{"id":1355,"date":"2012-11-21T13:01:38","date_gmt":"2012-11-21T16:01:38","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2012\/11\/21\/quem-sobrevivera-ao-sped\/"},"modified":"2012-11-21T13:01:38","modified_gmt":"2012-11-21T16:01:38","slug":"quem-sobrevivera-ao-sped","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2012\/11\/21\/quem-sobrevivera-ao-sped\/","title":{"rendered":"QUEM SOBREVIVER\u00c1 AO SPED?"},"content":{"rendered":"<p> \t&nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align: right;\"> \t<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14px;\">Por Reginaldo de Oliveira<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Mudar h&aacute;bitos arraigados n&atilde;o &eacute; tarefa f&aacute;cil. Mais dif&iacute;cil ainda &eacute; passar por transforma&ccedil;&otilde;es abruptas com caracter&iacute;sticas de catarse. Imagine a dificuldade de um boxeador que da noite para o dia se v&ecirc; obrigado a seguir a carreira de bailarino. &Eacute; mais ou menos isso o que est&aacute; acontecendo com uma gama variada de empres&aacute;rios. H&aacute; pouco tempo um comerciante do centro de Bel&eacute;m do Par&aacute; recebeu v&aacute;rias ofertas vantajosas de aquisi&ccedil;&atilde;o de pontos comerciais bem situados. Os ofertantes s&atilde;o empres&aacute;rios vencidos pelo paroxismo burocr&aacute;tico dos controles fiscais. Esse pessoal simplesmente n&atilde;o conseguiu segurar a onda de mudan&ccedil;as radicais que vem balan&ccedil;ando as estruturas de empreendimentos anteriormente tidos como s&oacute;lidos e inabal&aacute;veis. Essa dita onda tsun&acirc;mica est&aacute; deixando muita gente desorientada e sem nenhuma alternativa para salvar os neg&oacute;cios, visto que h&aacute;bitos forjados no molde da sonega&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria dificilmente ser&atilde;o modificados, n&atilde;o importando a press&atilde;o dos controles mirabolantes imposta pelo Fisco. Os ventos da mudan&ccedil;a de paradigma j&aacute; s&atilde;o percept&iacute;veis h&aacute; muito tempo. O problema &eacute; que os alertas fiscais n&atilde;o foram levados a s&eacute;rio. Agora, a brisa l&aacute; de tr&aacute;s j&aacute; se transformou num vendaval e logo, logo, ir&aacute; adquirir propor&ccedil;&otilde;es de um furac&atilde;o a devastar estruturas administrativas mal constru&iacute;das.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O modelo de gest&atilde;o vigente nessas empresas enfermas s&oacute; considera exist&ecirc;ncia dos setores financeiro e comercial. O setor administrativo &eacute; uma coisa que sempre est&aacute; meio que &agrave; deriva; uma coisa que vai se ajeitando por si s&oacute;. Os respons&aacute;veis por essas administra&ccedil;&otilde;es emp&iacute;ricas n&atilde;o conseguem sequer identificar as causas da sua inefici&ecirc;ncia, como tamb&eacute;m n&atilde;o conseguem compreender a natureza das a&ccedil;&otilde;es bem sucedidas que alavancaram o desempenho do concorrente que est&aacute; rodando fiscalmente a 100%. O empres&aacute;rio tradicionalista n&atilde;o costuma perder tempo com assuntos que n&atilde;o envolvam compra e venda. Seus funcion&aacute;rios s&atilde;o toscos e de baix&iacute;ssima capacita&ccedil;&atilde;o profissional. Sua estrutura de inform&aacute;tica &eacute; m&iacute;nima. Seu controle interno tem mais furos do que um queijo su&iacute;&ccedil;o. Ou seja, a sustentabilidade do neg&oacute;cio est&aacute; diretamente ligada &agrave; pr&aacute;tica da sonega&ccedil;&atilde;o de tributos. A sonega&ccedil;&atilde;o &eacute; o contrapeso da inefici&ecirc;ncia.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A nota fiscal eletr&ocirc;nica, coluna mestra do projeto SPED, est&aacute; perturbando as rela&ccedil;&otilde;es do comerciante com o seu fornecedor e tamb&eacute;m com o seu contador. O fornecedor j&aacute; est&aacute; trabalhando com nota &ldquo;cheia&rdquo; e assim &ldquo;entregando&rdquo; a opera&ccedil;&atilde;o para o Fisco; n&atilde;o deixando margem para ajustes na escritura&ccedil;&atilde;o fiscal. Alguns contadores n&atilde;o conseguem aplicar na escritura&ccedil;&atilde;o de todos os seus clientes a plenitude da complexidade das obriga&ccedil;&otilde;es fiscais; eles acabam trabalhando apenas na superf&iacute;cie do problema, enquanto que l&aacute; nas profundezas o resultado da inobserv&acirc;ncia de tantas novas e complexas normas fiscais &eacute; um s&eacute;rio risco aos neg&oacute;cios do cliente. N&atilde;o &agrave; toa, cresce ostensivamente a insatisfa&ccedil;&atilde;o e inquieta&ccedil;&atilde;o de empres&aacute;rios quanto &agrave; qualidade dos seus controles fiscais.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Quando uma sucuri engole um bezerro, ela fica l&aacute;, parada, convivendo com aquela deformidade at&eacute; conseguir fazer a digest&atilde;o completa. &Eacute; mais ou menos isso o que aconteceu com o Fisco. O SPED est&aacute; l&aacute;, aquela coisa monstruosa na barriga, que pelo visto ainda vai demorar muito tempo para ser digerido. A pr&oacute;pria Receita Federal est&aacute; atolada no mundar&eacute;u de normatiza&ccedil;&otilde;es e procedimentos que empurrou goela abaixo de contribuintes absolutamente despreparados. Nas secretarias de fazenda estaduais a defici&ecirc;ncia dos processos gerenciais &eacute; mais cr&iacute;tica. Quanto aos contribuintes, n&atilde;o existe preparo suficiente, principalmente das empresas pequenas, para se aprofundar no detalhamento e na sofistica&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica do SPED. A Secretaria de Fazenda de Rond&ocirc;nia n&atilde;o conseguiu conferir objetividade ao gerenciamento da substitui&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria interna de ICMS, de tal forma que se viu obrigada a repristinar uma norma legal por pura falta de estrutura de tecnologia e de pessoal qualificado. O fato &eacute; que cada estado segue seu pr&oacute;prio ritmo; uns mais r&aacute;pidos, outros mais lentos. A SEFAZ\/AM disp&otilde;e de um servi&ccedil;o que falta a algumas secretarias de fazenda Brasil afora, que &eacute; a disponibilidade aos contribuintes via internet, das notas fiscais emitidas e recebidas. Mesmo com todos esses desencontros, &eacute; bom ressaltar que o Fisco est&aacute; debru&ccedil;ado na an&aacute;lise detalhada de diversas opera&ccedil;&otilde;es fiscais. Sabe-se que no estado de Pernambuco, alguns contribuintes j&aacute; s&atilde;o alertados pela Secretaria de Fazenda via liga&ccedil;&atilde;o telef&ocirc;nica de que um determinado produto do estoque est&aacute; com saldo negativo.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O complicado da coisa &eacute; que n&atilde;o &eacute; preciso somente haver disposi&ccedil;&atilde;o de acabar com a sonega&ccedil;&atilde;o e rodar fiscalmente a 100%. O problema &eacute; que se tudo for pago o caixa quebra e a empresa fecha as portas. O cerco fiscal via SPED est&aacute; finalmente mostrando que a carga tribut&aacute;ria &eacute; insustent&aacute;vel. Muitos que decidiram cumprir &agrave; risca a insanidade das regras fiscais est&atilde;o quebrando. O problema n&atilde;o &eacute; s&oacute; pagar. Problema maior &eacute; cumprir as ultra complexas normas de controle fiscal, que exigem um alt&iacute;ssimo custo para construir uma megaestrutura administrativa que envolve sistemas car&iacute;ssimos de inform&aacute;tica e mudan&ccedil;as radicais nos modelos de gest&atilde;o, al&eacute;m de altos investimentos no quadro de profissionais especializados, sendo que tais profissionais especializados s&atilde;o cada vez mais dif&iacute;ceis de achar.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Um renomado consultor empresarial paulista disse que n&atilde;o existe mentalidade empresarial no Brasil. Prova disso s&atilde;o aqueles que mesmo querendo se adaptar aos novos tempos, n&atilde;o sabem como faz&ecirc;-lo. Esse pessoal n&atilde;o possui conhecimentos sobre tributos, inform&aacute;tica, contabilidade, gest&atilde;o financeira, gest&atilde;o de pessoas, planejamento etc. Tal ignor&acirc;ncia os torna presas f&aacute;ceis de consultores e de vendedores de solu&ccedil;&otilde;es de gest&atilde;o empresarial mal intencionados.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr \/>\n<p> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Publicado no Jornal do Commercio dia 21\/11\/2012 &#8211; A101<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">http:\/\/regecontabilidade.blogspot.com.br<\/span><\/span> \t<\/p>\n<hr \/><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Por Reginaldo de Oliveira &nbsp; Mudar h&aacute;bitos arraigados n&atilde;o &eacute; tarefa f&aacute;cil. 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