{"id":1077,"date":"2011-08-12T13:19:11","date_gmt":"2011-08-12T16:19:11","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2011\/08\/12\/deu-a-louca-nos-balancos\/"},"modified":"2011-08-12T13:19:11","modified_gmt":"2011-08-12T16:19:11","slug":"deu-a-louca-nos-balancos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2011\/08\/12\/deu-a-louca-nos-balancos\/","title":{"rendered":"Deu a louca nos balan\u00e7os"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"> \t<span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><em><em>Por Tatiana Bautzer<\/em><\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"> \t<a href=\"http:\/\/www.istoedinheiro.com.br\/noticias\/62759_DEU+A+LOUCA+NOS+BALANCOS\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><em>Isto&Eacute; Dinheiro<\/em><\/span><\/span><\/a>&nbsp;&#8211; <span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: 12px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><strong>edi&ccedil;&atilde;o: 723<\/strong> | Finan&ccedil;as | 11.AGO.11<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<strong><span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><em>&nbsp;Mudan&ccedil;a nas regras cont&aacute;beis brasileiras para adapta&ccedil;&atilde;o aos padr&otilde;es internacionais altera resultados das companhias abertas e confunde os investidores<\/em><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><em>O nome pode parecer assustador, mas o investidor precisa aprender rapidamente seu significado e seus efeitos. O International Financial Reporting Standards ou IFRS, como &eacute; mais conhecido o padr&atilde;o cont&aacute;bil internacional, passou a ser adotado pelas empresas abertas brasileiras a partir de 2010 por determina&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o de Valores Mobili&aacute;rios (CVM). As novas regras mudaram totalmente os balan&ccedil;os e ainda confundem os investidores. Um estudo da empresa de auditoria Ernst &amp; Young, com resultados de 50 empresas, cujas a&ccedil;&otilde;es formam o &iacute;ndice Bovespa, mostra que a ado&ccedil;&atilde;o das novas regras ampliou seu patrim&ocirc;nio l&iacute;quido em nada menos que R$ 33 bilh&otilde;es. Os lucros cresceram cerca de R$ 9 bilh&otilde;es, aumentando tamb&eacute;m a mordida do Le&atilde;o.&nbsp;<\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-uYEwg0ytZ6U\/TkRwSk8ZWdI\/AAAAAAAAJDk\/yr2sUO1iFTw\/s1600\/gr_4657352423275029.jpg\" imageanchor=\"1\"><em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"400\" id=\"_x0000_i1025\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-uYEwg0ytZ6U\/TkRwSk8ZWdI\/AAAAAAAAJDk\/yr2sUO1iFTw\/s400\/gr_4657352423275029.jpg\" width=\"180\" \/><\/em><\/a><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><em>Os n&uacute;meros do estudo representam a soma das mudan&ccedil;as de todas as empresas analisadas. No entanto, os efeitos n&atilde;o foram uniformes. Para algumas companhias, tanto o patrim&ocirc;nio l&iacute;quido quanto o lucro diminu&iacute;ram. As diferen&ccedil;as s&atilde;o explicadas por mais de 40 novas regras que alteram desde a forma de reconhecer o impacto dos juros pagos em empr&eacute;stimos at&eacute; o valor atribu&iacute;do a m&aacute;quinas e equipamentos. Outra mudan&ccedil;a significativa &eacute; a forma de incluir o valor das aquisi&ccedil;&otilde;es de outras empresas nas demonstra&ccedil;&otilde;es cont&aacute;beis. Uma das principais mudan&ccedil;as &eacute; calcular os ativos das empresas pelo seu valor justo.<\/em><\/p>\n<p> \t<em>Simplificando, quer dizer que, em vez de simplesmente contabilizar quanto a companhia gastou para comprar o bem, os n&uacute;meros t&ecirc;m de refletir quanto ele vale no mercado ou por quanto poderia ser vendido. O maior impacto &eacute; nos dados do chamado ativo imobilizado, que inclui im&oacute;veis, m&aacute;quinas e equipamentos da companhia. Empresas intensivas em capital, com grandes f&aacute;bricas e muitos im&oacute;veis, percebem diferen&ccedil;as muito expressivas. O patrim&ocirc;nio l&iacute;quido da Suzano Papel e Celulose, por exemplo, praticamente dobrou, de R$ 3,7 bilh&otilde;es para R$ 7,2 bilh&otilde;es, principalmente pelo aumento no valor dos ativos imobilizados. De acordo com a Ernst &amp; Young, a nova norma gerou uma varia&ccedil;&atilde;o de R$ 12 bilh&otilde;es no patrim&ocirc;nio l&iacute;quido das empresas. Os lucros tamb&eacute;m passam a incluir as varia&ccedil;&otilde;es do valor de mercado dos ativos a cada trimestre.<\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"> \t<em><span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Outra grande mudan&ccedil;a ocorreu na maneira de colocar no balan&ccedil;o os resultados de uma aquisi&ccedil;&atilde;o. Antes, a contabilidade comparava o valor pago pela companhia comprada com seu patrim&ocirc;nio l&iacute;quido. Hoje, o que foi pago &eacute; comparado com quanto ela pode gerar de lucro. Esse efeito, chamado de &ldquo;combina&ccedil;&atilde;o de neg&oacute;cios&rdquo;, aumentou o patrim&ocirc;nio l&iacute;quido das empresas da amostra em R$ 13 bilh&otilde;es. N&atilde;o parou por a&iacute;. Pela regra antiga, qualquer juro pago nos empr&eacute;stimos era calculado como despesa. Pela nova, os juros de empr&eacute;stimos tomados para construir algo que gere receita &ndash; uma f&aacute;brica ou rodovia, por exemplo &ndash; entram no ativo da empresa. O crescimento dos ativos provoca uma contrapartida patrimonial, que chegou a R$ 2,8 bilh&otilde;es na amostra.<\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><em>Complexo? Sem d&uacute;vida. E essas s&atilde;o s&oacute; algumas das novas normas &agrave;s quais o investidor ter&aacute; de se acostumar. Ramon Jubels, da empresa de consultoria KPMG, diz que os setores que tiveram maiores mudan&ccedil;as foram as concession&aacute;rias de servi&ccedil;os p&uacute;blicos, as empresas que administram shoppings e as companhias que t&ecirc;m ativos biol&oacute;gicos, como as de papel e celulose e as do agroneg&oacute;cio. E, como se n&atilde;o bastasse entender as normas que j&aacute; afetaram os balan&ccedil;os, mais mudan&ccedil;as dever&atilde;o vir nos pr&oacute;ximos anos, diz Paul Suttcliffe, s&oacute;cio da Ernst &amp; Young respons&aacute;vel pelo IFRS. &ldquo;Muita gente acha que o trabalho terminou, mas ainda h&aacute; v&aacute;rios ajustes que ser&atilde;o aplicados s&oacute; no futuro&rdquo;, afirma Suttcliffe.<\/em><\/p>\n<p> \t<em>Uma das regras mais importantes, daqui para a frente, ser&aacute; a mudan&ccedil;a relativa &agrave; consolida&ccedil;&atilde;o parcial de empresas. Hoje, no caso de uma joint venture em que a empresa tem 50% das a&ccedil;&otilde;es, entram no balan&ccedil;o metade do lucro e das vendas da associa&ccedil;&atilde;o. A partir de agora, s&oacute; poder&aacute; ser considerada a parcela relativa ao lucro. As vendas ficam de fora. &ldquo;Isso vai afetar os n&uacute;meros de faturamento de companhias com muitas coligadas&rdquo;, afirma Suttcliffe. E, claro, boa parte dos m&uacute;ltiplos que ajudam o investidor a decidir se compra ou n&atilde;o uma a&ccedil;&atilde;o deixar&aacute; de ser compar&aacute;vel com os resultados anteriores. N&atilde;o tem jeito. O investidor ter&aacute; de estudar muito para entender a nova numeralha das companhias. Como diria o velho guerreiro Chacrinha, o IRFS veio para confundir e n&atilde;o para explicar.<\/em><\/span><\/span><\/p>\n<hr \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Tatiana Bautzer Isto&Eacute; Dinheiro&nbsp;&#8211; edi&ccedil;&atilde;o: 723 | Finan&ccedil;as | 11.AGO.11 &nbsp; &nbsp;Mudan&ccedil;a nas regras<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"class_list":["post-1077","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-analise-de-balanco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1077","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1077"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1077\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1077"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1077"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1077"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}