{"id":1352,"date":"2012-11-12T04:39:27","date_gmt":"2012-11-12T04:39:27","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2012\/11\/12\/a-boa-noticia-um-alerta-e-os-impostos\/"},"modified":"2012-11-12T04:39:27","modified_gmt":"2012-11-12T04:39:27","slug":"a-boa-noticia-um-alerta-e-os-impostos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2012\/11\/12\/a-boa-noticia-um-alerta-e-os-impostos\/","title":{"rendered":"A boa not\u00edcia, um alerta e os impostos"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: right;\"> \t<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14px;\">por Roberto Abdenur*<\/span><\/div>\n<div> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Traz uma boa not&iacute;cia o &Iacute;ndice de Economia Subterr&acirc;nea (IES), estudo que estima os valores de atividades deliberadamente n&atilde;o declaradas aos poderes p&uacute;blicos com o objetivo de sonegar impostos e daquelas de quem se encontra na informalidade por for&ccedil;a da tributa&ccedil;&atilde;o e burocracia excessivas. Em 2011, ele representou 16,8% do PIB, o que corresponde a R$ 695,7 bilh&otilde;es.&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A not&iacute;cia &eacute; muito boa porque, no ano anterior, o tamanho estimado do IES foi de 17,7% do PIB, ou R$ 715,1 bilh&otilde;es. O estudo sobre o IES vem sendo realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas (IBRE\/FGV), em conjunto com o Instituto Brasileiro de &Eacute;tica Concorrencial (ETCO), desde 2003, quando a Economia su bterr&acirc;nea foi estimada em 21% do PIB.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Entre 2004 e 2006, o tamanho estimado dessa Economia ficou em torno de 20%. Em 2007, baixou para 19,5%, como resultado do crescimento do trabalho formal. A situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica do Pa&iacute;s, o crescimento da classe C e as boas perspectivas para o futuro comprovavam a Tend&ecirc;ncia de formaliza&ccedil;&atilde;o do emprego. Em 2008 e 2009, o IES foi de 18,7% e 18,5%, respectivamente, o que continuou confirmando a Tend&ecirc;ncia de redu&ccedil;&atilde;o das atividades que correm &agrave; margem da Economia formal.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A&iacute; vem o alerta. Chegar aos n&iacute;veis dos pa&iacute;ses desenvolvidos &ndash; onde o IES fica ao redor de 10% &ndash; parece distante, apesar do n&uacute;mero de 2011 (16,8%). &Eacute; que a Tend&ecirc;ncia d e queda pode estar chegando temporariamente ao limite no Brasil, em raz&atilde;o da perda do dinamismo da Economia e redu&ccedil;&atilde;o do ritmo de aumento do cr&eacute;dito.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A perda do dinamismo da Economia se traduz pela perspectiva de um Produto Interno Bruto (PIB) menor. Isso tende a afetar o mercado de trabalho, o que agrava o endividamento das fam&iacute;lias e dificulta o cr&eacute;dito. Passou o momento de deslumbramento com o consumo da nova classe m&eacute;dia, ao se perceber que tudo dependia de numerosas presta&ccedil;&otilde;es a serem honradas. Ademais da desacelera&ccedil;&atilde;o da economia, a alta Carga Tribut&aacute;ria tamb&eacute;m &eacute; fator de informaliza&ccedil;&atilde;o das atividades no Pa&iacute;s.&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O atual sistema tribut&aacute;rio eleva o custo da pro du&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria; prejudica a competitividade interna e externa; desestimula os investimentos; diminui o consumo; aumenta o desemprego; estimula a sonega&ccedil;&atilde;o fiscal e, como resultado geral, contribui para a informalidade e a Economia subterr&acirc;nea.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Comparando-se Carga Tribut&aacute;ria e PIB per capita, o Brasil fica muito mal colocado, segundo dados do Banco Mundial. Os tributos no Pa&iacute;s (36% do PIB) est&atilde;o no mesmo n&iacute;vel da R&uacute;ssia, Irlanda e Austr&aacute;lia, e superam Estados Unidos e Coreia do Sul. Mas esses pa&iacute;ses t&ecirc;m PIB per capita maior (tr&ecirc;s a cinco vezes) do que o nosso. Por outro lado, nossos impostos superam os de pa&iacute;ses como China e &Iacute;ndia, al&eacute;m de Argentina e M&eacute;xico, que t&ecirc;m PIB per capita mais semelhante ao brasileiro, e conosco competem.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A cobran&ccedil;a de tributos &eacute; vital para o Estado, mas o sistema tribut&aacute;rio deve estar em harmonia com outros fatores inerentes &agrave; atividade econ&ocirc;mica. No Brasil, al&eacute;m da carga tribut&aacute;ria, o problema reside na complexidade para o pagamento de impostos e na rigidez da legisla&ccedil;&atilde;o para quem atua na legalidade.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Outro estudo do Banco Mundial, denominado &ldquo;Paying Taxes&rdquo;, mostrou que, em 2008, uma empresa padr&atilde;o gastava nada menos que 2.600 horas no ano para pagar os impostos b&aacute;sicos no Brasil. Foi o pior resultado em todo o mundo. Nos Emirados &Aacute;rabes Unidos, por exemplo, eram 12 horas. Na Su&iacute;&ccedil;a, 63 horas. Na Venezuela, 864 horas.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O tempo gasto &eacute; consequ&ecirc;ncia direta da complexidade da legisla&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria, que de 1988 a 2005 teve incr&iacute;veis 3,4 milh&otilde;es de normas editadas. A simplifica&ccedil;&atilde;o e a racionaliza&ccedil;&atilde;o do sistema tribut&aacute;rio t&ecirc;m sido um dos maiores obst&aacute;culos para a moderniza&ccedil;&atilde;o da Economia brasileira. Na medida em que &eacute; usada como justificativa para a sonega&ccedil;&atilde;o de impostos, ela beneficia transgressores, deteriora o ambiente de neg&oacute;cios, afasta Investimentos e reduz o potencial de crescimento do Pa&iacute;s.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Um sistema mais simples, ao contr&aacute;rio, fomenta o setor produtivo, incentiva o consumo, promove emprego formal, eleva a renda dos trabalhadores, diminui a sonega&ccedil;&atilde;o fiscal e reduz a informalidade. N&atilde;o se trata, na presente etapa, de promover uma ampla reforma tribut&aacute;ria &ndash; e que pode exigir anos de debates e ajustes &ndash;, mas de estudar propostas pontuais que poder&atilde;o ter resultados quase imediatos. Entre essas propostas, est&atilde;o a unifica&ccedil;&atilde;o de impostos e taxas com mesma base de c&aacute;lculo e fato gerador, como Bens e Servi&ccedil;os (IPI, ICMS, ISS), Faturamento (PIS, Cofins), renda (IR, Contribui&ccedil;&atilde;o Social) ou importa&ccedil;&atilde;o (IPI, ICMS, ISS, Cofins, Tarifas).<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Diante da Tend&ecirc;ncia apontada pelo &Iacute;ndice de Economia Subterr&acirc;nea e do cen&aacute;rio global, &eacute; preciso, agora, um esfor&ccedil;o conjunto &ndash; Poderes Executivo, Legislativo e Judici&aacute;rio, com a Sociedade &ndash; para estimular a formalidade na Economia brasileira.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Vivemos um momento &iacute;mpar em nossa hist&oacute;ria econ&ocirc;mica, prop&iacute;cio para a revis&atilde;o de uma s&eacute;rie de regras que, historicamente, impedem o crescimento saud&aacute;vel da nossa economia. O louv&aacute;vel esfor&ccedil;o da presidente Dilma Rousseff em p&ocirc;r fim &agrave; chamada guerra fiscal e avan&ccedil;ar na moderniza&ccedil;&atilde;o das regras tribut&aacute;rias, bem como a institui&ccedil;&atilde;o do MEI (Microempres&aacute;rio Individual) &ndash; apenas para citar dois fatos recentes &ndash; s&atilde;o exemplos dentre in&uacute;meras propostas que devem ser avaliadas e colocadas em pr&aacute;tica.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Est&aacute; claro que s&oacute; h&aacute; um caminho para reduzir o tamanho da Economia subterr&acirc;nea. Esse caminho consta de cinco medidas: aprimorar o sistema tribut&aacute;rio, reduzir a sonega&ccedil;&atilde;o fiscal, reduzir o com&amp;ea cute;rcio ilegal e a pirataria, reduzir a Economia informal e, n&atilde;o menos, combater a corrup&ccedil;&atilde;o. Temos avan&ccedil;ado nessas frentes, mas ainda h&aacute; muito por fazer.&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div> \t&nbsp;<\/div>\n<div>\n<hr \/>\n<p> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>Roberto Abdenur<\/strong>: Diplomata e presidente-executivo do Instituto Brasileiro de &Eacute;tica Concorrencial (ETCO)<\/span><\/span><\/div>\n<div> \t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Fonte: <a href=\"http:\/\/www.classecontabil.com.br\/artigos\/ver\/2339\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Classe Cont&aacute;bil<\/a><\/span><\/span> \t<\/p>\n<hr \/><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Roberto Abdenur* &nbsp; Traz uma boa not&iacute;cia o &Iacute;ndice de Economia Subterr&acirc;nea (IES), estudo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[31],"tags":[],"class_list":["post-1352","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c73-carga-tributaria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1352","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1352"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1352\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1352"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1352"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1352"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}