{"id":1192,"date":"2012-01-31T13:28:24","date_gmt":"2012-01-31T13:28:24","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2012\/01\/31\/convergencia\/"},"modified":"2012-01-31T13:28:24","modified_gmt":"2012-01-31T13:28:24","slug":"convergencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2012\/01\/31\/convergencia\/","title":{"rendered":"Converg\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"> \tPor C&eacute;sar Tib&uacute;rcio<\/p>\n<div class=\"post-body entry-content\" id=\"post-body-1530096049425420985\"> \t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">O jornal Valor Econ&ocirc;mico dedica, na edi&ccedil;&atilde;o de hoje, diversas reportagens sobre a contabilidade.<\/p>\n<p> \tEm <strong>&ldquo;Setor Financeiro tem Demandas Espec&iacute;ficas&rdquo; <\/strong>o jornal destaca o fato de que as institui&ccedil;&otilde;es financeiras ainda n&atilde;o aderiram completamente as normas internacionais. Os balan&ccedil;os consolidados est&atilde;o segundo a IFRS, mas as demonstra&ccedil;&otilde;es &ldquo;individuais&rdquo; est&atilde;o dentro do padr&atilde;o do Banco Central. Isto naturalmente traz reclama&ccedil;&otilde;es sobre o custo de produ&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o. A justificativa, segundo o jornal, &eacute; a seguinte:<\/p>\n<p> \t<i>O motivo &eacute; o procedimento do BC para aprova&ccedil;&atilde;o das normas emitidas pelo CPC, que requer tempo para saber as implica&ccedil;&otilde;es de cada uma delas no setor e no mercado. Das 60 normais emitidas pelo CPC, o Banco Central adotou sete, sendo que duas delas aparecer&atilde;o nos balan&ccedil;os somente em 2013.<\/i><\/p>\n<p> \tMas diversas normas s&atilde;o divergentes:<\/p>\n<p> \t<i>Uma delas refere-se &agrave; amortiza&ccedil;&atilde;o do &aacute;gio. Pelo IFRS, essa opera&ccedil;&atilde;o &eacute; vedada. Dentro do padr&atilde;o cont&aacute;bil do BC, exige-se que o passivo tribut&aacute;rio do banco seja registrado, ainda que haja contesta&ccedil;&atilde;o na Justi&ccedil;a e as chances de ganhar sejam grandes ou prov&aacute;veis. Pela regra internacional, o banco n&atilde;o precisa registrar o passivo se considera prov&aacute;vel que vencer&aacute; a causa.&nbsp;<\/i><\/p>\n<p> \tOutra quest&atilde;o apresentada pelo texto &eacute; a quest&atilde;o do leasing, que est&aacute; aguardando uma nova norma do Iasb.<\/p>\n<p> \tEm <strong>&ldquo;Concession&aacute;rias discutem Ajustes na Normas&rdquo;<\/strong> informa que os balan&ccedil;os de 2012 ainda n&atilde;o ir&atilde;o reconhecer os ativos e passivos regulat&oacute;rios.<\/p>\n<p> \t<i>O fato &eacute; que os balan&ccedil;os em IFRS, sem reconhecimento dos ativos e passivos regulat&oacute;rios no exerc&iacute;cio, n&atilde;o refletem o modelo tarif&aacute;rio e geram uma varia&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria que pode ser negativa ou positiva no resultado de um determinado exerc&iacute;cio, criando volatilidade entre per&iacute;odos.<\/i><\/p>\n<p> \tEm <strong>&ldquo;Mudan&ccedil;as ampliam base para Distribui&ccedil;&atilde;o de Dividendos&rdquo;<\/strong> confirma a experi&ecirc;ncia de outros pa&iacute;ses com a ado&ccedil;&atilde;o das IFRS: aumento no lucro apurado. Citando dois estudos &nbsp;o texto mostra o efeito das normas sobre o patrim&ocirc;nio l&iacute;quido e o resultado.<\/p>\n<p> \t<i>Dentre os fatores de ajuste que mais afetaram o resultado das companhias em 2010 o mais marcante &eacute; o que se refere &agrave; combina&ccedil;&atilde;o de neg&oacute;cios &#8211; normatizadas pelas CPCs 01, 04 e 15 &#8211; nos momentos em que s&atilde;o abordadas em opera&ccedil;&otilde;es de fus&otilde;es e\/ou aquisi&ccedil;&otilde;es, que eram ocasionais no passado, mas andam em alta nos &uacute;ltimos anos.<\/i><br \/> \t<span class=\"Apple-tab-span\" style=\"white-space: pre;\"> <\/span><br \/> \tO texto<strong> &ldquo;Regras para Tributos continuam indefinidas&rdquo;<\/strong> afirma que 2012 ir&aacute; trazer novidades com respeito a quest&atilde;o da tributa&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><i>Al&eacute;m da promessa do Fisco de que ser&aacute; dada uma solu&ccedil;&atilde;o definitiva para substituir o Regime Tribut&aacute;rio de Transi&ccedil;&atilde;o (RTT), h&aacute; a expectativa da intensifica&ccedil;&atilde;o de fiscaliza&ccedil;&otilde;es e o aumento das autua&ccedil;&otilde;es, pois o prazo para este tipo de lan&ccedil;amento relacionado aos fatos envolvendo IFRS e RTT come&ccedil;a a se esgotar em 2013.<\/i><\/p>\n<p> \t<i>Desde o come&ccedil;o do processo de converg&ecirc;ncia das empresas brasileiras ao padr&atilde;o cont&aacute;bil internacional, havia a preocupa&ccedil;&atilde;o de qual seriam os efeitos para o c&aacute;lculo de tributos. Com as novas regras para a elabora&ccedil;&atilde;o do balan&ccedil;o societ&aacute;rio, a expectativa era de que &#8211; com atualiza&ccedil;&otilde;es de ativos por valores de mercado e outras formas de garantir aos n&uacute;meros a ess&ecirc;ncia econ&ocirc;mica e n&atilde;o os aspectos formais &#8211; os resultados poderiam ser maiores e, consequentemente, implicar em uma base maior para a incid&ecirc;ncia de tributos. Ou, dependendo da situa&ccedil;&atilde;o, ocorrer o inverso.<\/i><\/p>\n<p> \t<i>A medida provis&oacute;ria (parte da MP n&ordm;449\/08) foi convertida na Lei n&ordm; 11.941\/09 e ficou conhecida como Regime Tribut&aacute;rio de Transi&ccedil;&atilde;o &#8211; RTT, dissociando a contabilidade fiscal da societ&aacute;ria. Por conta do RTT, os resultados continuam a ser tributados segundo as normas cont&aacute;beis anteriores a dezembro de 2007.<\/i><\/p>\n<p> \t<i>Mas, ao longo dos &uacute;ltimos quatro anos v&aacute;rias quest&otilde;es n&atilde;o conseguiram uma resposta clara no RTT, o que colocou advogados tributaristas, contadores, administradores e a Receita Federal em situa&ccedil;&otilde;es ainda sem respostas que podem, inclusive, resultar em autua&ccedil;&otilde;es, processos administrativos e judiciais. Entre os questionamentos mais frequentes est&atilde;o: o tratamento do &aacute;gio em aquisi&ccedil;&otilde;es, as despesas com juros na compra de ativos, qual patrim&ocirc;nio l&iacute;quido &#8211; se o fiscal ou o societ&aacute;rio &#8211; deve ser usado para c&aacute;lculo dos juros sobre capital pr&oacute;prio, e at&eacute; mesmo os crit&eacute;rios para o c&aacute;lculo dos dividendos a serem distribu&iacute;dos: se deve ser utilizado o lucro societ&aacute;rio ou o fiscal.<\/i><\/p>\n<p> \tO artigo <strong>&ldquo;Excesso de informa&ccedil;&otilde;es sobrecarrega auditorias&rdquo; <\/strong>mostra que a ado&ccedil;&atilde;o das IFRS aumentou o trabalho das auditorias. O texto, infelizmente, deixa de comentar que a ado&ccedil;&atilde;o das IFRS foi extremamente ben&eacute;fico para as empresas de auditoria; afinal, mais trabalho &eacute; igual a maior remunera&ccedil;&atilde;o. <span class=\"Apple-tab-span\" style=\"white-space: pre;\"> <\/span><\/p>\n<p> \t<i>Para os balan&ccedil;os publicados este ano, a expectativa &eacute; a de que as informa&ccedil;&otilde;es possam chegar de forma mais objetiva e em menor volume. A maior preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; com a entrada em vigor de normas que v&atilde;o tratar do reconhecimento e mensura&ccedil;&atilde;o de instrumentos financeiros, com vig&ecirc;ncia prevista para os balan&ccedil;os de 2012, que trar&atilde;o novos conceitos de avalia&ccedil;&atilde;o por custo amortizado e por valor justo.<\/i><\/p>\n<p> \tEm <strong>&ldquo;Converg&ecirc;ncia Positiva&rdquo; <\/strong>n&atilde;o se discute as vantagens, nem as desvantagens, da converg&ecirc;ncia, mas sim o processo de converg&ecirc;ncia<\/p>\n<p> \t<i>Os n&uacute;meros evidenciam a forma at&eacute; tranquila com que o processo de converg&ecirc;ncia caminha at&eacute; o momento: das 630 companhias abertas que divulgaram suas informa&ccedil;&otilde;es no novo padr&atilde;o em 2011 (considerando o ITR do terceiro trimestre), em apenas cinco casos a Comiss&atilde;o de Valores Mobili&aacute;rios (CVM) pediu para refazer ou republicar as demonstra&ccedil;&otilde;es. Em comum, as determina&ccedil;&otilde;es envolveram situa&ccedil;&otilde;es em que a autarquia identificou ou a superavalia&ccedil;&atilde;o do ativo ou que ocorrera uma subavalia&ccedil;&atilde;o do passivo.<\/i><\/p>\n<p> \tO texto lista os principais problemas que dever&atilde;o ser investigados pela CVM:<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><i>As principais quest&otilde;es que permanecer&atilde;o no foco da CVM neste ano s&atilde;o: a nota explicativa sobre receita, que deve mostrar com clareza as dedu&ccedil;&otilde;es e descontos que incidem sobre o faturamento bruto; a baixa de ativos, que deve ser mais bem explicada e detalhada para os investidores; a nota sobre partes relacionadas, que precisa conter informa&ccedil;&otilde;es m&iacute;nimas para que se entenda as movimenta&ccedil;&otilde;es entre empresas do grupo no per&iacute;odo; as premissas usadas para c&aacute;lculo do ajuste a valor presente, como taxas de desconto; a divulga&ccedil;&atilde;o sobre provis&otilde;es e passivos contingentes; a clareza das notas sobre instrumentos financeiros; a explica&ccedil;&atilde;o mais detalhada sobre o ativo imobilizado e as taxas de deprecia&ccedil;&atilde;o usadas por tipo de ativo e o uso da conta de reserva de lucros a realizar.<\/i><\/span><\/span> \t<\/p>\n<div style=\"clear: both;\">\n<hr \/>\n<p> \t\tFonte: <a href=\"http:\/\/contabilidadefinanceira.blogspot.com\/2012\/01\/convergencia.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Blog Contabilidade Finnaceira, 31.01.2012<\/a> \t\t<\/p>\n<hr \/><\/div>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por C&eacute;sar Tib&uacute;rcio O jornal Valor Econ&ocirc;mico dedica, na edi&ccedil;&atilde;o de hoje, diversas reportagens sobre<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[150],"tags":[],"class_list":["post-1192","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-normas-contabeis"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1192","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1192"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1192\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1192"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1192"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1192"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}