{"id":1099,"date":"2011-09-15T18:51:43","date_gmt":"2011-09-15T18:51:43","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2011\/09\/15\/stj-analisa-restituicao-de-tributos\/"},"modified":"2011-09-15T18:51:43","modified_gmt":"2011-09-15T18:51:43","slug":"stj-analisa-restituicao-de-tributos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2011\/09\/15\/stj-analisa-restituicao-de-tributos\/","title":{"rendered":"STJ analisa restitui\u00e7\u00e3o de tributos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"> \tpor Ma&iacute;ra Magro<\/p>\n<p style=\"text-align: right\"> \tValor Econ&ocirc;mico &#8211; 15\/09\/2011<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t\t<em><span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Num julgamento que pode afetar milh&otilde;es de contribuintes do pa&iacute;s, a 1&ordf; Se&ccedil;&atilde;o do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ) come&ccedil;ou a analisar, na tarde de ontem, quem tem o direito de entrar na Justi&ccedil;a para discutir a incid&ecirc;ncia de tributos, al&eacute;m de pedir a restitui&ccedil;&atilde;o de valores j&aacute; pagos. Embora o julgamento tenha sido interrompido ap&oacute;s um voto, tr&ecirc;s ministros manifestaram a inten&ccedil;&atilde;o de rediscutir o posicionamento atual da Corte.<\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p> \t\t<em><span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p> \t\t<em><span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">O caso em discuss&atilde;o &eacute; um recurso da construtora F. Rozental, do Rio de Janeiro, que questiona a cobran&ccedil;a de um adicional de 5% do ICMS destinado ao Fundo Estadual de Combate &agrave; Pobreza &#8211; que elevou a al&iacute;quota do imposto para 30%. A construtora pede para deixar de pagar o adicional, e que o Estado devolva os valores j&aacute; recolhidos. Mas, antes, ter&aacute; que defender o direito de fazer esse questionamento na Justi&ccedil;a.<\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p> \t\t&nbsp;<\/p>\n<p> \t\t<em><span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Em 2010, ao julgar um caso envolvendo o IPI pago por distribuidoras de cerveja, a 1&ordf; Se&ccedil;&atilde;o do STJ concluiu que somente o &quot;contribuinte de direito&quot; &#8211; aquele respons&aacute;vel por fazer o recolhimento de tributos ao Fisco &#8211; pode pedir a devolu&ccedil;&atilde;o de tributos pagos indevidamente. Por exemplo: nas contas de luz, &eacute; o consumidor final que arca com os custos do ICMS. Mas s&atilde;o as distribuidoras de energia que repassam os valores ao Fisco &#8211; s&atilde;o elas, portanto, os contribuintes de direito, que estabelecem a rela&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica com o &oacute;rg&atilde;o arrecadador.<\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p> \t\t&nbsp;<\/p>\n<p> \t\t<em><span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Nesse exemplo, segundo a jurisprud&ecirc;ncia atual do STJ, apenas as distribuidoras podem entrar na Justi&ccedil;a pedindo a restitui&ccedil;&atilde;o do imposto. Embora seja o consumidor final que arque efetivamente com os custos, ele &eacute; impedido de mover a&ccedil;&otilde;es pedindo a devolu&ccedil;&atilde;o. Como o precedente de 2010 foi tomado pelo sistema do recurso repetitivo, a tese deve ser replicada em todos os casos semelhantes.<\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p> \t <!--more-->  \t<\/p>\n<p> \t\t&nbsp;<\/p>\n<p> \t\t&nbsp;<\/p>\n<p> \t\t<em><span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Mas, ao analisar o recurso da construtora F. Rozental, o ministro Teori Albino Zavascki, relator do caso, sugeriu uma nova discuss&atilde;o sobre o tema. Ele afirmou que, embora o precedente de 2010 tratasse somente da devolu&ccedil;&atilde;o de impostos, as turmas do STJ v&ecirc;m aplicando o mesmo entendimento para a discuss&atilde;o de tributos de maneira geral. Ou seja, o consumidor final n&atilde;o teria o direito nem de entrar com a&ccedil;&otilde;es para questionar tributos j&aacute; pagos, nem para deixar de recolher. &quot;Ocorre que as turmas passaram a negar a legitimidade do contribuinte de fato n&atilde;o s&oacute; quanto &agrave; repeti&ccedil;&atilde;o (pedido de devolu&ccedil;&atilde;o), mas tamb&eacute;m quanto &agrave; incid&ecirc;ncia do tributo&quot;, afirmou.<\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p> \t\t&nbsp;<\/p>\n<p> \t\t<em><span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">O ministro manifestou &quot;reservas&quot; quanto ao precedente que impediu os contribuintes de fato de pedir a devolu&ccedil;&atilde;o de impostos. Mas ponderou que, como o assunto foi objeto de decis&atilde;o por meio de um recurso repetitivo, h&aacute; cerca de um ano, evitaria coloc&aacute;-lo novamente em discuss&atilde;o. Por isso, em seu voto, Zavascki optou por uma posi&ccedil;&atilde;o intermedi&aacute;ria: defendeu que a construtora tem legitimidade para discutir somente os tributos a serem pagos &#8211; mas n&atilde;o para pedir a devolu&ccedil;&atilde;o do que j&aacute; foi recolhido. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Mauro Campbell Marques.<\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p> \t\t&nbsp;<\/p>\n<p> \t\t<em><span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Mas antes que a discuss&atilde;o terminasse, dois ministros sugeriram uma reavalia&ccedil;&atilde;o completa da mat&eacute;ria &#8211; envolvendo tamb&eacute;m a possibilidade do consumidor final pedir a devolu&ccedil;&atilde;o. &quot;A 1&ordf; Se&ccedil;&atilde;o manifestou um posicionamento por 20 anos e n&atilde;o teve nenhum constrangimento de alterar seu entendimento, de uma hora pra outra&quot;, afirmou o ministro Cesar Asfor Rocha, em refer&ecirc;ncia ao precedente do ano passado, durante o qual n&atilde;o estava presente, pois ainda n&atilde;o integrava a 1&ordf; Se&ccedil;&atilde;o. &quot;Eu n&atilde;o tenho nenhum constrangimento em reapreciar essa quest&atilde;o.&quot; O ministro opinou que, pelo entendimento atual da Corte, as empresas n&atilde;o teriam motivos para entrar com a&ccedil;&otilde;es nesses casos, pois n&atilde;o arcam com o &ocirc;nus do imposto e prefeririam evitar o &quot;desgaste pol&iacute;tico&quot; de mover processos contra o Fisco.<\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p> \t\t&nbsp;<\/p>\n<p> \t\t<em><span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">O ministro Napole&atilde;o Maia Filho refor&ccedil;ou a sugest&atilde;o, sustentando que o artigo 166 do C&oacute;digo Tribut&aacute;rio Nacional (que trata da restitui&ccedil;&atilde;o de tributos) n&atilde;o impede o contribuinte de fato de entrar com a&ccedil;&otilde;es pedindo a devolu&ccedil;&atilde;o. &quot;E, se impedisse, seria inconstitucional, pois o acesso ao Judici&aacute;rio &eacute; assegurado&quot;, afirmou.<\/span><\/span><\/em><\/p>\n<hr \/>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Ma&iacute;ra Magro Valor Econ&ocirc;mico &#8211; 15\/09\/2011 Num julgamento que pode afetar milh&otilde;es de contribuintes<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[160],"tags":[],"class_list":["post-1099","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-planejamento-tributario"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1099","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1099"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1099\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1099"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1099"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1099"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}