute;quotas e fixa o limite de isen&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Estudo divulgado pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco) constatou que, em 16 anos, a defasagem da tabela do Imposto de Renda Pessoa F&iacute;sica (IRPF) alcan&ccedil;ou 66,4%. Ou seja, se tivesse acompanhado a infla&ccedil;&atilde;o do per&iacute;odo 1996-2012, descontos e isen&ccedil;&otilde;es teriam de ser dois ter&ccedil;os maiores.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Para a declara&ccedil;&atilde;o a ser feita em 2013, essa tabela teve corre&ccedil;&atilde;o de 4,5% em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; do ano anterior. Esse porcentual, que vem sendo aplicado desde 2007, &eacute; igual ao centro da meta de infla&ccedil;&atilde;o definida pelo Conselho Monet&aacute;rio Nacional para balizar a pol&iacute;tica monet&aacute;ria conduzida pelo Banco Central.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">A corre&ccedil;&atilde;o anual, mesmo que por um porcentual prefixado, &eacute; menos danosa para o contribuinte do que a inexist&ecirc;ncia de qualquer corre&ccedil;&atilde;o, como j&aacute; ocorreu. Mas n&atilde;o &eacute; suficiente. Para ter uma ideia das perdas, basta lembrar que a infla&ccedil;&atilde;o foi de 5,90% em 2008, 4,31% em 2009, 5,91% em 2010, 6,50% em 2011 e 5,85% em 2012. Nesse per&iacute;odo, apenas em um ano ficou abaixo do centro da meta; nos demais, ficou bem acima.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Com o reajuste, a faixa de isen&ccedil;&atilde;o para o recolhimento do IR passou de R$ 1.637,11 em 2012 para R$ 1.710,78 em 2013. Se, desde 1996, a tabela tivesse sido corrigida de acordo com a infla&ccedil;&atilde;o, a faixa de isen&ccedil;&atilde;o seria de R$ 2.784,81. A defasagem se repete, na mesma propor&ccedil;&atilde;o, na defini&ccedil;&atilde;o das faixas das al&iacute;quotas.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Isso significa que mais pessoas s&atilde;o obrigadas a recolher Imposto de Renda, pois seu rendimento, mesmo tendo sido corrigido somente de acordo com os porcentuais definidos em negocia&ccedil;&otilde;es trabalhistas, ultrapassou o limite de isen&ccedil;&atilde;o. Das que j&aacute; recolhiam, muitas recolhem parcelas cada vez maiores de seus rendimentos com base em al&iacute;quotas mais altas. Em resumo, a carga tribut&aacute;ria aumentou para todas essas pessoas.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Proporcionalmente, o efeito negativo da corre&ccedil;&atilde;o insuficiente da tabela &eacute; mais perverso para quem ganha menos. Num exemplo apresentado ao jornal O Globo (24\/2) pelo diretor de Estudos T&eacute;cnicos do Sindifisco, Luiz Antonio Benedito, um contribuinte com renda mensal de R$ 3 mil pagaria R$ 29,44 de imposto se a tabela tivesse sido corrigida integralmente de acordo com a infla&ccedil;&atilde;o. Com a corre&ccedil;&atilde;o insuficiente, o mesmo contribuinte ter&aacute; de recolher R$ 129,39, ou quase 340% mais. J&aacute; quem ganha R$ 100 mil pagar&aacute; R$ 26.709; se a tabela tivesse tido corre&ccedil;&atilde;o integral, pagaria R$ 26.295. No &uacute;ltimo exemplo, a varia&ccedil;&atilde;o se reduz para 1,6%.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Al&eacute;m da corre&ccedil;&atilde;o insuficiente da tabela, as regras do IRPF imp&otilde;em outras perdas aos contribuintes. Alguns limites de dedu&ccedil;&otilde;es s&atilde;o irrealmente baixos, como os permitidos para despesas com educa&ccedil;&atilde;o do declarante ou de seus dependentes.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">N&atilde;o &eacute; de estranhar que, desse modo, seja cada vez maior, proporcionalmente, o n&uacute;mero de declarantes que, conclu&iacute;da a declara&ccedil;&atilde;o de ajuste anual com o Fisco, constatam que ainda ter&atilde;o de recolher mais imposto. At&eacute; o in&iacute;cio da d&eacute;cada passada, cerca de um ter&ccedil;o dos declarantes constatava que ainda tinha imposto a recolher depois de conclu&iacute;da a declara&ccedil;&atilde;o. Hoje, mais da metade precisa recolher imposto adicional ao que recolheu ao longo do exerc&iacute;cio.<\/span><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><strong>Fonte<\/strong>: <a href=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/noticias\/impresso,o-fisco-ganhando-sempre-,1003455,0.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jornal Estado de S&atilde;o Paulo<\/a><\/span><\/span><\/p>\n<hr \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Fisco, ganhando sempre &nbsp; O necess&aacute;rio ajuste de contas do contribuinte com o Fisco,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[121],"tags":[],"class_list":["post-1402","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-imposto-de-renda"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1402","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1402"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1402\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1402"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1402"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1402"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}