{"id":1018,"date":"2011-06-02T04:51:27","date_gmt":"2011-06-02T07:51:27","guid":{"rendered":"http:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2011\/06\/02\/icms-stj-e-a-boa-fe-do-autuado\/"},"modified":"2011-06-02T04:51:27","modified_gmt":"2011-06-02T07:51:27","slug":"icms-stj-e-a-boa-fe-do-autuado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/2011\/06\/02\/icms-stj-e-a-boa-fe-do-autuado\/","title":{"rendered":"ICMS: STJ e a boa-f\u00e9 do autuado"},"content":{"rendered":"<p> \t<span style=\"font-size: 16px\"><strong>Justi&ccedil;a considera boa-f&eacute; de contribuinte para cancelar autua&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"> \tLaura Ign&aacute;cio |&nbsp;Valor Econ&ocirc;mico<br \/> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Uma empresa varejista de grande porte do Estado de S&atilde;o Paulo obteve uma liminar na Justi&ccedil;a para suspender uma autua&ccedil;&atilde;o da Fazenda pelo uso de cr&eacute;ditos do ICMS decorrentes de compras de fornecedor em situa&ccedil;&atilde;o irregular. No caso, como as notas fiscais foram emitidas por uma empresa considerada inid&ocirc;nea, o Fisco se recusou a aceitar os cr&eacute;ditos decorrentes da opera&ccedil;&atilde;o. Mas ao analisar o caso, o juiz Jayme Martins de Oliveira Neto, da 13&ordf; Vara da Fazenda P&uacute;blica de S&atilde;o Paulo, considerou um precedente recente do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ).<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">A Corte superior pacificou entendimento favor&aacute;vel aos contribuintes de boa-f&eacute;, que n&atilde;o sabiam da condi&ccedil;&atilde;o irregular do fornecedor no momento da compra. A decis&atilde;o do STJ foi tomada em recurso repetitivo, pois h&aacute; in&uacute;meros casos semelhantes na Justi&ccedil;a.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">A varejista entrou na Justi&ccedil;a porque estaria sendo prejudicada com a inscri&ccedil;&atilde;o da cobran&ccedil;a em d&iacute;vida ativa do Estado &#8211; que, na pr&aacute;tica, inviabiliza concorr&ecirc;ncia em licita&ccedil;&otilde;es, obten&ccedil;&atilde;o de empr&eacute;stimos e participa&ccedil;&atilde;o na bolsa de valores.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Em sua liminar, o magistrado afirmou que a declara&ccedil;&atilde;o de inidoneidade do fornecedor &eacute; posterior &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o das mercadorias que geraram o cr&eacute;dito do ICMS. De acordo com ele, esse fato que favorece a empresa compradora: &quot;N&atilde;o tinha ela, em princ&iacute;pio, elementos para presumir a irregularidade fiscal da empresa vendedora&quot;, diz o juiz na decis&atilde;o.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Para o advogado da empresa, Pedro Moreira, do escrit&oacute;rio Celso Cordeiro de Almeida e Silva Advogados, impedir o uso dos cr&eacute;ditos do ICMS, no caso, seria uma arma de defesa do Fisco para n&atilde;o perder arrecada&ccedil;&atilde;o da empresa inid&ocirc;nea. &quot;E isso n&atilde;o acontece s&oacute; em S&atilde;o Paulo&quot;, afirma. No processo, o advogado argumentou que proibir a empresa de usar os cr&eacute;ditos de ICMS fere o princ&iacute;pio constitucional da n&atilde;o cumulatividade. &quot;Tamb&eacute;m foi importante provar a boa-f&eacute; da empresa com documentos que confirmam a realiza&ccedil;&atilde;o das opera&ccedil;&otilde;es, as etapas da compra e venda, a entrega e a entrada das mercadorias&quot;, diz.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Segundo o subprocurador-geral tribut&aacute;rio-fiscal da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) de S&atilde;o Paulo, Eduardo Fagundes, casos como esse s&atilde;o analisados individualmente. &quot;Se a empresa prova que a opera&ccedil;&atilde;o ocorreu e que o fornecedor est&aacute; em pleno funcionamento, o uso dos cr&eacute;ditos &eacute; acatado&quot;, afirma. O procurador diz que o Fisco est&aacute; aperfei&ccedil;oando seu processo para averigua&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;ditos. &quot;Se a opera&ccedil;&atilde;o acontece quando a empresa j&aacute; &eacute; inid&ocirc;nea, os cr&eacute;ditos n&atilde;o s&atilde;o v&aacute;lidos&quot;, explica. &quot;S&oacute; 5% dos contribuintes autuados por causa disso v&atilde;o &agrave; Justi&ccedil;a alegando boa-f&eacute;&quot;, afirma.<\/span><\/span><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">O Poder Judici&aacute;rio tem prestigiado a boa-f&eacute; dos contribuintes, de acordo com o tributarista Samuel Gaud&ecirc;ncio, do escrit&oacute;rio Gaud&ecirc;ncio, McNaughton &amp; Prado Advogados. Ele afirma que na maioria dos casos a declara&ccedil;&atilde;o de inidoneidade pelo Fisco &eacute; posterior &agrave; opera&ccedil;&atilde;o. O advogado afirma que as varejistas podem certificar-se da regularidade do fornecedor antes de fechar o neg&oacute;cio. &quot;Basta checar se a fornecedora tem ficha cadastral e contrato social na Junta Comercial, inscri&ccedil;&atilde;o no CNPJ, habilita&ccedil;&atilde;o no Sintegra e se tem as Certid&otilde;es Negativas de D&eacute;bito (CND)&quot;, diz..<\/span><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p> \t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Fonte: Valor Econ&ocirc;mico, via <a href=\"http:\/\/4mail.com.br\/Artigo\/ViewFenacon\/007202030172394\">FENACON<\/a><\/span><\/span><\/p>\n<hr \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Justi&ccedil;a considera boa-f&eacute; de contribuinte para cancelar autua&ccedil;&atilde;o Laura Ign&aacute;cio |&nbsp;Valor Econ&ocirc;mico &nbsp; Uma empresa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[115],"tags":[],"class_list":["post-1018","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-icms"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1018","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1018"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1018\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1018"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1018"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alcantara.pro.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1018"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}