{"id":1147,"date":"2011-12-02T04:33:27","date_gmt":"2011-12-02T06:33:27","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2011\/12\/02\/ifrs-a-segunda-onda\/"},"modified":"2011-12-02T04:33:27","modified_gmt":"2011-12-02T06:33:27","slug":"ifrs-a-segunda-onda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2011\/12\/02\/ifrs-a-segunda-onda\/","title":{"rendered":"IFRS: a segunda onda"},"content":{"rendered":"<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><em>Adotamos as IFRSs, e agora? Precisamos de mais controles al&eacute;m daqueles que criamos para a ado&ccedil;&atilde;o inicial? O que muda? Esta mudan&ccedil;a &eacute; constante? Preciso continuar a treinar meus funcion&aacute;rios?<\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Por Lucio Ferreira Barbosa<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">No Brasil, as empresas que adotaram as normas internacionais de contabilidade (<em>International Financial Reporting Standards <\/em>&#8211; IFRS), o fizeram em 31 de dezembro de 2010. A grande maioria dos profissionais ficou aliviada, pensando que tudo havia passado. &Eacute; verdade que o grande impacto passou, mas isso n&atilde;o significa que n&atilde;o temos mais nenhum de 2011 em diante. Possivelmente, muitos profissionais tem este pensamento porque passamos mais de 30 anos com uma &uacute;nica regra, sem altera&ccedil;&atilde;o &ndash; assim, pensamos que uma vez implementada, a empresa est&aacute; pronta para prosseguir com as normas internacionais.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Mas o cen&aacute;rio real &eacute; completamente diferente. As IFRSs n&atilde;o s&atilde;o imut&aacute;veis, muito pelo contr&aacute;rio, est&atilde;o sendo revisadas (e novas normas e interpreta&ccedil;&otilde;es emitidas) constantemente &ndash; principalmente pelo fato de que muito provavelmente ser&atilde;o adotadas nos Estados Unidos, pa&iacute;s este que tem regras r&iacute;gidas &ndash; o USGAAP (<em>United States Generally Accepted Accounting Principles<\/em>), emitidas pelo FASB (<em>Financial Accounting Standards Board<\/em>), estando este &oacute;rg&atilde;o participando de diversas reuni&otilde;es com o IASB, a fim de tratar de cada assunto espec&iacute;fico, padronizar as normas americanas para a converg&ecirc;ncia e, em alguns casos, aprimorar as normas IFRS.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Especificamente para o Brasil temos, ainda, as diferen&ccedil;as para o RTT (Regime Tribut&aacute;rio de Transi&ccedil;&atilde;o), regime este que aponta as diferen&ccedil;as entre os livros cont&aacute;beis e os livros fiscais, para fins de IRPJ, CSLL, PIS e COFINS (sendo 2011, possivelmente, o &uacute;ltimo ano deste Regime). Finalmente, a contabilidade conforme as IFRS n&atilde;o &eacute; mais para &quot;atender ao fisco&quot;, mas sim aos interesses da empresa e de seus investidores. Com o RTT, apontamos para a Receita Federal todas as diferen&ccedil;as que temos, demonstrando um livro exclusivamente para atender exclusivamente ao fisco.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Os impactos nos processos internos trazidos pelas IFRSs s&atilde;o cont&iacute;nuos &ndash; muitos procedimentos s&atilde;o requeridos anualmente ou, at&eacute;, a cada opera&ccedil;&atilde;o. Com isso, as empresas tiveram que introduzir novos controles internos, ou aprimorar os controles previamente existentes, assim como prover treinamentos para seus funcion&aacute;rios.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Os profissionais de contabilidade hoje devem estar mais preparados para interpretar as normas. E essa capacidade n&atilde;o nasce no profissional do dia para a noite, mas precisa de treinamentos cont&iacute;nuos de interpreta&ccedil;&otilde;es destas normas, a fim de que entendam os impactos no dia-a-dia das opera&ccedil;&otilde;es, e n&atilde;o somente os impactos cont&aacute;beis imediatos.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Algumas an&aacute;lises para fins de IFRS ficaram extremamente financeiras, e outras extremamente gerenciais. O profissional de contabilidade ganhou foco, deixando de ser aquele profissional que s&oacute; precisava conhecer d&eacute;bito e cr&eacute;dito, tabelas e requerimentos da Receita Federal, entre outros, e passou a ser um profissional estrat&eacute;gico para a empresa, pois a partir da contabilidade temos n&uacute;meros gerenciais e financeiros para demonstrar aos nossos investidores. Passou, tamb&eacute;m, a ter um foco especial no texto das notas explicativas &agrave;s demonstra&ccedil;&otilde;es financeiras das empresas, que aumentaram significativamente. Em uma&nbsp;pesquisa parcial, algumas empresas de auditoria e consultoria&nbsp;informaram um aumento na quantidade de informa&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias em notas explicativas de, aproximadamente, 70%. Ou seja, a quantidade de informa&ccedil;&otilde;es descritas e analisadas em notas explicativas quase dobrou o tamanho das demonstra&ccedil;&otilde;es financeiras.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Revis&atilde;o peri&oacute;dica da vida &uacute;til dos ativos imobilizados, testes de impairment, qualifica&ccedil;&atilde;o e classifica&ccedil;&atilde;o de instrumentos financeiros, capitaliza&ccedil;&atilde;o de custos de empr&eacute;stimos, c&aacute;lculos de valor justo, entre outros, s&atilde;o temas que, em sua maior parte, n&atilde;o faziam parte do cotidiano dos profissionais de contabilidade. Por outro lado, muitos controles e procedimentos j&aacute; eram obrigat&oacute;rios pela Lei 6.404, mas a grande maioria n&atilde;o era efetivamente realizada. Somente com a Lei 11.638 estes procedimentos ganharam notoriedade e passaram a ter aten&ccedil;&atilde;o especial.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Se voc&ecirc; acha que sua empresa j&aacute; adotou as IFRSs e agora n&atilde;o precisa mais se preocupar com isso, est&aacute; completamente enganado! Procedimentos de revis&atilde;o, assessment, julgamento profissional, acompanhamento s&atilde;o extremamente importantes para que a companhia continue em compliance com as IFRSs.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Um exemplo b&aacute;sico disso &eacute; que o CPC (Comit&ecirc; de Pronunciamentos Cont&aacute;beis), respons&aacute;vel pela emiss&atilde;o e revis&atilde;o de normas, interpreta&ccedil;&otilde;es e orienta&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas convergentes &agrave;s IFRSs, revisou 6 de suas normas somente no ano de 2011 (at&eacute; a data da publica&ccedil;&atilde;o deste Artigo). Isso demonstra um esfor&ccedil;o do CPC, assim como do IASB, em aprimorar constantemente suas normas e interpreta&ccedil;&otilde;es, a fim de melhor esclarecer interpreta&ccedil;&otilde;es que possam vir a ser d&uacute;bias, assim como mudar o que for preciso para que a contabilidade reflita melhor a posi&ccedil;&atilde;o financeira e gerencial das empresas.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Algumas empresas brasileiras, ou situadas no Brasil, apenas fizeram por cumprir os prazos para atender os novos requerimentos legais, ou seja, contrataram consultorias ou profissionais tempor&aacute;rios para que, em um &uacute;ltimo instante, preparassem a convers&atilde;o das demonstra&ccedil;&otilde;es financeiras para as IFRS. Com isso, para dar continuidade nos processos, as emrpesas dever&atilde;o continuar investindo (e j&aacute; deveriam ter investido em treinamentos durante o ano de 2011) em seus profissionais, para que todos os procedimentos requeridos para a manuten&ccedil;&atilde;o das normas internacionais sejam atendidos.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Segundo pesquisa da Consultoria Ernst &amp; Young &quot;O padr&atilde;o IFRS &eacute; muito mais complexo do que as normas antigas, o que exigiu mais julgamento por parte das empresas&quot; e &quot;a interpreta&ccedil;&atilde;o de algumas normas IFRS ainda n&atilde;o &eacute; consenso entre participantes do mercado, o que de certa forma levanta d&uacute;vidas sobre a consist&ecirc;ncia e a comparabilidade das demonstra&ccedil;&otilde;es cont&aacute;beis&quot;.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vidas que ainda temos um longo caminho a percorrer, que novos controles devem ser criados, e que os treinamentos de nossos profissionais ser&atilde;o constantes, a fim de que estejamos preparados e com procedimentos maduros para realizar todas as tarefas&nbsp;em tempo (e n&atilde;o somente ao final do exerc&iacute;cio social \/ fiscal), assim como para acompanhar a revis&atilde;o constante das normas internacionais pelo IASB e as nacionais (harmonizadas) pelo CPC. Algumas mudan&ccedil;as ainda s&atilde;o esperadas com a harmoniza&ccedil;&atilde;o das normas norte americanas, resultantes das reuni&otilde;es do IASB com o FASB.<\/span><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Fonte: <a href=\"http:\/\/www.administradores.com.br\/informe-se\/artigos\/ifrs-a-segunda-onda\/60090\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">administradores.com<\/a><\/span><\/span><\/p>\n<hr \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Adotamos as IFRSs, e agora? 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