{"id":13732,"date":"2025-03-05T15:11:20","date_gmt":"2025-03-05T15:11:20","guid":{"rendered":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/?p=13732"},"modified":"2025-03-05T15:21:49","modified_gmt":"2025-03-05T15:21:49","slug":"artigo-evasao-fiscal-e-sobrevivencia-empresarial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2025\/03\/05\/artigo-evasao-fiscal-e-sobrevivencia-empresarial\/","title":{"rendered":"Artigo: Evas\u00e3o Fiscal e Sobreviv\u00eancia Empresarial"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Por Alexandre Alcantara<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi republicado pela MDPI Books, uma edi\u00e7\u00e3o especial da <em>Revista Economies<\/em>, tendo por tema <strong>Shadow Economy and Tax Evasion<\/strong> (Economia paralela e evas\u00e3o fiscal). Na pag\u00edna de divulga\u00e7\u00e3o da revista encontramos uma vis\u00e3o geral da tem\u00e1tica desta sele\u00e7\u00e3o de doze artigos.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><strong>Resumo<\/strong><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Economia paralela e evas\u00e3o fiscal s\u00e3o t\u00f3picos amplamente estudados em economia e ci\u00eancias comportamentais. Ainda assim, os determinantes do comportamento fiscal de indiv\u00edduos e empresas (incluindo aspectos psicol\u00f3gicos e normas e costumes sociais e culturais) n\u00e3o s\u00e3o totalmente compreendidos.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Al\u00e9m disso, quest\u00f5es relacionadas \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o, opera\u00e7\u00e3o e design de institui\u00e7\u00f5es formais capazes de neutralizar efetivamente esses dois fen\u00f4menos generalizados e relacionados permanecem (substancialmente) sem resposta. Finalmente, pol\u00edticas fiscais que lutam contra a economia paralela e a evas\u00e3o fiscal podem (pelo menos no curto prazo e em alguns pa\u00edses) ter efeitos adversos no crescimento econ\u00f4mico e no desemprego.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Esta reimpress\u00e3o de edi\u00e7\u00e3o especial contribuiu para melhorar a compreens\u00e3o de v\u00e1rios aspectos da economia paralela e da evas\u00e3o fiscal. Ela compreende 12 artigos, te\u00f3ricos e emp\u00edricos, por acad\u00eamicos e especialistas na \u00e1rea.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Dentre os artigos publicados, destaca-se <strong><em>Tax evasion and company survival: a brazilian case study<\/em><\/strong> (Evas\u00e3o Fiscal e Sobreviv\u00eancia Empresarial: um estudo de caso brasileiro), com a participa\u00e7\u00e3o do pesquisador e auditor fiscal da Sefaz Rio Grande do Sul, Jorge Luis Tonetto, que atualmente est\u00e1 cursando doutorado na Espanha. O resumo do estudo de Tonetto pode ser lido a seguir (grifos nossos):<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">As empresas enfrentam desafios significativos de crescimento e sobreviv\u00eancia em mercados altamente competitivos. Muitas empresas deixam de cumprir suas obriga\u00e7\u00f5es fiscais, o que priva a sociedade de recursos essenciais e frequentemente resulta em penalidades fiscais. Este artigo examina se as empresas que recebem multas fiscais por sonega\u00e7\u00e3o t\u00eam uma expectativa de vida maior ou menor em compara\u00e7\u00e3o com aquelas que cumprem consistentemente as regulamenta\u00e7\u00f5es fiscais. Para analisar as taxas de sobreviv\u00eancia, o estimador de Kaplan-Meier e o modelo de regress\u00e3o de Cox foram aplicados, considerando fatores como tamanho da empresa, setor, localiza\u00e7\u00e3o e multas por sonega\u00e7\u00e3o fiscal. O estudo incluiu dados de 11.297 empresas estabelecidas em 2017, no Rio Grande do Sul, Brasil. Os resultados indicam que as empresas multadas por sonega\u00e7\u00e3o fiscal tiveram uma taxa de sobreviv\u00eancia maior (69%) em compara\u00e7\u00e3o com aquelas sem multas (38%) at\u00e9 2023. <strong>Isso sugere que as multas podem servir como uma medida corretiva, ajudando as empresas a se realinharem e melhorarem suas chances de sobreviv\u00eancia. Al\u00e9m disso, o estudo mostra que as empresas de m\u00e9dio porte enfrentam desafios significativos, possivelmente devido \u00e0 ultrapassagem dos limites de um regime tribut\u00e1rio simplificado<\/strong>. Este estudo destaca a import\u00e2ncia da pesquisa cont\u00ednua em diferentes regi\u00f5es e pa\u00edses para validar essas descobertas e aprimorar as estrat\u00e9gias de administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A revista est\u00e1 dispon\u00edvel para download gratuito em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.mdpi.com\/journal\/economies\/special_issues\/38NB8KIPP1\">https:\/\/www.mdpi.com\/journal\/economies\/special_issues\/38NB8KIPP1<\/a>&gt;<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #3366ff; font-size: 14pt;\"><strong>Com ajuda de intelig\u00eancia artificial, disponibilizamos um resumo expandido e estruturado do artigo<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>\u201cEvas\u00e3o Fiscal e Sobreviv\u00eancia Empresarial: Um Estudo de Caso Brasileiro\u201d<\/strong><\/p>\n<p>O estudo investiga a rela\u00e7\u00e3o entre sonega\u00e7\u00e3o fiscal e a sobreviv\u00eancia de empresas no Brasil, com foco em empresas fundadas em 2017 no estado do Rio Grande do Sul. A pesquisa utiliza modelos estat\u00edsticos como o estimador de Kaplan-Meier e a regress\u00e3o de Cox para analisar a evolu\u00e7\u00e3o das empresas que receberam multas por sonega\u00e7\u00e3o fiscal em compara\u00e7\u00e3o com aquelas que cumpriram integralmente suas obriga\u00e7\u00f5es fiscais.<\/p>\n<p>Os resultados indicam que as empresas multadas por sonega\u00e7\u00e3o tiveram uma taxa de sobreviv\u00eancia maior (69%) em compara\u00e7\u00e3o com as que n\u00e3o foram multadas (38%) at\u00e9 2023. Isso sugere que as multas podem atuar como um mecanismo corretivo, permitindo que as empresas se ajustem e melhorem suas chances de continuidade. O estudo tamb\u00e9m destaca desafios enfrentados por empresas de m\u00e9dio porte, possivelmente devido \u00e0 transi\u00e7\u00e3o para regimes tribut\u00e1rios mais complexos.<\/p>\n<p><strong>Objetivo do estudo<\/strong>:<\/p>\n<ul>\n<li>Analisar se empresas que receberam multas por sonega\u00e7\u00e3o fiscal possuem uma taxa de sobreviv\u00eancia maior ou menor em compara\u00e7\u00e3o com as que cumprem suas obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Metodologia<\/strong>:<\/p>\n<ul>\n<li>Uso do <strong>estimador de Kaplan-Meier<\/strong> e do <strong>modelo de regress\u00e3o de Cox<\/strong> para an\u00e1lise de sobreviv\u00eancia.<\/li>\n<li>Dados de <strong>11.297 empresas<\/strong> registradas no Rio Grande do Sul em 2017.<\/li>\n<li>Classifica\u00e7\u00e3o das empresas por <strong>porte (pequenas, m\u00e9dias e grandes)<\/strong> e <strong>setor de atividade<\/strong>.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Principais resultados<\/strong>:<\/p>\n<ul>\n<li>A taxa de sobreviv\u00eancia das empresas diminuiu ao longo do tempo, com um decl\u00ednio mais acentuado nos primeiros anos e durante a pandemia de COVID-19.<\/li>\n<li>As empresas multadas por sonega\u00e7\u00e3o tiveram uma <strong>taxa de sobreviv\u00eancia de 69%<\/strong>, enquanto as empresas sem multas apresentaram <strong>uma taxa de apenas 38%<\/strong>.<\/li>\n<li>As empresas de <strong>grande porte<\/strong> tiveram a maior taxa de sobreviv\u00eancia (79%), enquanto as <strong>empresas m\u00e9dias tiveram a menor taxa (34%)<\/strong>, o que desafia a rela\u00e7\u00e3o esperada entre tamanho e longevidade.<\/li>\n<li><strong>Setores como agricultura e ind\u00fastria<\/strong> apresentaram taxas de sobreviv\u00eancia mais altas (60% e 46%, respectivamente).<\/li>\n<li>As empresas que receberam <strong>multas por sonega\u00e7\u00e3o de impostos durante o transporte de mercadorias<\/strong> tiveram uma taxa de sobreviv\u00eancia significativamente maior.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Conclus\u00f5es<\/strong>:<\/p>\n<ul>\n<li>As multas por sonega\u00e7\u00e3o <strong>n\u00e3o implicam necessariamente o fechamento das empresas<\/strong>, podendo funcionar como um mecanismo corretivo.<\/li>\n<li>Empresas pequenas e grandes que foram multadas apresentam um <strong>efeito positivo na sobreviv\u00eancia<\/strong>, enquanto esse efeito \u00e9 menor em empresas de m\u00e9dio porte.<\/li>\n<li>As empresas localizadas em <strong>regi\u00f5es metropolitanas<\/strong> t\u00eam <strong>menores taxas de sobreviv\u00eancia<\/strong>, enquanto aquelas melhores situadas em outras regi\u00f5es apresentam chances de continuidade.<\/li>\n<li>H\u00e1 uma necessidade de <strong>ajustes no regime tribut\u00e1rio simplificado<\/strong>, especialmente para empresas de m\u00e9dio porte, para facilitar sua transi\u00e7\u00e3o para regimes mais complexos.<\/li>\n<\/ul>\n<blockquote><p>O estudo destaca a import\u00e2ncia de pesquisas futuras para verificar se essas tend\u00eancias se repetem em outras regi\u00f5es e pa\u00edses, contribuindo para o aprimoramento das pol\u00edticas de administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Alexandre Alcantara Foi republicado pela MDPI Books, uma edi\u00e7\u00e3o especial da Revista Economies, 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