{"id":1344,"date":"2012-10-23T04:22:49","date_gmt":"2012-10-23T04:22:49","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2012\/10\/23\/o-contribuinte-brasileiro-e-otario-mesmo\/"},"modified":"2012-10-23T04:22:49","modified_gmt":"2012-10-23T04:22:49","slug":"o-contribuinte-brasileiro-e-otario-mesmo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2012\/10\/23\/o-contribuinte-brasileiro-e-otario-mesmo\/","title":{"rendered":"O contribuinte brasileiro \u00e9 ot\u00e1rio mesmo?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Por&nbsp;Raul Haidar<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Reportagem publicada em uma revista norte-americana demonstrou que o consumidor brasileiro paga por um autom&oacute;vel importado muito mais do que ele vale e tentou atribuir-nos por isso a qualidade de ot&aacute;rios.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Talvez n&atilde;o sejamos ot&aacute;rios, mas apenas escravos de uma estrutura econ&ocirc;mica, financeira e sobretudo tribut&aacute;ria que n&atilde;o nos d&aacute; alternativa.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Infelizmente, pagar por aquilo de que necessitamos pre&ccedil;os absurdos, totalmente fora da realidade, n&atilde;o &eacute; novidade e nem se limita a ve&iacute;culos. Chega at&eacute; mesmo a coisas b&aacute;sicas. Um almo&ccedil;o razo&aacute;vel em qualquer restaurante de S&atilde;o Paulo custa hoje bem mais que um similar nas principais capitais do mundo.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/queroficarrico.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/carga_tributaria.jpg\" style=\"border-bottom: 1px solid; border-left: 1px solid; width: 250px; float: left; height: 119px; border-top: 1px solid; border-right: 1px solid\" \/><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Adquiriu relev&acirc;ncia o pre&ccedil;o do ve&iacute;culo porque &eacute; exatamente a ind&uacute;stria automotiva que tem recebido ao longo do tempo uma enorme s&eacute;rie de favores e prote&ccedil;&otilde;es, sempre a pretexto de garantir empregos e incentivar a economia.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">No in&iacute;cio da d&eacute;cada de 90, com a abertura das importa&ccedil;&otilde;es, quase ocorreu uma invas&atilde;o de ve&iacute;culos importados que aqui chegavam a pre&ccedil;os bem menores do que os aqui fabricados. Com um detalhe: os ve&iacute;culos aqui produzidos eram de qualidade pior, n&atilde;o tinham os acess&oacute;rios disponibilizados nos importados e nem contavam com tecnologia similar.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Naquela &eacute;poca o governo aumentou o imposto de importa&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m o IPI de forma acentuada, sobre os importados, para supostamente manter os empregos dos nossos metal&uacute;rgicos.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Mas se n&oacute;s queremos Justi&ccedil;a Tribut&aacute;ria, n&atilde;o podemos nos preocupar apenas com determinados produtos para desenvolver nossa ind&uacute;stria ou fazer funcionar nossa economia. O aumento ou redu&ccedil;&atilde;o de imposto, de forma epis&oacute;dica e sobre alguns segmentos, n&atilde;o &eacute; algo que possa se sustentar a m&eacute;dio ou longo prazo como forma de resolver nossos problemas. Nosso mundo &eacute; um pouco maior que o territ&oacute;rio ocupado pelas lojas de autom&oacute;veis ou de materiais de constru&ccedil;&atilde;o. Ao que parece estamos vendo algumas &aacute;rvores, mas perdemos a vis&atilde;o da floresta.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">N&atilde;o h&aacute; a menor d&uacute;vida de que a quest&atilde;o tribut&aacute;ria &eacute; fundamental para corrigir as nossas principais distor&ccedil;&otilde;es. E como j&aacute; dissemos neste espa&ccedil;o, h&aacute; 3 itens importantes: a) reduzir a carga tribut&aacute;ria; b) simplificar a burocracia fiscal; e c) garantirmos uma estabilidade razo&aacute;vel das normas reguladoras.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Quando se fala em reduzir a carga, isso n&atilde;o pode se limitar a alguns segmentos. Deve-se aplicar com seguran&ccedil;a o princ&iacute;pio da essencialidade dos produtos, para tributar menos as coisas mais essenciais e onerar as sup&eacute;rfluas. N&atilde;o h&aacute; raz&atilde;o nenhuma para reduzir imposto de autom&oacute;vel e manter elevadas taxas nos rem&eacute;dios e materiais escolares por exemplo.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">No que se refere &agrave; burocracia, h&aacute; muito a ser feito. Por incr&iacute;vel que pare&ccedil;a a informatiza&ccedil;&atilde;o acabou aumentando o trabalho dos contribuintes nesse assunto. Um exemplo muito claro &eacute; o que se refere &agrave;s inscri&ccedil;&otilde;es nas reparti&ccedil;&otilde;es. Antigamente existia o CGC at&eacute; que um dia um desses espertinhos que caem de paraquedas na Receita resolveu que deveria ser feito um recadastramento geral, passando os registros a se chamarem de CNPJ. Dizia-se que haveria um &uacute;nico cadastro, extinguindo-se as inscri&ccedil;&otilde;es estaduais e federais. Mentiram, como de h&aacute;bito. At&eacute; hoje o contribuinte ou seu preposto tem que ir a 3 lugares diferentes para fazer sua inscri&ccedil;&atilde;o. Para que? Para nada, pois basta a Receita transmitir os dados atrav&eacute;s da inform&aacute;tica e as outras inscri&ccedil;&otilde;es seriam dispens&aacute;veis. Mas se houver em algum lugar um servidor p&uacute;blico mal intencionado, ele poder&aacute; criar embara&ccedil;os e retardar a inscri&ccedil;&atilde;o at&eacute; que se encontre o famoso jeitinho para resolver o inexistente problema.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">J&aacute; estamos nos tornando com frequ&ecirc;ncia cada vez mais ref&eacute;ns da burocracia insensata e desequilibrada. As ag&ecirc;ncias reguladoras das diversas atividades econ&ocirc;micas muitas vezes n&atilde;o possuem sequer o n&uacute;mero de pessoas necess&aacute;rias &agrave;s verifica&ccedil;&otilde;es que devem ser feitas. Com isso, muitos empreendimentos ficam paralisados, no aguardo de licen&ccedil;as ou registros, onerando os empres&aacute;rios de forma indevida.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">A burocracia brasileira n&atilde;o s&oacute; &eacute; um grande transtorno para todos, como tem nos colocado como ot&aacute;rios, idiotas, imbecis, etc., diante das inevit&aacute;veis compara&ccedil;&otilde;es que as empresas internacionais de consultoria s&atilde;o obrigadas a fazer periodicamente. Nosso n&iacute;vel burocr&aacute;tico j&aacute; est&aacute; bem pr&oacute;ximo das economias mais atrasadas e rudimentares. Algo precisa ser feito para resolver isso.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">O custo disso tudo tem que ser transferido para o pre&ccedil;o dos produtos ou servi&ccedil;os. Por isso &eacute; que as coisas por aqui custam t&atilde;o caro.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Hoje qualquer profissional razoavelmente informado sabe que h&aacute; v&aacute;rios anos n&atilde;o temos mais um sistema tribut&aacute;rio. E dentro disso existe a burocracia que, nas palavras do Prof. Ives Gandra Martins, quando se instala passa a produzir anticorpos contra as reformas.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">O brasileiro n&atilde;o &eacute; ot&aacute;rio. Ot&aacute;rios s&atilde;o os que ainda pensam que o pa&iacute;s n&atilde;o mudou. N&atilde;o h&aacute; a menor d&uacute;vida que estamos iniciando uma nova vida na hist&oacute;ria do pa&iacute;s. Na quest&atilde;o tribut&aacute;ria precisamos criar um novo sistema que possa ser instrumento de nosso desenvolvimento, deixando de ser uma cole&ccedil;&atilde;o de armadilhas que nos impede de trilhar o bom caminho.<\/span><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><strong>Fontes<\/strong>: Texto: <a href=\"http:\/\/www.conjur.com.br\/2012-set-03\/justica-tributaria-contribuinte-brasileiro-otario-mesmo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Consultor Jur&iacute;dico<\/a>&nbsp;&#8211; Imagem: <a href=\"http:\/\/queroficarrico.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/carga_tributaria.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Aqui<\/a><\/span><\/span><\/p>\n<hr \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Raul Haidar Reportagem publicada em uma revista norte-americana demonstrou que o consumidor brasileiro paga por<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[31],"tags":[],"class_list":["post-1344","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c73-carga-tributaria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1344","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1344"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1344\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1344"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1344"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1344"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}