{"id":1383,"date":"2013-01-07T16:38:11","date_gmt":"2013-01-07T19:38:11","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2013\/01\/07\/a-nova-heranca-maldita\/"},"modified":"2013-01-07T16:38:11","modified_gmt":"2013-01-07T19:38:11","slug":"a-nova-heranca-maldita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2013\/01\/07\/a-nova-heranca-maldita\/","title":{"rendered":"A nova heran\u00e7a maldita"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: right;\"> \t<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14px;\">O Estado de S.Paulo<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A manobra do governo para improvisar R$ 15,8 bilh&otilde;es de receita e maquiar as contas de 2012 foi mais uma prova do firme compromisso da presidente Dilma Rousseff com o atraso e o subdesenvolvimento. Em apenas dois anos ela conseguiu bem mais que a triste fa&ccedil;anha de um crescimento acumulado inferior a 4%. Qualquer pa&iacute;s pode atravessar uma fase de estagna&ccedil;&atilde;o e sair da crise mais forte e preparado para um longo per&iacute;odo de expans&atilde;o. O Brasil poder&aacute; at&eacute; se mover um pouco mais em 2013, mas ningu&eacute;m deve iludir-se quanto &agrave;s perspectivas de m&eacute;dio prazo. As bases de uma economia saud&aacute;vel, promissora e atraente para empreendedores de longo prazo est&atilde;o sendo minadas por uma pol&iacute;tica voluntarista, imediatista, populista e irrespons&aacute;vel, embalada num mal costurado discurso desenvolvimentista.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O governo manchou mais uma vez sua imagem e sua credibilidade ao montar uma opera&ccedil;&atilde;o com o Fundo Soberano e dois bancos estatais para encenar o cumprimento da meta fiscal. O truque, s&oacute; conhecido publicamente nesta semana, foi um complemento perfeito do pacota&ccedil;o do fim de ano.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Sem disposi&ccedil;&atilde;o para cobrar do Congresso a aprova&ccedil;&atilde;o do Or&ccedil;amento at&eacute; 31 de dezembro, a presidente assinou medida provis&oacute;ria (MP) para liberar desde o in&iacute;cio do ano R$ 42,5 bilh&otilde;es. A Constitui&ccedil;&atilde;o, no entanto, s&oacute; autoriza esse procedimento para despesas &quot;imprevis&iacute;veis e urgentes&quot;, decorrentes de guerra, como&ccedil;&atilde;o interna ou calamidade p&uacute;blica. Ainda antes do r&eacute;veillon, a presidente embutiu num projeto de lei complementar sobre a d&iacute;vida de Estados e munic&iacute;pios um dispositivo para afrouxar a Lei de Responsabilidade Fiscal e facilitar a distribui&ccedil;&atilde;o de benef&iacute;cios tribut&aacute;rios sem os cuidados indispens&aacute;veis ao equil&iacute;brio das contas. Como a sa&uacute;de or&ccedil;ament&aacute;ria &eacute; irrelevante, o Executivo ainda aproveitou a virada do ano para reduzir os juros cobrados pelo Tesouro no repasse de recursos ao BNDES.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Esses repasses totalizaram R$ 285 bilh&otilde;es a partir de 2009, quando o Executivo decidiu estimular com recursos or&ccedil;ament&aacute;rios o cr&eacute;dito para investimento. Lan&ccedil;ada como a&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria contra a recess&atilde;o, a transfer&ecirc;ncia de verbas do Tesouro ao BNDES foi mantida nos anos seguintes, numa crescente e perigosa promiscuidade financeira. Com essa pol&iacute;tica, o Executivo ressuscitou, com nova apar&ecirc;ncia, a famigerada conta movimento, extinta no fim dos anos 80 depois de grandes danos &agrave;s pol&iacute;ticas fiscal e monet&aacute;ria.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A elimina&ccedil;&atilde;o dessa conta foi um dos primeiros passos de um longo e dif&iacute;cil trabalho de recupera&ccedil;&atilde;o dos principais instrumentos da estabilidade macroecon&ocirc;mica. As pol&iacute;ticas monet&aacute;ria e fiscal s&oacute; seriam efetivamente restabelecidas depois do lan&ccedil;amento do Plano Real, em 1994. A tarefa s&oacute; seria completada entre 1999 e 2000, quando se articularam as pol&iacute;ticas de meta de infla&ccedil;&atilde;o, meta fiscal e c&acirc;mbio flutuante. A Lei de Responsabilidade Fiscal, aprovada em 2000, refor&ccedil;aria nos anos seguintes um novo padr&atilde;o para as finan&ccedil;as p&uacute;blicas.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O trip&eacute; formado pelas pol&iacute;ticas monet&aacute;ria, cambial e fiscal foi mantido, em linhas gerais, at&eacute; 2010, mas com perigosa toler&acirc;ncia com a expans&atilde;o dos gastos federais e com uma infla&ccedil;&atilde;o quase sempre bem superior &agrave;quela observada nas economias mais competitivas. Al&eacute;m disso, a administra&ccedil;&atilde;o petista sempre desprezou, no governo federal, crit&eacute;rios de efici&ecirc;ncia, profissionalismo e impessoalidade. O partido aparelhou e loteou milhares de cargos no governo central e em suas empresas, comprometendo cada vez mais a gest&atilde;o e a capacidade de elabora&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o de projetos.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva sujeitou as estatais &agrave;s suas ambi&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e aos interesses partid&aacute;rios. A deteriora&ccedil;&atilde;o da Petrobr&aacute;s, o emperramento dos projetos de infraestrutura e a ampla corrup&ccedil;&atilde;o em v&aacute;rios minist&eacute;rios foram parte da heran&ccedil;a deixada &agrave; sua sucessora. A presidente Dilma Rousseff promoveu alguns acertos, mas, de modo geral, aperfei&ccedil;oou aquele triste legado com novas manifesta&ccedil;&otilde;es de voluntarismo e imediatismo, sem poupar sequer a prec&aacute;ria autonomia do Banco Central e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Uma nova heran&ccedil;a maldita, muito pior que a recebida em 2011, est&aacute; em forma&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Fonte: <a href=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/noticias\/impresso,a-nova-heranca-maldita-,981032,0.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Estado de S&atilde;o Paulo<\/a>&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<hr \/><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Estado de S.Paulo &nbsp; A manobra do governo para improvisar R$ 15,8 bilh&otilde;es de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-1383","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-contabilidade-publica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1383","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1383"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1383\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1383"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1383"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1383"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}